sábado, 4 de dezembro de 2010

#MemeDasAntigas - Meu site/blog preferido em 2010

Esse é meu blog preferido em 2010, Mamíferas. Nele me encontrei como mãe e como mulher. Nele encontrei o consolo que precisei por tantas vezes, quando estava sozinha na frente do monitor e precisando de uma palavra salvadora! Esse blog é fantástico, mulheres reais, fortes... Para mim, Deusas!!!!!

#MemeDasAntigas

Beijos

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

#MemeDasAntigas - Meu filme preferido em 2010



Puxa, assisti tantos filmes este ano! Dei um bom lucro para a Blockbooster.
Mas o que mais me marcou foi Lembranças.
é um filme bonito, um drama que nos faz pensar que a vida é feita de momentos e que cada um deles deve ser aproveitado como se fosse o último (sem clichês!).

Beijos

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

#MemeDasAntigas - Mas 2010 ainda não acabou, ainda vou tentar...


...O que foi mais difícil para mim em 2010 foi organizar meu tempo, minha casa, minhas contas, meu blog... TUDO!
Estou tentando e vou continuar tentando, nestes vinte e poucos dias que restam em 2010, organizar minha vida! As co
ntas já estão "praticamente" em ordem. Falta todo o restante!
Ahhhhh... Também vou tentar terminar de ler "Casais Inteligentes Enriquecem Juntos" e fazer minhas listas, porque o que mais li neste ano foi que as listas nos ajudam a organizar a vida e fazer tudo que tem que ser feito!
Isso aí, bora curtir esse finalzinho de 2010, porque ainda não acabou!
#MemeDasAntigas








Beijos

Quer saber mais sobre o refluxo em bebês?


Há menos de uma semana tivémos o diagnóstico de refluxo oculto na Alice. Ela chora muito, e comecei a perceber que depois de mamar ela fica inquieta. Enfim, estamos tratando com medicamento e amor. Mas não é fácil, o choro dela é forte e já me peguei diversas vezes chorando com ela!
Como não sabia nada sobre o refluxo, pesquisei e resolvi postar a respeito!
O refluxo é uma falha no funcionamento das válvulas do esôfago, que impedem o retorno do leite. Essa falha (falando a grosso modo) permite que o leite volte até o esôfago ou até a boca, provocando vômitos.
Alguns bebês convivem bem com o refluxo, sem nenhum desconforto. Porém, outros apresentam certo incômodo, pois o retorno do leite provoca azia no bebê, fazendo com que ele não consiga mamar tudo o que precisa.
As formas de detectar o refluxo é observando se o bebê regurgita a cada mamada, se ele sente incômodos após as mamadas, se o bebê chora demais, ganha peso insuficientemente...
O tratamento pode ser feito, nos casos de incômodo do bebê, por medicamentos antiácidos, aliviando a azia do bebê. Em casos mais sérios, o pediatra pode encaminhar o bebê para um gastroenterologista para utilizar outros medicamentos.
e o leite materno é, sem dúvida, um aliado, por ser hipoalergênico e de fácil digestão. Uma solução seria o bebê mamar várias vezes, sem encher o estômago, evitando o reflluxo.
No caso da Alice, demoramos para suspeitar do refluxo, porque ela não regurgita, ganha peso muito bem, só chorava demais e era um choro dolorido, sem vômitos. Por isso, refluxo oculto.
À medida que o bebê cresce, as válvulas do aparelho digestório do bebê amadurecem e começam a funcionar adequadamente, e o refluxo desaparece. Ou seja, temos que dar tempo ao tempo! Logo, logo minha gatinha não precisará mais de remedinhos e ficará super bem, sem refluxo!
É isso, refluxo não é nenhum bicho de sete cabeças. É incômodo, mas passa!

Beijos

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

E o segundo filho...


Mãe de primeira viagem sofre! Tudo novo, tudo estranho, tudo desesperador! Muitos choros iguais (e todo mundo diz que dá para identificar choro de cólica, de fome, de sono...).
Até que chega o segundo filho e tudo é tão fácil! Ou não!
Porque o primeiro, que foi o filho da mãe de primeira viagem está ali e agora sou mãe de primeira viagem de dois filhos! Confuso? Muito!
E, como já postei AQUI, as meninas são muito diferentes. Assim como minha relação com elas é diferente. Até três meses atrás a Dani era única. NUNCA precisou esperar que eu atendesse outra pessoa para atendê-la. Tudo sempre meio imediato. E, agora, vejo minha "mocinha" pacientemente sentadinha no sofá, esperando a irmã terminar de mamar para receber seu achocolatado.
Hoje levamos a Alice pela terceira vez no mês na pediatra. Ela chora muito, um choro desesperado, forte, sofrido. Antes eu achava que eram as cólicas, mas agora as cólicas passaram. E aí? O que pode ser. A pediatra pediu exame de refluxo e urina. Mas meu coração me diz que não é nada disso. Às vezes sinto que é uma forma de me prender junto a ela, porque ela chora me olhando nos olhos. Não sei mais o que pensar sobre os choros da Alice.
E no meio disso está a Dani. Que só fala "Mãe, não estou ouvindo o filme!" - Ô dó! E mesmo assim, ela aperta as bochechinhas da Alice e diz "Meu bebezinho!" toda derretida pelo sorriso banguela da irmãzinha!
E aí? Aumento a TV para a Dani ver seu filminho e fico com a Alice aos berros? Mantenho o volume da TV e me tranco no quarto com a Alice aos berros? Saio correndo descabelada berrando pela rua?
É... Ainda bem que ninguém me disse que seria fácil!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Não à violência contra a criança e o adolescente!



Hoje, 19 de novembro é o Dia Mundial de Prevenção da Violência Doméstica Contra Crianças e Adolescentes. E nunca é demais ressaltar a importância dessa ação para a sociedade.
Confesso que já dei palmada na Dani. Mas me doeu tanto que decidi que minhas filhas seriam educadas com amor e não com palmadas. É inadmissível que aquele que deve proteger seja o agressor de seres tão indefesos quanto crianças.
Limite físico, só abraço!
Outro dia a moça que trabalha para mim de vez em quando me disse o seguinte: "Eu mando o Lucas pegar a vara da árvore para apanhar, porque na bíblia diz que devemos educar com a vara..."... Ãh? Hein? Cuma? Choquei!!!!!
É o poder da palavra escrita levada ao pé da letra!
Fiquei triste porque o garoto é um doce e por uma peraltisse apanha de vara! Imaginem a dor, imagine a humilhação de ir buscar a vara para ser agredido.
Não consigo nem imaginar! É como de um gigante gritasse para que eu fosse busca a vara e me surrasse e eu não pudesse me defender.
Não... Não quero isso para minhas filhotas!
Amor e carinho são as melhores formas de educar!
Bora lá, gritar aos quatro ventos "NÃO À PALMADA!", "NÃO AO ABUSO SEXUAL!", "NÃO À VIOLÊNCIA MORAL!" e "SIM À PROTEÇÃO DAS NOSSAS CRIANÇAS!".

Beijos

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Mãe vaca com muito orgulho!


Ai, ai! Isso cansa a beleza de qualquer super mãe consciente!
O quê?
Mais uma vez a mídia passa a mão na cabeça de mães que se acomodam com diagnósticos bizarros de médicos preguiçosos que não tem paciência para ajudar uma mãe a amamentar seu filho ou de mães acomodadas que tiram o direito do filho receber o melhor alimento em prol do seu descanso. #FAIL

Já postei AQUI, AQUI e em vários outros posts minha opinião sobre amamentação. Mas acho que não custa ressaltar o quanto defendo esse ato de amor de mãe para filho.
a natureza nos deu entre 38 e 42 semanas para gestar um bebê. Esse tempo não é somente para comprar roupinhas. Esse tempo é para a preparação da futura mãe, para que ela esteja pronta para assumir TODAS as responsabilidades que a maternidade traz com a chegada de um bebê. E, acredito que a principal é a amamentação.
Passei por quatro obstetras antes de optar ganhar a Alice no plantão do hospital. NENHUM deles conversou comigo sobre a amamentação. e quando eu perguntava a resposta era unânime "Cedo para falar disso!".
Senti tanta raiva ao ler esse lixo, achei de uma irresponsabilidade, de um mal gosto e de uma inutilidade tão grande. Uma pena que temos que comentar para não deixar que pessoas desinformadas acreditem nos absurdos escritos nele.
Como assim, "respeitar a mulher que não quer amamentar"? Se mata! Coloca filho no mundo para negar o melhor alimento e quer ser respeitada!
"O que está acontecendo? O mundo está ao contrário e ninguém reparou?"
Não consigo aceitar isso! Acho que deveria existir uma lei que obrigasse a mulher a amamentar, salvo em situações em que a amamentação não é possível.
Hoje, ecebi uma notícia maravilhosa. Uma amiga querida, a quem quero muito bem e que estava tendo muitos problemas com a amamentação conseguiu relactar o bebê com sucesso! Isso é exemplo de mulher consciente, responsável! Eu sei o quanto é difícil amamentar, já passei por duas mastites, uma com febres de quase 40°C e segui amamentando, não por querer ser um mártir. Mas porque é o melhor para minha filhota! E saber que ela está recebendo o melhor de mim cura qualquer dor!
Desculpem a revolta, mas esse artigo nojento me deixou indignada. E assustada em ler comentários de pediatras apoiando esse despautério!

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Mãenifesto
Manifestamos pelo direito de amamentar a cria, sem ser pressionada por profissionais da saúde mal formados ou parentes bem intencionados, a substituir por mamadeira, o alimento que só o seu peito pode dar.
Assine!!!
http://www.grupocria.com.br/

Beijos

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Vínculo...

Amei o tema da Blogagem Coletiva da Rede Mulher e Mãe. Porque tenho pensado muito nos vínculos que criamos com os filhos e em como criamos. A verdade é que já começamos a nos entender na gestação.
Tive duas gestações completamente diferentes. Uma tranquila demais e outra conturbada demais. Dois extremos com resultados completamente diferentes.
Eu e a Dani sempre fomos muito ligadas. Eu sentia quando algo acontecia com ela. Eu sentia que ela já estava acordada mesmo em silêncio. Mas ela sempre foi muito PAI, parecida fisicamente e até na forma de brincar, agir, conversar... A Dani dormia sozinha em seu quarto com um mês de vida, ficava quietinha olhando tudo e pouco chorava. Chorava quando tinha cólicas, fome ou estava com a fralda suja. Até hoje é independente, gosta de brincar sozinha, inventa suas brincadeiras e se diverte assim. Lógico, adora ter a compania dos pais, mas quando não é possível, se diverte sozinha mesmo no seu mundinho colorido!
Alice é o oposto da Dani. Mama muito, mama segurando minha blusa ou sutiã, qualquer coisa que garanta que ao dormir a mãe ficará grudada nela. Dorme de rostinho colado ao meu, suando, mas sem desgrudar. Quando acordada, se não tem a mãe em seu campo de visão, dirigindo o olhar diretamente para ela e conversando com ela, chora desesperadamente. Se a mãe se ausenta ela abre o berreiro, e não adianta a Dani tentar colocar chupeta, o pai embalar no colinho: o chororô só pára quando ela cai nos braços da mãe e até suspira!
O vínculo que tenho com as duas é forte, porém é diferente. Alice não gosta de dormir com a mãe cantando para ela, mas a Dani pede pra mãe cantar ou contar histórias. são crianças diferentes com necessidades diferentes.
A Dani tem um forte vínculo com o pai, ama de paixão o Papaizão dela, sente saudades e fala das saudades quando o pai viaja (hoje ela falou que estava morrendo de saudades dele). E esse vínculo já existe há tempos, não foi criado depois do nascimento da Alice.
É isso! Filhos diferentes, vínculos diferentes, amor igual, enorme e incondicional!

Beijos

Ser mãe para minhas filhas...



Nós estamos sentadas almoçando quando minha filha casualmente menciona que ela e seu
marido estão pensando em 'começar uma família'.
'Nós estamos fazendo uma pesquisa', ela diz, meio de brincadeira.
'Você acha que eu deveria ter um bebê?'

'Vai mudar a sua vida,' eu digo, cuidadosamente mantendo meu tom neutro.
'Eu sei,' ela diz, 'nada de dormir até tarde nos finais de semana, nada de férias espontâneas.. .'

Mas não foi nada disso que eu quis dizer.
Eu olho para a minha filha, tentando decidir o que dizer a ela.
Eu quero que ela saiba o que ela nunca vai aprender no curso de casais grávidos.
Eu quero lhe dizer que as feridas físicas de dar à luz irão se curar,
mas que tornar-se mãe deixará uma ferida emocional tão exposta que ela
estará para sempre vulnerável.

Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se
perguntar 'E se tivesse sido o MEU filho?'
Que cada acidente de avião, cada incêndio irá lhe assombrar. Que quando
ela vir fotos de crianças morrendo de fome, ela se perguntará se algo
poderia ser pior do que ver seu filho morrer. Olho para suas unhas com amanicure impecável, seu terno estiloso e penso que não importa o quão
sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reduzí-la ao nível primitivo da
da ursa que protege seu filhote. Que um grito urgente de 'Mãe!' fará com
que ela derrube um suflê na sua melhor louça sem hesitar nem por um instante.

Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos ela investiu
em sua carreira, ela será arrancada dos trilhos profissionais pela
maternidade. Ela pode conseguir uma escolinha, mas um belo dia ela
entrará numa importante reunião de negócios e pensará no cheiro do seu
bebê. Ela vai ter que usar cada milímetro de sua disciplina para evitar
sair correndo para casa, apenas para ter certeza de que o seu bebê está bem.
Eu quero que a minha filha saiba que decisões do dia a dia não mais
serão rotina. Que a decisão de um menino de 5 anos de ir ao banheiro
masculino ao invés do feminino no McDonald's se tornará um enorme
dilema. Que ali mesmo, em meio às bandejas barulhentas e crianças
gritando, questões de independência e gênero serão pensadas contra a
possibilidade de que um molestador de crianças possa estar observando no
banheiro.

Não importa o quão assertiva ela seja no escritório, ela se questionará
constantemente como mãe.

Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da
gravidez ela perderá eventualmente, mas que ela jamais se sentirá a
mesma sobre si mesma. Que a vida dela, hoje tão importante, será de
menor valor quando ela tiver um filho. Que ela a daria num segundo para
salvar sua cria, mas que ela também começará a desejar por mais anos de
vida -- não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos
realizarem os deles.

Eu quero que ela saiba que a cicatriz de uma cesárea ou estrias se
tornarão medalhas de honra.

O relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar, mas não da
forma como ela pensa. Eu queria que ela entendesse o quanto mais se pode
amar um homem que tem cuidado ao passar talco num bebê ou que nunca
hesita em brincar com seu filho. Eu acho que ela deveria saber que ela
se apaixonará por ele novamente por razões que hoje ela acharia nada
românticas.

Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a conexão que ela sentirá
com as mulheres que através da história tentaram acabar com as guerras,
o preconceito e com os motoristas bêbados.

Eu espero que ela possa entender porque eu posso pensar racionalmente
sobre a maioria das coisas, mas que eu me torno temporariamente insana
quando eu discuto a ameaça da guerra nuclear para o futuro de meus filhos.
Eu quero descrever para minha filha a enorme emoção de ver seu filho
aprender a andar de bicicleta. Eu quero mostrar a ela a gargalhada
gostosa de um bebê que está tocando o pelo macio de um cachorro ou gato
pela primeira vez. Eu quero que ela prove a alegria que é tão real que
chega a doer. O olhar de estranheza da minha filha me faz perceber que
tenho lágrimas nos olhos.

'Você jamais se arrependerá', digo finalmente. Então estico minha mão
sobre a mesa, aperto a mão da minha filha e faço uma prece silenciosa
por ela, e por mim, e por todas as mulheres meramente mortais que
encontraram em seu caminho este que é o mais maravilhoso dos chamados.
Este presente abençoado de Deus... que é ser Mãe.'

Autor Desconhecido

domingo, 17 de outubro de 2010

Saudades de mim...

No filme Marley e Eu tem uma frase da Jennifer Aniston que me marcou muito: "Ninguém nos fala o trabalho que dá ter filhos, casa, família..."
Na verdade até falam...
Mas quem é que quer saber da parte trabalhosa da brincadeira de amadurecer? E que atire a primeira pedra aquele ou aquela que nunca teve vontade de fechar os olhos e correr SOZINHA (O) e sem rumo. Fugir da maluquisse do dia a dia, escapar das brigas e choradeiras, fugir de um trabalho de última hora...
Não é fácil administrar uma vida adulta. E eu que achava que meus problemas adolescentes eram os maiores do mundo. Aquela espinha horrorosa que apareceu bem no dia da festa americana acabou com minha vida social... E para ajudar a infelicidade da minha vida, aquele paquera não foi na festa.
Nada comparado a ter uma filha que não gosta de comer, outra com renite aos 2 meses, um peito empedrado que arde loucamente, contas a pagar, marido em pleno UP profissional que precisa viajar ou apenas se ausentar por muito tempo...
Mas, pensando bem, esses são problemas? Talvez sejam porque eu os incorporei assim na minha vida. OPS! Hora de refletir e rever conceitos! Tirar esse baixo astral da cabeça e redirecionar meu radar para locais que me façam perceber que existem coisas maiores na vida do que viver de problemas (que já vem solucionados).
É isso aí! Aos poucos tentando retomar a vida social na web!
Beijos

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Dúvidas...

Ontem recebi uma senhora proposta... Na verdade uma sugestão.
Um dos melhores colégios construtivistas de Curitiba está procurando professores. E uma mãe de coleguinha da Dani sugeriu que eu enviasse por ela meu cu
rrículo, pois ela acha que eu tenho o perfil para o cargo. Então pensei "Hum... Unir o útil ao agradável! Preciso de dinheiro e a escola é fantástica!". Porém...

... Estou com medo de mandar meu currículo, ser chamada e entrar no desespero que já entrei uma vez: O que fazer com a Alice? Juro, chego a chorar só de p
ensar em passar 4 horas do dia longe dela. Só de pensar em ordenhar leite dia e noite para não dar complemento. Só de pensar em todo sofrimento que pass
ei com a Dani... Por dinheiro!

Sei lá... Mesmo não tendo contado para ninguém, me sinto pressionada a ir atrás dessa oportunidade. E sei que se não for, as cobranças virão como bombas atômicas na minha cabeça. Porque ninguém está preocupado com o bem estar da minha pequena. Apenas com a mãe desempregada. E juro, escuto cada coisa de deixar qualquer lactante de cabelos em pé!
A falta de apoio é um agravante! Essa dependência financeira junto com minha instabilidade emocional e com a insegurança que tenho sentido me fazem ter vontade de correr e implorar pela vaga. Mas meu coração de mãe me diz que não é hor
a. Que posso aguentar mais uns meses essa situação temporária e esperar por outras oportunidades.
Não estou preparada para me afastar das meninas novamente. Sei que vou me arrepender de todas as conseqüências que essa escolha trará para a minha bebê. Mas... A pressão... Acho que por isso não contei a ninguém, para não me sentir mais pressionada!

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Mãenifesto
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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Amamentação exclusiva...

Hoje levei a Alice à pediatra. Liguei e consegui uma pediatra que medisse e pesasse a baixinha. segunda filha, estou mais confiante no meu instinto, por isso não liguei muito para a pediatra e aceitei a que estava disponível hoje na clínica.
Mas é tão incrível o poder de persuasão dos médicos, que até a mãe mais segura sente-se frágil diante dos "Deuses de Jaleco".
Alice engordou apenas 250g em 21 dias, pouco mais de 10g por dia. Isso é pouco. E me assustou, porque na maternidade ela estava ganhando entre 30g e 50g por dia. E foi o suficiente para a pediatra insinuar que em quinze dias, se ela não recuperar o peso, terá que complementar a amamentação.
Coitada! Primeiro que não vou voltar em quinze dias para consultar com ela. Uma médica que fala com o bebê como uma bebezinha... Hummm! Não curto! E depois, ela apertou mei seio e viu que estou jorrando leite. Porque complementar?
Eu já cortei essa história e disse que ia começar a acordar a pequena a cada duas horas durante o dia e que iria buscar ajuda de um banco de leite para resolver o nosso probleminha de "pega". Alice não entendeu ainda que precisa abrir a boca para o peito entrar na boca dela. E ainda tem dificuldade para entender que o peito fica na direção do rosto da mãe e não na manga da blusa.
Hoje consegui uma mamada completamente sem dor e outra com um pouquinho de dor. A única sugestão da pediatra que estou seguindo e ficar de peito de fora em casa. Como meu peito está dolorido e assado, assim que ele melhorar e a pega da Alice estiver corrigida, vou dar de mamar sem ter vontade de chorar!
Agora, é seguir com meu objetivo: amamentar minha caçulinha até... Até o dia em que ela me disser: "Mãe, não preciso mais de mama!"... Espero que demore muito!

Beijos

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terça-feira, 24 de agosto de 2010

O banho...





























Dois banhos...
Duas mudas de roupas separadas...
Duas horas em função de dois banhos...
Duas refeições (janta e mama)...

Hoje me perguntei se é necessário mesmo dar banho todos os dias nas crianças. Juro que tenho respirado fundo quando olho no relógio e vejo que são 18h.
É hora de correr, encher o balde da caçula, pegar sabonete líquido, fralda, roupinha para dormir, algodão para limpar o bumbum, pomada contra assaduras, escovinha de cabelos (não dá para não escovar o cabelinho da Alice) e chaleira com água quente para temperar a água do balde.
É hora de começar a convencer a mais velha de que ela correu a tarde toda na escola, andou descalço na areia, rolou na grama e tem que tomar banho. A parte do lavar o cabelo pode ser negociada (apesar que hoje ela voltou da casa da avó com o cabelo todo grudado de alguma coisa usada para segurar a franja na chuca que a avó fez... NO WORDS). Hora de pegar o pijama escolhido pela minha moça, a meia que ela quer usar, deparar o secador de cabelos e a escova (não, não dá para não secar os cabelos da Dani com o secador... Ela tem mais cabelo do que eu).
Nossa... Só de contar já cansei!
Mas, tenho percebido que a Dani não tem mais cheirinho de bebê. Agora ela fica fedidinha se não tomar banho, cheiro de criança suja mesmo. Com ela o banho não pode mais ficar para o dia seguinte. Mas e a Alice, que não corre, não se suja na areia e não fica fedidinha? Tem que tomar banho todos os dias?
TEM! Porque, por mais que o pós banho dela seja uma choradeira, ela relaxa muito com o banho. Ela termina de mamar depois do banho (a janta dela) entregue. Recusa chupeta, porque deve cansar mais ainda ficar mastigando aquele plástico, mama e dorme feito um anjinho! por mais que ela não fique fedidinha, o banho faz uma falta!
E TEM também, porque sempre considerei que para o recém nascido, a única rotina fixa e que pode orientar as outras rotinas é o banho!
Ou seja, por mais exaustivo (mas gostoso) que seja dar banho nas minhas duas meninocas, o banho é indispensável aqui em casa!
Mas que cansa, isso cansa!

Beijos

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Mãe polvo...


Não adianta: ninguém consegue fazer tudo que uma mãe faz ao mesmo tempo!
Mulheres já são conhecidas por fazer várias coisas ao mesmo tempo. Sorry homens, mas as mulheres são privilegiadas por um cérebro que concilia arrumação, a próxima refeição, o telefonema da amiga e o trabalho... Simultaneamente.
Mas mãe... Mãe é um polvo! Consegue arrumar a casa, cuidar dos filhos, providenciar as refeições e trabalhar ao mesmo tempo! Mãe faz TUDO ao mesmo tempo!
Ter um filho já nos dá o gostinho de ser a Mulher Maravilha. Mas ter dois filhos... Nossa! Nos faz muito mais super que a Mulher Maravilha, nos faz Mãe Polvo. Ninguém que não tenha dois filhos consegue conversar com o marido, enquanto amamenta um bebê e ouve os pedidos/exigências do filho mais velho, sem deixar a cebola queimar. Será a famosa ocitocina? Ou será a necessidade? Seja como for, essa capacidade nos torna criaturas auto destrutivas, sem noção de limites e completamente super protetoras com as crias e parceiros.
Evolutivamente, essa é uma característica deletéria. Lógico, porque ao final do dia queremos matar meia dúzia. O boa noite da moça da padaria já é recebido como um ato sarcástico, digno de um "Boa noite, só se for a sua, porque a minha está uma m...". O "Não quero tomar banho, manhê." do filho mais velho é recebido como uma afronta imperdoável . O "Já lanchei com os amigos, Querida." do marido é recebido como a maior desfeita que alguém já fez na vida!
Olha o drama que envolve a Mãe polvo! Se o filho não tomar banho enquanto você termina o jantar e amamenta o filho caçula você se sente inútil! Mesmo sabendo que poupa uma energia imensurável ao não dar banho no filho mais velho. A Mãe Polvo não leva em consideração que, quando o marido não janta em casa, a quantidade de louça para lavar diminui, resultando em alguns minutos a mais para a novela. A Mãe Polvo quer que o filho mais velho esteja limpinho para colocar o pijaminha e deitar na cama limpinha que ela arrumou mais cedo. A Mãe Polvo quer que o marido faça refeições saudáveis e quer ver se o marido comeu bem para ter a certeza de que ele não ficará com fome de madrugada.
A Mãe Polvo, por mais que termine o dia entregue à exaustão AMA sentir-se no controle! Adora saber onde está tudo e adora quando todos os seus esforços são reconhecidos (o que é raro).
A maternidade amadurece, a maternidade nos transforma em seres masoquistas, a maternidade nos dá poderes desconhecidos de seres humanos comuns, a maternidade nos faz sentir satisfeitas por ter passado um dia de cão... Principalmente quando olhamos a noite as pessoas que mais amamos dormindo, serenamente, e temos a certeza de que fizemos tudo o que podíamos para contribuir com aquele sono tranquilo!



Beijos

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Mãenifesto
MANIFESTAMOS PELA TOMADA DE CONSCIÊNCIA FAMILIAR. Pela valorização do papel da mãe no seio da família e pelo fim das hipócritas tentativas de minimizar a diferença que a presença dela faz.Pelo reconhecimento da vital importância da maternidade para a humanidade, e por ações sociais e políticas que valorizem e estimulem a atuação da mãe.
Assine!!!
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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Porque eu não delego...


Putz... Juro que nesses quatro anos de maternidade, posso contar nos dedos o número de vezes em que eu e o Daniel saímos para curtir. NUNCA nos afastamos da Dani quando ela adoeceu, muito pelo contrário. Daniela doente era sinônimo de mãe faltar trabalho e pai ficar atento a qualquer necessidade de correr no médico. Daniela começou a dormir fora no ano passado, quando desfraldou. Antes disso, ela só dormiu longe os pais na formatura do Dindo dela e na formatura da namorada do Dindo. Fora isso, ela sempre ia conosco às festas dos amigos, reuniões, jantares...
Não sei, mas achava chato pedir que outras pessoas cuidassem da minha filha para eu ir festar.
Hoje já penso diferente. Acho que a vida social do casal deve ser mantida, e também acho que a família deve ajudar.
Na madrugada de sábado para domingo, a Dani acordou a noite com febre e dor de garganta. Ficou a manhã toda molinha e febril, então decidi pedir que meus pais ficassem com ela, porque a Alice está apenas com 17 dias e fiquei com muito medo que ela pegasse a gripinha da Dani. Fomos almoçar na casa do Vô e passamos a tarde lá, atendi, deixei ela sentar no meu colo, dei os remédinhos e na hora de ir embora ela chorou que queria ficar... Sim, eu já tinha planejado e conversado com o Vô que deixaria ela dormir lá, mas tinha mudado de idéia com umas colocações que meu pai fez...
Como sempre ele fez cobranças..."Se tem dois filhos tem que se virar para cuidar.", ou "Você não pode largar a Daniela na casa dos outros porque ela vai se sentir culpada por ter ficado doente.", ou "A sua filha fica doente e eu que tenho que cuidar?" ou "A Alice pegar a gripe da Dani é um risco que você vai correr tendo duas filhas."entre outras coisas...
Enfim, nada estranho vindo do meu pai!
Meus pais criaram os filhos sozinhos, não tinham nenhum vô ou vó para ajudar, nunca saíam juntos porque não tinham com quem deixar os filhos, e só começaram a sair quando eu fiz 18 anos e podia ficar com meus irmãos mais novos. e eu ficava sempre, toda sexta... lembro que antes de casar o Dani dormia lá em casa, na sala, porque não podíamos sair, eu tinha que ficar com meu irmão caçula.
Me senti muito mal com as coisas que me foram ditas. Fiquei chateada de verdade, e na ofensa, decidi que traria a Dani para casa e ficaria com ela, mesmo correndo o risco da Alice ficar doentinha também. Mas a Dani chorou e quis ficar lá, acabamos deixando. Mas fiquei me sentindo mal, não por tê-la deixado doente na casa dos avós (mesmo porque ela recebeu muito mais carinho e colo do que eu poderia lhe dar, amamentando e operada), mas por saber o que meu pai pensava daquilo. Não senti que eu estava delegando a Dani a ninguém, mas naquele momento eu precisei de ajuda, e era uma ajuda que ninguém melhor que os avós para dar! Pensei neles porque sei o quanto eles amam a Dani e o quanto ela ama eles, e por saber que ela estaria em boas mãos. Eu não podia deixar na casa da mãe do Dani porque poderia passar para a Aninha, minha afilhada. E a Tia Avó estava bem resfriada, também não tinha condições de cuidar dela.
Mas, são as cobranças! Hoje pensei muito sobre isso, sobre o que meu pai disse e sobre eu nunca ter delegado a Dani a ninguém. Acho que, a partir de agora, vou repensar mais essas atitudes. Porque julgar e criticar é fácil... Mas na hora de ajudar, hummm... Complica!
E, desde já, vou relaxar e curtir mais, vou sair mais e deixar os avós curtirem mais as netinhas! Afinal, sair e curtir o casamento de vez em quando faz bem para qualquer casal! Mesmo que seja para tomar um guaraná (nada de cerveja, por enquanto!)

Ah, e por falar em cobranças, manifestamos pelas mães, pela conciliação de uma maternidade moderna com uma maternidade mais plena! Grupo Cria

Beijos

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Porque eu desabafo...

Hoje estou acabada! Cansada! Exausta!
Pela primeira vez desde o nascimento da Alice tive vontade de chorar!
Acumular cansaço físico e mental, ninguém merece!
Estava super feliz porque hoje minhas amigas do Cordão Dourado vieram conhecer minha caçulinha. Sinto muitas saudades de papear com elas todos os dias! E hoje pudemos colocar a prosa em dia! Mas Alice estranhou, não dormiu a tarde quase nada e a noite deu um baile. Até dormir, quando sossegou. E a Dani, como tem sido de praxe, deu baile desde que chegou da escola! Mas hoje eu estava muito cansada e nada disposta a negociar. Hoje eu não queria chantagear, então impus minhas vontades a ela.
Acho que ela está ficando cheia de vontades e usando o ciúme para conseguir o que quer. Mas acho que ela está passando dos limites! Hoje senti que ela está abusando do pai e da mãe, e se as coisas não são do jeito dela ela chora!
Na verdade hoje senti que as coisas saíram do meu controle com a choradeira das duas, e fiquei triste! Estava tendo muito jogo de cintura para lidar com a Dani, mas hoje vi que está ficando demais!
E me senti tão carente! E acabei enxergando que a mulher forte que aguentou 30 horas de trabalho de parto e se sentia preparada para "o que der e vier" ainda tem alguns fracos!
Acho que agora o jeito é me afundar em uma caneca de chá e nas bolachinhas que a Lu Doneda trouxe para o nosso lanchinho, e torcer para encontrar na coleção de DVDs um filme bem "xalalá" para chorar muito (pelo filme é claro!)!!!!!
Beijos e Boa Noite!!!!!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Mãe X Mulher


Há tempos me questiono se mãe consegue ser mulher também! Li o post do Rede Mulher & Mãe que aborda do tema Mulher pode ser mãe? e fiquei mais tranquila... Não sou a única mulher que se tornou mãe e abdicou da vaidade, das futilidades em prol da família!
Mas acredito que esse passo seja natural! Afinal, não consigo fazer escova tranquila, sabendo que a minha caçulinha pode acordar e eu não escutar por causa do barulho do secador! Ou fazer as unhas, porque ela provavelmente acordará bem no momento em que eu terminar de dar a segunda demão de esmalte e, entre mamada e troca de fraldas, a unha vai pro espaço!
Mas, tenho me questionado isso! Porque não correr esses riscos... Vale a pena! A auto estima agradece quando penteamos os cabelos, trocamos de roupas e passamos um perfuminho... Tenho sentido muita falta de me arrumar para sair! Escolher uma roupa que realce minhas novas curvas, uma maquiagem que realce meus olhos e um perfume que me deixe sensual! Não vejo a hora de sair para uma consulta com pediatra ou ginecologista, ou até ir almoçar na casa da parentada, só para poder tentar entrar na minha jeans clarinha que amo tanto! E é justinha!E vai me fazer sentir mulher novamente!
Beijos

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Porque eu amamento...

E, mais uma vez, venho contar que a experiência e a maturidade estão me favorecendo!
Há quatro anos, quando tive a Dani, não me ligava na importância da amamentação. Tanto que aos cinco meses a Dani já saboreava suas frutinhas. ABSURDO! Eu também acho! Mas o pior é que EU fui atrás de um pediatra que me dissesse que poderia fazê-lo. E fiz isso pela pressão que a família estava fazendo em cima de mim e do Dani. Eu tinha voltado ao trabalho e ele ficava com ela em casa. Ela não aceitava meu leite na mamadeira com ele e, em um desses dias em que a Dani chorou sem parar, ela caiu e ficou três dias na UTI com TC. A família toda surtou e insistiu que era hora de dar papinhas. E fui atrás. Lembro bem do Dani me questionar se era hora mesmo, e eu praticamente o ignorei! BURRA!
Em menos de um mês a Dani desmamou e NUNCA comeu bem! Ela, na verdade, parece que não gosta de comer, - só bugingangas - come por obrigação!
Em minha trajetória para me tornar a mãe perfeita - porque respeitar o tempo dos pequenos nos faz mães perfeitas - eu percebi o quanto errei no quesito amamentação com a Dani. Segui à risca o "20 minutos em cada peito", não tinha paciência de esperar que ela largasse o peito quando estivesse satisfeita, não respeitava a irritação dela quando eu ou qualquer pessoa por perto falasse durante sua refeição. Mamar, só de três em três horas, nada de livre demanda para não deixar mal acostumada. MUITOS ERROS!
Hoje, com Alice, tudo parece tão natural. Em nenhuma mamada dela eu a tirei do peito antes da hora, sempre esperei que sua boquinha se abrisse e empurrasse o bico do meu peito para fora. É tão gostoso ter a minha caçulinha pendurada em mim, com sua mãozinha gelada em meu seio, dando sorrisos enormes com a boca cheia! Às vezes ela mama de duas em duas horas, às vezes depois de seis horas, às vezes mama, faz cocô e quer mamar de novo... Mamar é quando ela quer! E o quanto ela quer!
Hoje, com doze dias, minha caçulinha já acumula dobrinhas nas coxas, já tem o rostinho mais redondinho e meus braços tem sentido que a amamentação em livre demanda é a melhor coisa para ela!
Não serei hipócrita: tem doído muito! O bico dos meus seios estão pedindo uma trégua (coitados, porque é um pedido que não será atendido!), Alice é uma esganiçadinha, então ela já vem mamar sugando, não abre a boca, vem de linguinha pronta para mamar! E isso tem me machucado demais. Nas últimas mamadas o Dani segura a cabecinha dela para ela pegar o peito, porque o desespero dela é tanto que ela procura desesperadamente o peito e não acerta a pega. Aos poucos a dor tem diminuído e, conseguimos até mamar deitadas para favorecer nossa cama compartilhada (outro post).
Mas, acredito que a dor seja pela má pega dela! E sei que ela vai aprender a mamar, só é preciso paciência e persistência. Mesmo porque amamentar não é uma opção. Toda mãe TEM que amamentar seu bebê, mesmo porque ela optou por ser mãe. Amamentar é dever! Fico passada quando escuto histórias do tipo "não tive leite.", "meu leite era fraco e tive que dar complemento", "o bebê não quis pegar"... Com a Dani, amamentar foi dolorido nos dois primeiros dias. Depois foi delicioso. Com a Alice, há doze dias tenho sentido dores, mas nada insuportável e nada que não estejamos conseguindo contornar!
A questão é que, hoje temos tantas formas de nos informar e saber o porque a amamentação não está sendo como deveria, que não faz sentido procurar desculpas para interromper a única forma natural de alimentação do bebê!
Na maternidade, como a Dani e agora Alice precisaram passar pela fototerapia, os pediatras insistiram na complementação da amamentação. Na maternidade onde ganhei a Dani, ela recebia complementação de leite materno por haver no hospital banco de leite. E, toda vez que o complemento era oferecido, ela cuspia! E eu falando que ela estava mamando super bem! Onde ganhei a Alice, não tinha banco de leite, e ofereceram duas vezes NAN para ela. Resultado: ela regurgitou tudo! Então, fui enfática: Não quero que dêem mais complemento para ela, não precisa! A prova era que ela estava ganhando em média 30g por dia, e saímos da maternidade com o peso que ela nasceu! A justificativa para complementar? Ela desidrata na fototerapia... Opa, então vamos mamar mais! Resolvido o problema da desidratação e bebe satisfeito com seu leitinho!
Passamos pela Semana Mundial da Amamentação e, como mãe de duas crias que passou por muitas mudanças de uma cria para outra, me senti na obrigação de contribuir para disseminar essa idéia! Amamentar é um ato de amor e um dever de toda mulher/mãe!

E, coincidência ou não, enquanto eu escrevia, começou no Paraná educativa On Line um programa sobre amamentação maravilhoso, com pediatra, nutricionista e coordenadoras de banco de leite super Pró-amamentação! Maravilhoso! Vou ver se encontro o programa na íntegra e disponibilizo o link aqui no blog! Gostei porque me esclareceu muito, já que Alice está com muita dificuldade para pegar direito o peito!
É isso aí! Amamentar é tudo de bom!
Beijos

sábado, 7 de agosto de 2010

Porque quero ser paciente e sensata...



Hoje Alice completou onze dias.
Confesso que a tranquilidade dela facilita muito tudo na vida de pais de duas crianças! Mas tem horas que aperta mesmo. Coincidência ou não, tem momentos em que a Dani resolve fazer a manha dela na mesma hora do banho em que a Alice chora de ficar roxa e rouca. E, aí é que entra a descarga de ocitocina: MUITO AMOR! Porque não tem outra explicação para uma mulher não
surtar com um bebê de onze dias berrando e querendo mamar logo depois de sair do balde (Alice toma banho de balde e ama!) e uma criança de quatro anos, passando pela crise da chegada da irmã, com o pai trabalhando fora de casa e chorando que quer ver o filme "O Segredo dos Animais" pela terceira vez no dia!
Antes eu pirava com a choradeira da Dani! Agora, minha audição seletiva de mãe de duas, consigo ignorar o
choro das duas e terminar o que estou fazendo (hoje foi vestir a Alice depois do banho). Com toda paciência do mundo, deixei Alice chorar mais um minuto e fui ligar o filme para a Dani - ELA SABE LIGAR SOZINHA - voltei e dei de mamar para a Alice!
E estou com meu psicológico intacto! HAHAHAHA - E adotei um nome do meio: PACIÊNCIA!
E, por falar em psicológico, o meu anda muito bem, obrigada! Quando eu dizia que tudo ficaria bem com a chegada da Alice, eu falava com muita fé! E tudo está muito bem!!!!
Resolver pendências tem me deixado feliz! Perceber que errei muito e que tenho consciência disso me deixa tranquila, desfazer impressões erradas de pessoas que mal conheço, mas que julguei pelas circunstâncias me deixou bem comigo mesma...
Ganhei minha paz interior, tudo que eu precisava para dormir bem! E sem olhar para trás, olhando apenas em frente, vivendo plenamente cada momento com minha família! Agora é só eliminar o ego do ciúme e seguir... Esse é difícil, tenho ciúmes até dos meus irmãos!
Mas é assim... Um dia de cada vez, porque nada acontece por acaso!

Imagens: By Daniel Isolani

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Porque o presente é um presente...


Ahhhhh, a maturidade!
Não envelheci, mas amadureci! Aprendi em uma semana, o que levei meses para entender: VIVA O PRESENTE! Ele é nosso melhor presente! Hoje, meditando, percebi que não tenho dúvidas. Nenhuma dúvida! Não, minha vida não está 100% resolvida, mas faz uma semana que não penso no futuro, no passado... Vivo do presente!
Vivo de cada mamada, vivo de cada "Mãe, prepara meu café!", vivo de cada demonstração de carinho... Sem esperar nada, apenas curtindo o momento! Fiz escova no cabelo e estou feliz porque estou de tic tac de florzinha de fuxico! Consegui colocar o pijama na Dani! Vi Alice e o Dani dormindo juntinhos na cama! Curti quase meia hora de banho de balde da Alice! Assisti "O Segredo dos Animais"com a Dani comentando! Vi o Dani feliz depois de voltar do mercado com a Dani!
Acho que estou aprendendo a viver, aprendendo o que é a vida, aprendendo que ela só depende de mim e aprendendo que nada acontece na nossa vida por acaso...
Aprender... Como é bom aprender!

Beijos

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Nada acontece por acaso...


Gravidez não planejada... Pela segunda vez?
Sim, eu queria mas não planejamos. E que venha, com saúde e traga muita alegria...
Alice! Defensora, protetora...
Sim, foram 38 semanas e 1 dia de muita força, muitos chutes na costela e mexidinhas na bexiga! Foram meses difíceis para a mãe... Alice, defensora, protetora... Sempre!
Eu sabia, ela seria um marco... Eu sabia, ela seria uma divisora de águas... Eu sabia, ela traria a vida para a nossa família! Seja bem vinda, seja bem vida (By Estrela Leminski para Daniela em 2004)!

Terça feira, dia 27/07 eu tinha consulta com a obstetra. Opa, 1cm de dilatação, Braxton Hicks há duas semanas e tampão saindo. Não demoraria, eu já sentia! A noite a Isa contou na Ioga que Alice estava a caminho. Na madrugada muita dor de barriga, fui várias vezes ao banheiro e algumas cólicas bem fraquinhas.
Pela manhã, mais cólicas e contrações, nada alarmante. Eu achava que eram pródromos, não doía nada! Assim passei a manhã. A tarde a Isa, Clélia e Ana Clara vieram passar a tarde comigo e com a Dani... A Isa já sentia que estava engrenando o trabalho de parto. Passei roupa, tive contrações mais dolorias... Sentia muita dor nas costas. Muita massagem da Isa (como é bom ter pessoas carinhosas que entendem o que sentimos sem nem precisar falar!!!!!), olhinhos arregalados da Dani e da Ana. Ops, a coisa estava apertando, melhor levar as crianças e esperar. Poderia ser naquele dia, ou demorar mais alguns...
Muitas contrações e cada vez mais dores. Pedi que o Daniel não demorasse a chegar porque não queria ficar sozinha. Ele chegou cedo! Ainda precisávamos ir na farmácia comprar itens de higiene para levar para a maternidade. Fomos à farmácia, e uma contração me delatou. A farmacêutica me olhou assustada e perguntou se eu queria me sentar. NÃO!!!!!! É só um trabalho de parto! Estava super bem e feliz! Fomos na locadora, pegamos um filminho, compramos guloseimas gostosas e sentamos com cobertor no sofá, bem quentinhos! E mais contrações muito mais doloridas. Em uma delas tentei sentar na bola, mas terminei a contração ajoelhada no chão com a cabeça abaixada.
Decidimos que era hora de ir para a maternidade, afinal, estava desde as 9h da manhã com contrações e, naquele momento seus intervalos não eram inferiores a 4 minutos. Ligamos para a Titi (minha doula querida) que já estava desde de manhã se sobreaviso e nos encontramos no hospital. Ela constatou que as contrações estavam com menos de quatro minutos, mas não regulares.
PS1. Quando decidi ir para o Hospital Santa Cruz, o fiz por saber que o índice de partos normais era maior que os outros hospitais em que eu poderia ter a Alice. E tinha ótimas referências médicas de lá.
Fui atendida por uma médica estupidamente grosseira, que decidiu me dar lição de moral por não ir ao hospital que minha obstetra atendia, disse que eu era muito exigente por ter trocado de obstetra por quatro vezes e fez a piadinha mais sem graça que ouvi na noite: "Trocou quantas vezes de doula?"... Enfim... 1cm de dilatação! Passei o dia em trabalho de parto e não dilatei! OK! Vou para casa, não quero ser internada ainda. Voltamos, a Titi foi para casa. Achei melhor ela descansar, porque a noite prometia ser longa (eram apenas 00h). Na volta desejei com toda minha força um Mc Donald's... O Dani gargalhou e lá fomos nós na fila do drive tru. Chegamos em casa, comemos e fomos deitar... Eu já não conseguia mais ficar deitada, andava de um lado para outro, me contorcia, vocalizava, cantava, rebolava, fiquei mais de uma hora no chuveiro com a luz da vela... Nada aliviava. Voltei para a cama e pedi que o Dani me massageasse nas costas. Mordi, belisquei, gemi, urrei, grunhi... 5:30h pedi por favor ao Dani, me leve para a maternidade que não aguento mais!
PS2: Sempre ouvi que quando você acha que não vai mais aguentar, é porque está próximo do fim!
Saímos, eu de joelhos no banco da frente do nosso fusca, olhando par trás e urrando de dor a cada buraco, lombada ou qualquer coisa que me tirasse do transe em que eu estava! Paramos para abastecer, e eu com uma contração atrás da outra. Na hora de ir embora, o fusca não pegou! Não riam, foi desesperador. No meio de uma contração, abri a janela e pedi que os três frentistas que conversavam do outro lado do posto empurrassem (MICO).
PS3: Acho que os frentistas ficaram assustados, porque eu gritava lá dentro.
Fusca pegou e lá fomos nós. Dani dirigindo e me massageando e trocando a marcha e me massageando! Me deixou na entrada da frente porque tinha que passear mais um pouco. Afinal, se fosse bateria, tinha que dar uma recarregada!
Médica super simpática novamente veio me atender com suas tiradinhas dispensáveis: "Falei que você ia voltar!"... Eu acho que não dirigi a palavra à ela, não conseguia pensar, só andava de um lado para o outro. 1cm de dilatação! Simplesmente não entendia o que estava acontecendo comigo. Acho que só pedi que ela me internasse que eu me entendia com o obstetra que pegaria o plantão.
Fiquei mais de uma hora esperando na salinha do ambulatório esperando que liberassem minha internação. A Titi chegou novamente e me massageou! Acho que eu até chorava de dor. Lembro de não querer subir na cadeira de rodas porque doía muito mais. Lembro de querer a Titi comigo e uma enfermeira rabugenta não deixar! E lembro do anjo, dr. Hélio, me olhar e dizer "Vamos tomar uma analgesia, ver se ajuda?". SIM!!!!!!
Analgesiada, sentindo cada contração eu conversava com a Titi, caminhávamos no intervalo de cada cardiotoco e, em seis horas... 8cm! Fiquei muito feliz. Na verdade, desde o início estava tranquila e feliz. Sabia que a hora de ver a minha protetora estava próxima. Aos poucos fui sentindo as contrações darem um intervalo maior e sentia que alguma coisa não estava andando. Falei com a Titi e ela foi olhar o cardioco. 80BCF (batimentos cardíacos fetais) durante as contrações. Opa! Será que era normal, depois de mais de 24h de TP? O dr. Hélio olhou, saiu, fez mais um toque, olhou novamente o cardiotoco e veio conversar.
Já fazia mais de uma hora que minha dilatação não evoluía e que os batimentos cardíacos da Alice baixavam para 80 durante o pico da contração. "Eu acho melhor fazer uma cesárea, mas como sei que você quer muito um parto, vamos esperar mais um pouco!"... Amei esse médico! Mas depois de meia hora e muitas contrações, nada de dilatação aumentar e o coraçãozinho da Alice estava nos dando sinais de que era hora de admitir que a cesárea era a melhor opção!
Chorei... Muito! Eu me preparei para um parto lindo, transformador... Outra cesárea, por que?
Lá fui eu com a Titi ao meu lado para a sala de cirurgia, encontrei o Dani no caminho e chorei mais! Eu tinha fracassado! Todos me diziam que eu tinha feito o melhor, mas eu sentia que alguma coisa poderia ser diferente!
Deitei na maca, mais anestésicos e lá fiquei, chorando e esperando que minha protetora chegasse! Dani estava ao meu lado, me consolou e me disse tudo que eu precisava ouvir para seguir... E, de repente o choro mais forte e marcante que já ouvi: Alice! Chorei como nunca, chorei de alegria porque ela estava bem, chorei de alegria, porque finalmente estaríamos juntas e chorei por saber que ela realmente me protegeu!
A cabecinha dela estava presa na cicatriz da cesárea anterior (cuja sutura foi feita mal e porcamente) e ela não conseguia descer. A cicatriz do útero estava transparente já e, se continuássemos a forçar, o pior poderia acontecer!
Mas Alice me protegeu! Alice mostrou com seu coraçãozinho que não deveríamos continuar. Minha protetora!
Ela nasceu às 14:01h, apgar 9/ 10, 2,570Kg e 45cm. Linda, cabeludinha, rostinho pequeno, rosada e com choro forte! Eu chorava! Feliz, realizada por ter minha filha bem e feliz, por saber que desta vez, foi uma cesárea necessária, salvadora!
Ela mamou algumas horinhas depois, mamou com força, com vontade!
Ahhhh... O que eu poderia ter feito diferente, para poder ter um parto?
Não ter feito a primeira cesárea. Foi ela que me tirou o parto que eu tanto sonhei!

PS4: Esse é só o relato do parto, as impressões contarei depois que souber quais foram!

PS5: Quem noticiou nno blog o nascimento da Alice foi o Dani!!!! Muito obrigada Xu!!!!

PS6: Não posso deixar de agradecer do fundo do meu coração a Isa, que me deu toda força durante toda a gestação e durante o TP! Isa, você é tudo!!! Amo você!!!!!
Agradecer a Titi, minha doula querida, que é doula por paixão, faz de coração e me deixou super segura e bem!!!! Muito obrigada Titi!!!!!
Agradecer a toda equipe do turno das 7:30h do dia 29/07, que me atendeu com todo carinho, me trataram com respeito e dignidade, e me mostraram que nem todos os médicos e enfermeiros são bossais!
Agradecer ao Dani, meu marido e pai das minhas jóias. Me ajudou durante a pior parte do trabalho de parto, me consolou quando eu mais precisei e me deu a força que faltava para eu olhar em frente durante a cirurgia, quando achei que tudo estava perdido!

PORQUE NADA ACONTECE POR ACASO!

Beijos!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Quem sabe não é o início...

Bem, hoje acordamos com algumas situações diferentes...
Daniela não me queria por perto. Queria o pai, disse que estava morrendo de saudades... Depois pediu pela Dinda e pela prima...
Um tempinho depois começaram as contrações com cólicas... Sim, a Dani sentiu que hoje a mãe precisava de um tempinho...
Agora estou aqui, esperando que as contrações se aproximem para receber minha Alice, anjinha protetora da mamãe!!!!

Voltamos com notícias!!!!
Beijos

segunda-feira, 26 de julho de 2010

A impontualidade do amor...


Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente a tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar.
Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha.
Triiiiiiiiiiiimmm!
É sua mãe...
Quem mais poderia ser?
Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada.
Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver.
Por que o amor nunca chega na hora certa?
Agora, por exemplo... ... que você está de banho tomado e camisa jeans.
Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema.
Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio.
O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina.
Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio uma locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida.
O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa.
O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste.
Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro.
Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole.
O amor está em todos os lugares, você que não procura direito.
A primeira lição está dada: ... o amor é onipresente. Agora a segunda: ...
Mas é imprevisível.
Jamais espere ouvir "eu te amo" num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. O amor odeia clichês.
Você vai ouvir "eu te amo" numa terça-feira, às quatro da tarde... depois de uma discussão e... as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. ...

Idealizar é sofrer !

Amar é surpreender !

(Martha Medeiros)

sábado, 24 de julho de 2010

Mães Más...


O texto abaixo foi publicado há um tempo atrás, por ocasião da morte estúpida de Tarcila Gusmão e Maria Eduarda Dourado, ambas de 16 anos, em Maracaípe - Porto de Galinhas. Depois de 13 dias desaparecidas, as mães revelaram desconhecer os proprietários da casa onde as filhas tinham ido curtir o fim de semana. A tragédia abalou a opinião pública e o crime permanece sem resposta.

MÃES MÁS
Dr. Carlos Hecktheuer, Médico Psiquiatra.
"Um dia quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães, eu hei de dizer-lhes:
Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.
Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.
Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e os fazer dizer ao dono:
- "Nós pegamos isto ontem e queríamos pagar".
Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.
Eu os amei o suficiente para os deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.
Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração. Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes NÃO, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em alguns momentos até odiaram).
Essas eram as mais difíceis batalhas de todas. Estou contente, venci... Porque no final vocês venceram também! E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães; quando eles lhes perguntarem se sua mãe era má, meus filhos vão lhes dizer:
Sim, nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo...
As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer cereais, ovos, torradas.
As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvetes no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas
Ela insistia em saber onde estávamos a toda hora (tocava nosso celular de madrugada e "fuçava" nos nossos e-mails).
Era quase uma prisão! Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles.
Insistia que lhe disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos.
Nós tínhamos vergonha de admitir, mas ela "violava as leis do trabalho infantil". Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalhos que achávamos cruéis.
Eu acho que ela nem dormia à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer.
Ela insistia sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade.
E quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler os nossos pensamentos.
A nossa vida era mesmo chata! Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos; tinham que subir, bater à porta, para ela os conhecer.
Enquanto todos podiam voltar tarde da noite com 12 anos, tivemos que esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aquela chata levantava para saber se a festa foi boa ( só para ver como estávamos ao voltar).
Por causa de nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência:
Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime.
FOI TUDO POR CAUSA DELA!"
Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos "PAIS MAUS", como minha mãe foi.
EU ACHO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE:
NÃO HÁ SUFICIENTES MÃES MÁS!

terça-feira, 20 de julho de 2010

Os rótulos...


Hoje, eu, a Carol Longo e a Rede Mulher e Mãe conversamos muito via Twitter sobre ser mãe solteira. Foram muitos questionamentos, sobre criar os filhos sozinha, sobre a participação dos pais na questão educacional e financeira e até sobre o apoio psicológico que o pai dá. Foi um assunto que me fez pensar muito... O dia todo na verdade! Entre a lavada da louça e uma twitada, uma cama arrumada e uma twitada, eu pensava sobre o assunto.
Quando acontece a mágoa, a tendência é nos sentirmos o último ser da Terra! Nada serve, nada presta, tudo e todos conspiram... Mas, como já disse, isso passa. Um dia a ferida fecha e fica uma enorme cicatriz, que não deve ser cutucada, mas admirada, porque ela nos trouxe aprendizados, difíceis, mas que nos acrescentaram de alguma forma, algo bom! Mas, quando a ferida está aberta, somos pobres coitados... E é aí que permitimos que pensamentos idiotas (desculpem o termo, mas é o mais apropriado) tomem conta das nossas cabeças.
Eu tive um... "Agora sou mãe solteira! Que vergonha!"...
Hoje, algumas semanas depois (minha vida tem sido contada em semanas, coisa de grávida!), sinto vergonha de ter pensado assim. Sou mãe e ponto! Independente de estado civil, sou mãe! Tento ser uma ótima mãe, mesmo sabendo que tem sido difícil manter a serenidade nesse momento, eu procuro ser a melhor mãe do mundo para minhas filhas.
E não me considero solteira, ainda uso minhas alianças de noivado, de casamento e a meia aliança de pedras brasileiras que ganhei no meu primeiro dia das mães. Uso porque me dá segurança, me sinto bem com elas! Acho que só me sentirei solteira no dia em que assinar o divórcio. Antes disso, não! Sou casada, um casamento de quase seis anos, que me trouxe muitas alegrias, principalmente minhas duas filhas. Mesmo porque, eu sinto que essa "separação estratégica" (que é como gosto de ver) me fez enxergar um marido que eu não via, me fez ver erros que eu cometia no escuro, me fez ver que toda relação precisa de muita DR (discussão da relação) para que não fique nada mal dito ou simplesmente não dito!
Mas, já fui chamada de "Mãe Solteira" e junto recebi comentários do tipo "Agora você é pepino, homem nenhum quer saber de mulher com filhos!"... Hummm... Homem nenhum que mereça a minha companhia e das minhas filhas, esses eu não quero nem de longe! Porque a sociedade vê na mulher que tem filhos e é solteira um problema. A sociedade discrimina a mulher com filhos, o que é uma pena, porque nós, mães, somos muito mais maduras e conscientes do que muitas meninas ou mulheres da nossa idade sem filhos. É uma maturidade que só a maternidade trás! E repito, independente do estado civil!
É um direito da mulher ser feliz, é um direito de toda mãe ser feliz, ser amada e respeitada por um parceiro que a mereça e a faça bem! Como disse uma amiga "Se a mãe está bem, a família fica bem!"... Toda mãe deve ser respeitada, independente do estado civil, do número de filhos que tenha ou da condição em que vive com o parceiro!
Eu tenho vivido bem com o pai das minhas filhas (meu "ex-marido"). Acho até estranho quando questionam nossa relação, porque acredito que seja o melhor para mim e para as meninas (sim, nesse momento estou sendo bem egoísta... Acho que posso!). E, ele, tem sido um paizão e um "ex-maridão"! Muito mais presente e companheiro do que antes, mais sensível e participativo... Isso me faz ter certeza que não sou "mãe-solteira", mas uma mãe descobrindo que existe vida amorosa fora da maternidade. E de verdade! Nada de clichês! Descobrindo que um tempo para a relação é mais que necessário e que um terremoto não trás só destruição, mas nos faz acordar e ver que a vida é mais do que RÓTULOS!
E, aproveitando o puxão de orelha, volto a divulgar o manifesto pela maternidade, afinal, rotular a mulher vai contra tudo que eu penso! Assinem o manifesto e ajudem a transformar nossa sociedade. É o que deixaremos para nossos filhos, valores... Bons valores!
Beijos

segunda-feira, 19 de julho de 2010

E a educação...


Minha vida toda estudei em escolas públicas. Escola municipal até a quarta séria e, da quinta ao ensino médio, escola estadual. Sim, eram escolas muito boas. A participação dos pais no cotidiano escolas era cobrado pelos professores de amas escolas. Os alunos os quais os pais não se interessavam pela vida acadêmica dos filhos, não ficavam muito tempo nas escolas, porque os alunos não se adaptavam. O primeiro era a Escola Municipal Desembargador Marçal Justen e a segunda Colégio da Polícia Militar do Paraná.
Meus amigos da rua viviam tirando sarro de mim e do meu irmão, porque éramos os únicos que não estudavam em escola particular e, sim, o conteúdo era um pouco mais fraco do que o deles. Enfrentamos muitos momentos de "zoação" quando voltávamos do colégio fardados, com boina e sapato preto muito bem engraxado. Nossos amigos nem usavam mais uniforme.
Nunca nos incomodamos, para nós era natural usar meias brancas com o uniforme de educação física e usar rabo de cavalo com prendedor branco. Crescemos assim! Meus pais conheciam os pais da escola e eram muito participativos na nossa vida. Tomavam os pontos nas vésperas de provas, olhavam nossos cadernos (quando cheguei na idade de escrever bilhetinho, meu pai numerava as páginas do meu caderno para ter certeza que eu não arrancava páginas para isso!), conferiam lápis ou lapiseiras, borrachas (aff, borracha riscada ou estojo sem borracha era briga na certa)... Meus pais eram muito rígidos, mas isso para nós era normal! Achávamos estranho ver nossos amigos irem pra escola com cadernos na mão e um lápis ou caneta, sem uniforme, com pulseiras e penduricalhos...
Mas, mencionei isso, porque li o resultado no Enem de 2009 e fiquei chocada! As melhores escolas do país são particulares...
Isso me revolta. Educação não é dever do Estado? O que o estado está fazendo que não é capaz de oferecer educação de qualidade para nossas crianças e adolescentes? Onde nosso dinheiro está sendo colocado que não garante boa formação para os professores?
Trabalhei por seis anos como professora de ci6encias e biologia para em escolas do Estado e desisti. Larguei os Bets quando recebi uma carta do Governo do Estado impondo que todos os alunos com média igual ou superior a 4,0 deveriam ser aprovados pelo conselho de classe. Traduzindo: TODO O TRABALHO DO ANO JOGADO NO LIXO! Foi o que senti. Parecia que tudo que eu tinha feito ao longo do ano letivo não tinha significado nenhum, afinal, alunos que mal compareciam à aula seriam aprovados. E nunca mais dei aulas. É triste ver que um país do tamanho do nosso priorize informações como "Caso Bruno" e deixe de lado a Educação. porque é fato, nossos alunos sabem tudo que está acontecendo com o Goleiro do Flamengo, mas não tem a menor idéia do que acontece dentro de sua própria escola. E, a culpa não é deles. Eles simplesmente aprenderam que a vida é assim, e caem, como a maioria da população, no conformismo.
O negócio é trabalhar em casa, com nossos filhos, para garantir nossa gotinha no oceano! Pago escola porque não confio a educação da minha filha ao governo, mas não basta pagar a escola, temos que nos mobilizar em casa para que nossos filhos tenham consciência de que só nós podemos fazer a diferença!


sexta-feira, 16 de julho de 2010

Não come nada mesmo...


Não, Daniela nunca foi uma criança que come muito, nunca foi gordinha e nem esganiçada por nada, nem doces! Mas sempre foi saudável! Ponto! E acho que é o que importa!
Mas sabe quando as avós ficam na sua orelha com a mesma ladainha "Essa menina não come nada!", "Só a mãe vê ela comer." entre outras agulhadas? E sabe quando você tem vontade de falar "%@#$%*&^#@$%^%"? Pois é... Há quatro anos engulo esse blá blá blá! Não, não tenho vocação para Madre Teresa, mas sou educada e relativamente paciente!
Ontem fiz uma sopinha daquelas que minha família AMA! Modéstia parte, minhas sopas, minhas polentas, minhas macarronadas, minhas dobradinhas e muitos outros pratos são de lamber os beiços! Mas a sopa é preferência aqui em casa. "Dani, não demore que fiz sopa hoje!" e a resposta é "Ebaaaaaaa!!!!!!"... "Daniela, vamos fazer uma sopinha da mamãe?" e a resposta é "Vamos, eu corto a batata salsa e a cenoura!". E comem, muito bem obrigada!
E, ao telefone com uma das avós...
EU: "Ah, eu tô aqui fazendo uma sopinha pra Dani! Tá frio demais!"
AVÓ: "Mas ela não gosta de sopa."
EU: "Ela adora sopa! Come dois pratos fundos com pãozinho!"
AVÓ: "Ahhhh, mas lá em casa ela pediu sopa, fiz uma de conchinhas e ela deu duas colheradas e disse que não gostava!"
EU: "Era sopa com legumes de verdade ou era de pacote?"
AVÓ: "De pacote, né!"
EU: "É verdade, ela não gosta! Ela gosta da sopinha temperadinha da mamãe! Ela não gosta desses de pacote, nem miojo ela curte!"

Tóin!
E aí? Julgam que ela não come nada, mas oferecem um tipo de comida de astronauta para uma criança que, só ontem, comeu uma caixa de morangos, uma banana caturra e duas fatias de mamão. Almoçou um prato de macarrão ao sugo. Lanchou seis bisnaguinhas com manteiga.
Coitadinha, não come nada!

Agora, deixando as reclamações de lado e partindo para as preocupações...
Tenho muito medo desses comentários maldosos com minha filha. Tenho medo que ela passe a comer compulsivamente na casa das avós só para não aguentar essas enchessão. E tenho medo que ela se torne uma criança/adolescente complexada por ser magrinha, ou que engorde demais por contas desses comentários. Sério! Tenho medo! Porque acredito que ela come o quanto basta a ela. Ela não emagrece, mas engorda pouco! Corre e pula o dia todo, gasta muita energia! AMA chocolate e come o quanto eu e o pai permitimos...
Juro, quando eu for avó vou ter um pingo de bom senso! Acho que essa questão de "só é saudável se tem dobras" é muito relativa! Tem tanta criança, cria de Farinha, com dobrinhas que um dia serão, ou obesos mórbidos, ou hipertensos. Minha filha é saudável, e acho que isso é o que importa! A quantidade do que ela come, não é tão importante quanto a qualidade!

E, avós de plantão! SE LIGUEM! Achar neto gordo que come se nunca mais fosse comer na vida, é coisa de antigamente! tentem não contribuir para o desenvolvimento de mais obesos, bulímicos e anoréxicos do futuro! Mesmo porque, mãe sabe melhor do que as avós o que faz com os filhos!
Beijos

quinta-feira, 15 de julho de 2010

O que falta? De verdade...

E estamos entrando na reta final! 36 semanas e 4 dias de gestação da Alice. A anciedade começa a bater na minha porta e ainda falta muita coisa! Sei que é difícil acreditar, vindo de uma mãe de segunda viagem... Mas falta!
Ainda não procurei o balde para dar banho na minha caçulinha - AMO chamar a Alice de caçulinha, porque olho para a Dani e penso "Minha filha mais velha." bobo, mas me toca! -, não comprei os sutiãs de amamentação, nem as cintas pós parto. Não fiz chá de fraldas e não sei se farei! Ou seja, tenho que correr contra o tempo para resolver esses detalhezinhos.
Mas, acredito que deixei tudo tão para o final, porque nessa gestação "coisas" de bebê não me atraíram! NADA! Eu não olhava com olhar de "Vou comprar tudo compulsivamente!"... Eu só olhava! E nem desejava! A única coisa que tenho desejado desde o início da gestação é um parto natural, respeitoso e lindo! Fora isso, me viro com o restante! Mas, voltando à realidade, "coisas" são necessárias quando se tem um bebê recém nascido. Ou não!
Lembro que quando tive a Dani compramos TUDO, qualquer coisa que se entitulasse "para bebê", eu comprei. Menos o que poderia ser essencial, um sling por exemplo! Comprei jogo de mamadeira -?????-, comprei jogo de escovas para mamadeira -?????- e mais um monte de tralhheiras que depois nos desfizémos nem sei como. Hoje decidi buscar listas na internet e ver o que realmente está faltando para minha caçulinha nascer com tranquilidade!
Uma das coisas é fralda! Quase não temos fraldas, ou seja... CHÁ DE FRALDAS URGENTE!
O primeiro item da lista é o mais complicado, porque do tamanho que estou, tudo que não queria era organizar uma festa! Mas, não tem jeito não! Vamos ter que nos esforçar um pouquinho e correr!
*Ps.: Eu iria usar fraldas de pano, mas algumas mudanças repentinas me fizeram desistir e teremos que apelar, pelo menos por enquanto às desconfortáveis, perfumadas e cheias de químicos fraldas descartáveis!
Depois preciso ver o que falta de utilidade de verdade! Um balde é essencial! Mas a Tummy Tub, que é o verdadeiro balde para banho no bebê é MUITO caro, completamente fora da minha realidade. então, no fim de semana, vou correr as casas de utilidades domésticas e procurar um balde que seja confortável e adaptável para minha baixinha! Segundo item da lista, definido!
Carrinho temos o que era da Dani, e também temos o berço desmontável que era da Dani e passou para a prima Ana Clara, e vai voltar para as origens! As toalhas, tenho duas com fraldas, mas outras que uma mãe, amiga da escolinha me deu, então, vamos improvisar com as fraldas brancas que tenho aqui! O cortador de unhas, pode ser compartilhado com a irmã!
Agora, o desespero: não temos fraldas de boca! Isso é muito útil! Mas não comprei nenhuma. E nem tenho como improvisar. O negócio é correr na feirinha de domingo e comprar lá, que é mais barato e são lindas! Acho que umas 8 fraldinhas já resolve... Vamos ver!
Ops... Também não temos cueiro! Lá vou eu correr atrás de cueiro também! Usei muito com a Dani, levava para todo lado para forrar qualquer superfície que fosse colocá-la, então, é útil!
Roupinhas esla tem muitas, não estou preocupada com isso! A bolsa dela também será reaproveitada da irmã, vou lavar e deixar cheirosinha para a pequena! O enfeite da porta - muito útil! - ela ganhou da Tia Avó.
E o frio na barriga voltou... Não fiz as lembrancinhas! NADA! Prevendo um fim de semana bem corrido aqui!
Ganhei da Isa, dinda da Dani uma "minhoca" para dormir, que também serve de apoio para amamentação, que também serve para colocar o bebê deitadinho, como um moisés! TUDO DE BOM! Então, itens para amamentação já estão ok! Tenho 3 pares de protetores para os seios laváveis, talvez uma concha de amamentação seja uma boa! Vamos pensar!
Cobertor, edredon e lençois comprados... hummm... Acho que não falta nada!
Agora é só correr, e muito, para que no dia P esteja tudo dentro dos conformes para a chegada da minha Alice!
E, por favor... SUGESTÕES!!!!!!
Beijos

segunda-feira, 12 de julho de 2010

O gosto cinematográfico da minha filha...

"Nossa, a Dani tem uma cultura de cinema bem ampla, né! Ela sabe os nomes de muitos filmes e muitos personagens!"
Meu pai comentou isso depois de ouvir toda a descrição de de algum dos filmes que a Dani assiste. E, feliz ou infelizmente, não pude deixar de concordar. Ela tem uma cultura bem ampla no quesito filmes. Ela adora ir na locadora e adora ir ao cinema! Desde seus dois anos de idade a levamos ao cinema e ela sempre assistiu aos filmes na íntegra, sem dormir e nem incomodar os vizinhos de poltrona!
Esse comentário foi feito há alguns dias... Mas ontem me perguntei se isso é bom ou ruim!
Vou explicar: A Dani adora filmes de desenhos, Tinker Bell, Bolt, Barbie - todas... Mas ela também AMA Harry Potter toda a saga, ela foi ver Harry Potter e o Enigma do Príncipe no cinema, Crônicas de Narnia, e agora O Senhor dos Anéis. Sim, ela vê inteiro, sem levantar e prestando muita atenção! Na verdade, já ficamos surpresos quando ela se interessou pelo Avatar. Enfim...
Mas no sábado eu estava com muita vontade de ver um suspense, fomos até a locadora e lá ela escolheu Tá chovendo hamburguer. tentei convencê-la a pegar outro, porque esse nós vimos no cinema em 3D. Ela quis e tudo bem. Eu e o Daniel alugamos Lobisomem e, como ficamos na cozinha conversando até bem tarde, decidimos assistir no dia seguinte. Ontem, domingo de muita preguiça, fomos assistir ao filme. Começou com uma carnificina... Daniela ficou olhando. Eu e o Daniel nos olhamos e esperamos... O filme rolou, eu dormi a manhã toda, estava bem indisposta e eis que acordo com o "Põe de novo, Pai!"...
Sim, ela assistiu o filme inteiro (é um suspense bem sanguinolento) e pediu BIS! Não pode ser... Quando fui ver o filme a noite, ela assistiu novamente, inteiro e fechou a noite com O Senhor Dos Anéis... Ahhhh, não posso esquecer de mencionar que, durante o filme, ela me perguntava se eu vi determinada parte e se eu estava com medo, porque ela não estava!
E agora? Minha filha é uma cinéfila! Adora todos os tipos de filmes, inclusive suspense! Aff...
As professoras da escola que não leiam, mas no fundo, acho bem legal que ela curta ver filmes assim, de qualquer gênero!
Mas não pensem que não estou aqui, com a pulga atrás da orelha, pesquisando o quanto isso pode ser ruim para o desenvolvimento dela, ou o quanto pode ser impressionante para ela!
Não sei... Enquanto não descubro, vou ali com ela ver pela milésima vez Toy Story 2.
Beijos

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Como assim, só R$1,50?

Ontem eu e a Dani fomos ao cinema assistir Toy story 3. Chegamos no shopping e a fila estava gigantesca, saindo de dentro do shopping. Sabendo dos meus direitos de gestante, fui até o caixa preferencial e estava fechado. Tudo bem, ainda tenho a preferência e me enfiei no primeiro guichê que ficou vago. Comprei os ingressos e corri pegar a pipoca. Mas, a fila também estava imensa... Novamente, empinei minha barriga de 35 semanas e 4 dias e furei a fila. Nesse exato momento a bandejinha com nachos sorriu para mim. Nossa, minha boca se encheu de água e eu entrei em transe. Fui despertada por um "Mãe, quero fazer xixi. Tô quase fazendo na calça!" ... Ok, hummm... Segura aí filha que a gente já vai!
E a bandejinha com nachos continuava me assediando!
- Moça, quero um refrigerante médio, uma pipoca pequena e uma bandejinha de nachos.
- Refrigerante só temos A e B, o nachos não tem chedar e se você levar a pipoca média no cartão do Itaú paga meia, R$6,50.
- Mãe, quero fazer xixi!
- Tá, me dá o refrigerante de limão mesmo e a pipoca média. Vou pagar no débito do Itaú!
- Ai moça, mas os cartões não estão passando!
- ... (hummmmm????)... Tá, mas se eu pagar em dinheiro tenho o desconto? Porque eu QUERO pagar com o cartão de débito do Itaú.
- Ah, tudo bem, eu dou desconto!
- Obrigada...
- Mãe, quero fazer xixi!
...Corremos, eu Daniela, pipoca, refrigerante, bolsa e mochila para o banheiro. Xixi feito, lanche comprado, vamos para o cinema!

Vou contar que achei um tanto triste o filme, em vários momentos quase chorei! A Dani adorou, quer ver novamente. Quem sabe agora ela não vai ver 3D!
Mas a noite não tinha acabado por aí! Tínhamos combinado com o Daniel que ele nos pegaria na saída do cinema, e ele estava lá fora nos esperando. Já era bem tarde, então vamos direto embora, mesmo porque eu já estava no meu limite (a tarde fui com a Tia assistir O Pequeno Nicolas). Vamos pagar o estacionamento e...
- Moça, fomos ao cinema. Não tem desconto no estacionamento? Tem sim! Só que você tem que pedir no guichê do cinema.
- Hummm, ok, já volto!
Corremos ao guichê que já havia fechado e um funcionário passou o ticket do estacionamento para nos dar o desconto. Voltamos ao guichê para pagar o estacionamento e...
- Vixi Moça, não passou o desconto! Vamos lá que eu vejo isso.
Voltamos aos guichês do cinema e passamos novamente o ticket. Voltamos ao guichê do estacionamento e...
- Ai moça, não passou de novo. Acho que está com problemas o sistema novamente!
- Tá, mas você não tem como dar o desconto?
- Não porque não aceita no sistema. Mas você teria só R$1,50 de desconto!
... Luciana, Daniel e Daniela... Cara de paisagem e sorriso de Monalisa...
- Tá, mas eu tenho direito a esse desconto, não tenho? Então vocês acabaram de ganhar R$1,50 meu porque o sistema está ruim? Obrigada! (Daniel)
E fomos embora, nos sentindo completamente lesados. Afinal, não tinha o refrigerante que eu queria, não tinha cheddar no nachos e não ganhamos o desconto ao qual tínhamos direito!

Assistir filme no Shopping Estação, R$11,00...
Tirar dinheiro no 24h porque o sistema Cielo não funciona, R$15,00
Lanche no Cinema UCI, R$12,00...
Tirar dinheiro no 24h porque o sistema Cielo não funciona, R$15,00
Estacionamento do Shopping Estação, R$4,00...
Sentir-se lesado por grande empresas que ganham fortunas ludribriando o cliente... não tem preço!

sábado, 3 de julho de 2010

Deprimida...

... É assim que estou! Não, não quero tomar remédios, não quero ir para terapia nenhuma, não quero dinheiro... Quero minha vida de volta! Quando foi que tudo isso começou? Quando foi que minha vida degringolou que eu não vi! Tenho a impressão de que não vivi nada nestes últimos anos. Minha cabeça quer apagar tudo, porque lembranças doem. Lembranças tristes doem, lembranças felizes doem.
Medo... Tenho sentido muito medo! Medo da hora H. Medo de estar sozinha quando entrar em trabalho de parto. Medo de estar sozinha num hospital. Medo de ter medo de parir. Medo de amarelar e pedir uma cesárea. Medo dessa falta de apoio. Medo de acordar de manhã e ver que tudo está assim, que não foi só um sonho. Que realmente sou carta fora do baralho e TENHO que aceitar com um sorriso no rosto. Medo das marcas que deixei ontem quando minha filha me viu chorar no chuveiro e tentou argumentar sobre tristeza, aos 4 anos de idade! Medo de todos os traumas que minha Alice vai carregar pela gestação infernal que ela passou. Medo de perder o controle e fazer coisas que poderei me arrepender mais tarde.
Eu só queria voltar a ser a mãe que ama ver a filha sorrir. Que ama quando a filha chega na cama de manhã com um sorriso lindo e diz "Mãe, faz meu café?". A mãe que juntava todos os brinquedos feliz porque a filha brincou muito e não fica com raiva por ter que juntar brinquedos. A mãe que conversava sem mágoas ou rancores com as filhas. Que cantava coisas felizes e não se prendia a letras depressivas que a fazem lembrar o inferno que a vida dela está.
Eu só queria minha vida de volta! Só isso... Porque sinto que ela me foi tirada, arrancada de mim sem dó. Como posso cuidar das minhas filhas se eu estou perdida, não sei mais quem eu sou, não tenho nada e nem sei por onde começar! Tenho que seguir, mas meu corpo não responde. Minha cabeça não pensa. Chorar é tão bom, mas não o tempo todo! Me olho no espelho e me vejo deformada, inchada, vermelha... Estou cansada, cansada de ouvir que tenho que pensar na Alice, porque não posso pensar em mim. Ninguém pensa em mim? Em como me sinto? "Tem que arrumar o quartinho!" "Tem que pegar o berço!" "Tem que...". Eu tenho que ficar bem, antes de tudo isso! Não estou bem para pensar em quartinho, pintura, arrumação! Porque eu não posso sofrer? Porque as coisas não podem acontecer ao MEU tempo? Porque tudo e todos estão à minha frente. Eu estou triste, eu estou sofrendo muito! Não quero mais ter que dizer para todos que está tudo bem. Não está!
Sei que não sou mais uma menina, mas preciso de colo, carinho, atenção! Porque quem está pagando não sou só eu. Minhas filhas sentem e sofrem, junto comigo! Eu só queria pegar as duas e sumir, cair no mundo sem olhar para trás, sem culpas, só nós três! Ninguém que nos machuque, que nos magoe, humilhe ou faça sofrer!
Eu só quero voltar a erguer a cabeça e olhar nos olhos da minha filha, sorrir sinceramente e dizer que a amo mais que tudo na minha vida! Eu só quero poder fazer isso sem ter que correr para o quarto chorar depois!
Eu quero minha vida de volta...