quarta-feira, 27 de abril de 2016

Meditação Ativa

Há cinco anos, durante a gestação da Alice, participava da Associação de Estudos filosóficos do Paraná. Na primeira aula, tivémos uma prática chamada Meditação Ativa. Nela, fizemos um arranjo de flores. Foi 1h que pareciam 4h.
Mas lembro de ter saído de lá tão relaxada. Depois disso, pouco me dediquei ao cultivo de qualquer planta. Minha meditação ativa se resumia a lavar a louça!
Faz dois meses que retomei meu Home Office e, quando voltei, estava determinada a fazer o que mais gostava para deixar minha casa o mais aconchegante possível. Alguns passos eram:
- Cozinhar comidas gostosas e saudáveis para minha família (passamos muito tempo comendo o que dava, e eu mal comia)
- Arrumar nosso cantinho (organizei meu home office, deixei os quartos das crianças mais arrumadinhos e coloridos com quadros e almofadas). Tenho uma sogra que manda bem na decoração, providenciou colchas e travesseiros extra para todos, o que deu um super charme nos quartos!
- Manter a ordem das coisas (não queria voltar a me matar de cuidar da casa, mas mante-la arrumadinha para ter prazer em ficar aqui e curtir o espaço)
- Cuidar das minhas plantinhas (as meninas ganharam muitas plantinhas na colônia de férias que participaram no verão. Duas delas morreram por falta de cuidado!).

E, há dias estava determinada a colocar em prática o último item!
Hoje fomos a uma floricultura, compramos terra, areia, pedrinhas e mais algumas mudinhas. Passei a manhã transplantando mudinhas, arrumando suculentas e adubando violetas!
E novamente, me senti muito bem! Você se dedicar a algo natural, belo... O cheirinho de terra úmida... As plantinhas, cada uma com sua peculiaridade!
Minha casa está linda! Plantinhas na sacada, na bancada da cozinha, no balcão da sala, no rack! 
Quando entrei pela porta a tarde, senti uma alegria indescritível!
Eu que fiz! E me dei conta, que essa alegria foi a que carreguei durante todo o dia!



De verdade, há um tempo tenho sentido que encontrei meu equilíbrio! MEU! consigo me manter conectada comigo! Trabalhar e produzir! Crescer nos diferentes papéis!
Tire 10 minutinhos do seu dia para se conectar, olhar para dentro, respirar...

Breath and belive!

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Ressignificando...

Hoje foi um dia daqueles... PERFEITO!
Não, ele não começou lá muito bem! Muitos problemas para resolver logo cedo, stress.
Dia de faxina para garantir um descanso no final de semana. De verdade, qual mãe de três crianças faz faxina pesada com um sorriso lindo no rosto? Só nas propagandas de produtos e limpeza. Porque, né! Impossível!
Enfim...
No auge do meu mau humor, tinha acabado de limpar os banheiros, chão ainda úmido. Filha do meio entra gritando em casa "Vou fazer Cocô!!!". A mãe, exausta já, dá aquela virada de olhos e pensa "Ok, vai lá que eu passo o pano denovo!".
E a filha do meio, que já se limpa sozinha grita "Mãe, vem cá!".
Novamente, a mãe exausta vira os olhos e diz "Que foi?".
"EU AMO QUANDO VOCÊ LIMPA A CASA E FICA ESSE CHEIRINHO GOSTOSO!"

Fuém, fuém, fuém!

Dei um sorriso com os olhos cheios de lágrimas e agradeci, de coração! Corri para a cozinha preparar o lanchinho mais especial para elas!

Sabem, é tão bom ter crianças em casa, para nos mostrar que tudo, TUDO nessa vida tem seu lado bom ,lindo e especial!!!!
É lógico que, a partir de agora, sempre lembrarei que a casinha limpa, será uma lembrança que a filha do meio carregará para toda a vida.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Me perdoem, minhas filhas!

Hoje se inicia o ano letivo da Alice e a Dani.
E eu, aqui, de coração partido. Arrependida da vida. Pensando em tudo que deveria ter feito diferente.

A crise, aliada a um mau investimento... Alguns ajustes precisaram ser feitos e... Escola pública aqui vamos nós!
E a dor, é ver minhas filhas pagando por um erro meu. E novamente penso no que teria feito diferente!

Uma salinha, 30 crianças.
Alice é a menorzinha. Tão míuda andando em meio a uma multidão. Olhinhos arregalados, "Mãe, estou com medo!". "Não mãe, pode deixar que ela vai com os amiguinhos."...
Daniela, assustada. Pupilas dilatadas, dedinho na boca em sinal de apreensão! "Vai filha e tenha um ótimo ano de escola. Se precisar pede para ligar para a mamãe!". E lá se vai a multidão do 4° Ano.

Nunca desejei que minhas filhas fossem somente mais uma na multidão. Estou sem chão! Me sentindo um fracasso.
Não dormi a noite toda, pensando em como poderia reverter essa situação.

Reunião na quadra. "Pais, se puderem contribuir com a Associação de Pais, pois o Governo Federal não repassou a verba no ano anterior e, a princípio, não repassará esse ano novamente."... Fiquei pensando se junto com o casaquinho, mando um rolo de papel higiênico para garantir que elas poderão se limpar após irem ao banheiro.

Nunca desejei que minhas filhas fossem sobreviventes do sistema. E estou sem chão! Me sentindo pequena!

E penso no meu pai, desejoso de que eu buscasse a estabilidade do serviço público. E penso que talvez ele tivesse razão... E queria que ele estivesse aqui para confortar meu coração, despedaçado por tirar minhas meninas da segurança, da qualidade, das amizades, do carinho das escolas que elas tanto amam!

De verdade, hoje só consigo sentir raiva. Raiva da vida. Raiva de ter jogado fora nosso dinheiro e ter que sacrificar minha família dessa forma.
E desejo do fundo do coração, que essa raiva passe e eu consiga erguer a cabeça e sorrir na hora de buscá-las do lado de fora do portão da escola!


domingo, 31 de maio de 2015

É só um momento...

E as fichas que não deixam de cair nunca.
São momentos em que eu preferia que fossem apenas dias quaisquer. Nada importante, só mais um dia como todos os outros.
Mas a vida segue. E temos que seguir. Com o nó na garganta, o sorriso no rosto, pensando que ninguém é obrigado a compreender os fantasmas que nos assombram.
E não é mesmo. Cada um sofre como pode, cada um sente como pode, cada um segue como pode.
E, cada vez que esses dias "especiais" se aproximam, a vontade de sumir aumenta. Vontade de ficar fechada no meu mundinho de faz de conta. Aquele mundinho perfeito. Mundinho onde escuto vozes, onde vejo sorrisos, onde ouço conselhos, onde a vida segue perfeita. Onde a saudade não existe, onde as regras são minhas, onde posso viver do meu jeito...
E a tal crise de meia idade. Não é que essa porra existe mesmo!
Quando cheguei nos trinta, já me senti diferente. Mas um diferente bom, maduro. Como se todas as surras da vida já tivessem sido dadas.
Mas agora, a cada trinta e poucos que completo, parece que as porradas da vida aumentam. É um teste de resistência... Não aguenta, pede pra sair!
Por que vida?
Mas que merda é essa?
Nunca vou entender, tantas coisas que não fazem sentido.
Até ano passado, eu amava fazer aniversário. AMAVA! Mas parece que esse ano eu só quero fugir. Sumir, ficar sozinha até o dito dia passar!
Desculpa aí sociedade, infelizmente não sei perder. Não sei lidar com ausência. Odeio saudade que não passa. Odeio não ter o que quero. E queria passar uma semana trancada num quarto vendo filminho chalalá, comendo gordices e chorando litros.
Mas não dá né... A vida real berra que precisa de mim! E aí, o peso dos trinta e tantos sobe nos ombros com uma força que QUASE me curva!
Mas passa, dizem que passa,..
E se não passar, o jeito é seguir. Seguir com o nó na garganta, o sorriso no rosto e a vida como tem que ser.

E é isso, bem vindos 3.4!

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Saudade tenho de tudo o que a gente vai viver, mas ainda não teve tempo...

... Tudo o que é leve, o vento leva. Eu quero aprender um jeito de reinventar. (Ceumar)

E é o que sinto! Saudade do que tínhamos que viver.


Hoje fazem quatro meses. Quatro meses do pior dia da minha vida. Quatro meses que vivi o meu maior medo. Quatro meses que estou perdida. Quatro meses com um buraco imenso no peito.
Todos os dias me pergunto "Por que não te curti mais?". E, quando penso em tudo que acontece todos os dias, na vontade que sinto de ligar e contar das malcriações da Dani, dos chiliques da Alice ou das gracinhas da Nina, a dor vem forte. Uma lança atravessando o peito! Porque sei o que você diria! Às vezes parece até que escuto sua voz dizendo "Suas filhas são mal educadas!". Ou vejo seus olhos azuis marejados, encantado com a fofurice das suas meninas.
Sinto tanta falta Pai! Sinto tanta saudade. Por duas vezes entrei em casa e sorri ao ver seu carro na garagem, mas então me dei conta que você não estaria ali, no seu cantinho. Sinto falta de perguntar como fazer alguma coisa, de dormir no sofá te ouvindo respirar no domingo a tarde, depois de um almoço delícia com a nossa família reunida!
Meu Deus, eu faria qualquer coisa para ter você aqui!
É tão injusto! É tão injusto que você tenha partido tão cedo. É tão injusto, porque você foi o melhor pai do mundo! Você merecia a eternidade!
Lembro de você escovar meus cabelos para ir para a escola. Lembro da marmita de alumínio, e de você cozinhar feijão a noite (como era bom comer o caldinho com pão!).
Fico pensando se, de onde você estiver, está feliz! Estamos vivendo, tentando todos os dias nos levantar! Você sempre foi nossa bússola, nosso Norte! Você sempre soube tudo sobre tudo, sempre tinha razão e, quando não tinha, teimava até ter! RSRSRS
Quando penso em você, sinto que tenho que ser forte, como você foi, até o fim! Sua força, sua garra, você lutou, lutou tanto, tanto, que novamente me pergunto... Por que?
Se eu soubesse que aquela quinta feira seria a última vez que ouviria sua voz, ficaria horas te ouvindo. Teria corrido para o seu lado e não sairia mais!
Eternamente vou lembrar de todos os seus ensinamentos. Eternamente vou chorar de saudades. Olha por nós. Já que você é a estrelinha mais brilhante do céu, ilumina nossos caminhos! Segue ao nosso lado!
Como eu te disse, preciso tanto de você! Fica sempre no meu coração, mostrando os melhores caminhos!

Amo você Paizinho, daqui até a Lua, ida e volta!

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Hábitos angulares, você tem algum?

Como comentei antes, resolvi compartilhar algumas mudanças que, para mim, têm feito toda a diferença.
Há três meses comecei a fazer academia. Quando decidi que estava na hora de mexer o corpitcho, levei em consideração uma série de questões:
- meu tempo "ocioso" é praticamente inexistente;
- preciso ter a possibilidade de carregar as meninas comigo em casos de urgências do tipo marido viajar, ou ter trabalho a semana inteira;
- flxibilidade de horários, também em função da agenda da galerinha aqui em casa, pois num dia a Daniela tem circo, no outro aula particular com a vó, o marido pode ter trabalho a qualquer hora;
- não queria muitos homens junto, queria ter um pouquinho de liberdade de malhar minhas dobrinhas à vontade!
Decidi fazer Curves, pois une todas as minhas necessidades.
Mas, para quem estava parada há anos, retomar atividade física regular não é fácil! Exige disciplina e força de vontade. E é aí que entro no assunto do post! O fato de ir para a academia todos os dias (faça chuva, sol ou neve!) acabou transformando outras situações da minha vida. E isso é o que teóricos do assunto chamam de hábitos angulares (para saber mais recomendo a leitura do livro O Poder do Hábito).
O simples fato de ir para a academia fez com que eu faça apenas refeições em horários fixos, assim me obrigo a tomar café da manhã, almoço, o lanche e o jantar. Também tenho cuidado da qualidade do que comemos. Ainda não atingi a perfeição, mas o lanche da escola das meninas, por exemplo, é preparado diariamente por mim, seja um sanduiche, seja um bolo ou um suco. Estou aos poucos eliminando os industrializados e, tudo que consigo (lembram do meu problema com o tempo?) faço em casa!
E por falar em tempo, tenho estabelecido metas diárias e tentado cumprí-las, afinal, se não atingí-las não rola academia. Ainda sinto dificuldade em separar o que é prioridade do que é importante (e aqui recomendo a leitura de A Arte de Fazer Acontecer).
Como em casa tenho uma acúmulo de cargos, tenho tido mais facilidade em deixar de faze algo que pode ficar para depois (como ouvi em um encontro de Empreendedoras "Melhor feito do que perfeito"). Não, minha casa não é um brinco, e também não é uma prioridade! Tenho tarefas diárias que executo para mantê-la agradável, mas que as vezes deixo de fazer por ter um pedido de última hora ou uma lição de casa da cria que exige mais cuidado.
E, o que todos sabem mas fingimos esquecer por pura preguiça: a disposição que o exercício físico proporciona para o restante do dia é impagável, definitivamente não tem preço. Santa serotonina! Ela que me faz chegar em casa sorrindo, mesmo que tenha saído emburrada. Ela que faz ter uma disposição excessiva até para pendurar e recolher a roupa! É muito boa a sensação de disposição que o pós exercício proporciona!
E por fim, nada no mundo paga a sensação de dever cumprido! A sensação de superação que sentimos quando temos mais uma meta atingida! Esse mês fiquei em segundo lugar na academia (fui a segunda a perder mais medidas) e isso me deu um gás que eu não imaginava ter!
É isso, no meu caso, a academia favoreceu a mudança de outros hábitos! Mas cada um é cada um!
Que tal descobrir qual o hábito coringa para você?

Beijos

http://maisequilibrio.terra.com.br/osteoporose-e-exercicio-fisico-5-1-4-256.html
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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Das noites mal dormidas...

...Ou não dormidas!
Tenho vivido momentos de muitos paradigmas quebrados! MUITOS!!!!
Pessoais, profissionais e principalmente, maternos. Porque, afinal de contas, tenho três filhas que são completamente diferentes e, muitas vezes, complementares.
Tenho uma Daniela, uma Alice e uma Catarina.
Tenho uma menina de 7 anos, uma menina de 3 anos e uma menina de 8 meses.
Tenho uma pré-adolescente, uma criancinha e uma bebê na crise da separação.
HAHAHA, senti daqui o desespero de quem está lendo!
Porque é sim, desesperador! Três universos paralelos. Três formas de ver as mesmas situações. Três níveis de paciência. Uma única forma de amar!
Junta-se a isso uma mãe que colocou como meta uma profunda mudança de hábitos pessoais. E é graças a essa mudança de hábitos que eu tenho sobrevivido, mantido o tiquinho de sanidade mental que me resta!
A partir de hoje, vou compartilhar aqui mesmo as minhas mudanças, em que elas me ajudaram ou não e a importância delas impactando minha vida!
Posso adiantar que a primeira, começas a academia, tenho levado muito à sério e seu impacto foi indiscritivelmente melhor do que eu imaginava!

Deixo també, duas dicas de livros a serem lidos para quem também quer assumir as rédeas da própria vida:
O Poder do Hábito - No início eu fiquei me perguntando "A troco de que o Daniel me presenteou com ele?". Hoje sou imensamente grata, pois com ele eu compreendi como formamos todos os nossos hábitos pessoais e profissionais, bem como nossos hábitos enquanto sociedade e, dessa forma, estou podendo trabalhar "a raíz dos problemas"!

Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes - não leia esse livro esperando uma receita de bolo do tipo "Pense positivo e blá blá blá". Esse livro propõe a maior e mais complexa mudança prla qual uma pessoa pode passar, "a mudança de dentro para fora"!

Bem, pó doprado, deixo aqui a promessa de posts frequentes e inspiradores!

Beijos

sábado, 11 de maio de 2013

A Cólica

Cólica é o desconforto intestinal que todo bebê sente, seja pela imaturidade intestinal, seja pela imaturidade do sistema nervoso. Não é raro que mães relatem que seus bebês nunca haviam chorado como no dia em que resolveram passar a tarde na casa de familiares, pulando de colo em colo. Seja a causa que for, a cólica é muito desconfortável e provoca um choro inconsolável no bebê. O fato é que todo bebê pode ter cólica, e cada vez mais estudos apontam que a alimentação materna não tem tanta influência nesse fenômeno quanto se pensava antigamente.
Sou mãe de três meninas. A primeira começou a apresentar as tais cólicas exatamente no dia em que tomou a primeira vacina (dia em que eu chorei desesperadamente e me senti a pior mãe do mundo por ter colaborado com a dor da pequena!). Depois disso, as noites de choro interminável se tornaram frequentes até o terceiro mês da pequena. Minha segunda filha chorava das 18h às 23h sem parar! Ela para quando estava em meu colo ouvindo minha voz, mas se eu pensasse em colocá-la no berço, o chororo recomeçava e lá se iam horas até parar. Minha caçulinha, se teve três episódios das tais cólicas, foi muito. Ou seja, mesma mãe, mesmo mamá e... Tantas diferenças!

O livro (bíblia!) Soluções Para Noites Sem Choro trás algumas dicas de como os pais podem ajudar seus bebês a passar por esses períodos:


  • - Oferecer o peito em livre demanda pode ajudar a acalmá-lo;
  • - Se o bebê mama na mamadeira, experimente trocar a fórmula para ver se o desconforto diminiu;
  • - Experimente mamadeiras e bicos (no caso do bebê não ser amamentado ao seio) que impeçam a ingestão de ar;
  • - Mantenha o bebê em na vertical após as mamadas e, se possível, durante as mamadas (posição sentadinho ajuda muito);
  • - Os momentos das mamadas (ao seio ou na mamadeira) devem ser tranquilos, em locais confortáveis para mãe e bebê;
  • - Caso o bebê faça uso da chupeta, ofereça a ele;
  • - Coloque o bebê para arrotar após cada mamada;
  • - Faça uso frequente do Sling pois além de acalmar o bebê pelo contato direto com a mãe, ajuda a esquentar a barriguinha e liberar os gases;
  • - Banhos de balda para relaxar ajudam a acalmar bebês que têm muita cólica;
  • - Faça uso das almofadinhas de sementes, que ao serem aquecidas no microondas e colocadas no abdomen do bebê, ajudam a aliviar as cólicas;
  • - Faça bicicletinha com as perninhas do bebê, flexionando os joelhos em direção ao abdomen do bebê e esticando as perninhas;
  • - Massageie a barriguinha do bebê com óleo para massagem;
  • - Faça um casulinho com o bebê e passeie com ele pelo quarto. A sensação de aconchego provocada pela redução do espaço físico ao redor dele, aliados ao embalo ajudam a acalmá-lo;
  • - Deite-se de barriga para cima e coloque o bebê deitado sobre o seu abdomen de barriguinha para baixo;
  • - Coloque uma música suave e relaxante.
Mesmo não sabendo as causas das cólicas, é bom manter a calma e lembrar que essa situação é temporária. À medida que o bebê for crescendo esses episódios de desconfortos ficarão cada vez mais raros até que um dia, seu bebê dormirá como um anjinho a noite toda!

Beijos

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Essas pessoinhas...

...Que chegam em nossa vida sem serem convidadas. Que chegam abalando, causando, provocando todos os sentimentos controversos...
Essas pessoinhas que amamos acima de tudo...

Há onze dias ela chegou, sem fazer cena, sem melindres. Simplesmente chegou, antes do esperado. Acho que ela entendeu quando postei no Facebook "Mala da Catarina pronta!"e resolveu que queria olhar pessoalmente o que a mãe tinha preparado para ela.
Acho que resolveu que não queria participar da Feira de Natal dentro da barriga, ou que queria era ver de pertinho a apresentação da Daniela do circo.
Essa é a Catarina, minha guerreirinha que desde o primeiro momento em minha vida, causou...
Causou medo, tristeza, pavor, susto, e... ALEGRIA! Demorou, mas nos entendemos e nos aceitamos e hoje, nos amamos muito! Como pode um amor infinito multiplicar por três, assim... Simplesmente aumenta, chega a doer de tanto amor!

Era madrugada de quarta-feira, dia 28 de novembro. Acordei e fui fazer xixi. Senti muita dor e avisei ao Dani que poderia ser outra infecção urinária. Disse que ligaria para a médica e pediria uma guia para exame. Voltei a dormir, mas acordei às 6h à mil. Arrumei a cozinha para o café, arrumei a cama, ajeitei a casa... Quando comecei a sentir muita dor na lateral esquerda das costas. Tinha certeza que era rim e liguei pro Dani voltar do trabalho na hora, pois eu estava tendo vertigens de dor. As meninas acordaram bem nessa hora e, a minha mocinha, Daniela, correu se trocar e colocar o crocs na Alice, pegou pãozinho e deu pra Alice também. Eu já não pensava mais, só urrava de dor. Tinha contrações sem nenhuma dor, mas a dor nas costas já tinha irradiado para a barriga. A Daniela me disse "mãe, vou abrir a porta e se você desmaiar eu vou chamar os visinhos!". Nossa, ela amadureceu em minutos.

Quando o Daniel chegou, me levou para o carro e uma moça ajudou a descer as meninas. Eu pedi para ir ao Hospital Santa Cruz, mas a dor era tanta que mudei de idéia e pedi que fossemos ao Nossa Senhora das Graças por ser mais perto. A partir daí eu tenho flashs. A médica que me atendeu era grosseira, me mandou parar de gritar durante o toque porque não adiantava. Ela pediu o contato da minha médica (aquela querida que me deu o pacote cesárea eletiva + laqueadura), falei o nome e ela conseguiu o contato - PS: Eu só tinha celular e carteira na mão porque a Daniela pegou para mim antes de sair de casa. Lá a UTINeo estava lotada e, caso fosse necessário não teria como alojar a Catarina.
A médica mandou que fossemos para a Maternidade Nossa Senhora de Fátima, pois ela deixaria de sobreaviso que eu estava indo para lá e aí... Lembro de pouca coisa.
Eu, em alguma sala, em algum momento me vi sozinha e liguei para minha mãe.
Em algum momento, foi visto que eu estava em trabalho de parto, sem dilatação e com uma dor que não era normal.
Em algum momento eu senti uma dor imensurável quando ouvi que teria que fazer a cesárea para poder me tratar...
E de repente uma dor, uma queimação, a anestesia descia pelo meu corpo como ácido, senti ela passando pelas minhas veias... Foi horrível! Eu chapei, não parecia eu, meu corpo... E, em algum momento o anestesista me ergueu e via aquela cabecinha pequenininha, redondinha, com pouco cabelo (meu parâmetro é a Dani que nasceu com os cabelos que tem hoje). E então, eu vi a Daniela no corredor do quarto me dando as boas vindas e contando que a Catarina era linda e ela estava muito feliz!
Então, entrou o pediatra avisando que ela seria removida para a UTI pois estava com dificuldade para respirar. Chorei muito! Sempre disse que não tinha vocação pra mãe de UTI, que minhas bebês tinham é que ficar embaixo da minha asa desde sempre! Mas... Novamente minha vida e das minhas filhas estava fora do meu controle! E só me restava chorar muito!
Consegui conhecer minha atrevidinha às 23h, depois de tomar banho, com muita dor, muito sofrida! Chorei rios, cantei e ela dormiu segurando meu dedo e ouvindo o hino que eu e a Daniela ensaiamos para sua chegada: "Bem vindo meu novo ser, cercado de proteção. De tanto amor, tanta Paz dentro do meu coração. É como se eu tivesse esperado toda vida pra te embalar!" Mas, o máximo que eu podia era colocar a mão sobre ela. Então, a enfermeira me lembrou que estava fora do horário e que eu deveria sair. Doeu muito sim! Não descansei, estava com muita dor, no corpo e na alma!
No dia seguinte, respeitando os horários de visitas, fui ver minha pequena. Estava com os cabelinhos raspadinhos, com um acesso na cabecinha, com os bracinhos, mãozinhas, pézinhos, pescocinho roxos, tudo furadinho... Ai, como doeu! Ela estava com a sonda alimentar e dormindo. Nossa, como chorei! Não podia pegar no colo, cheirar... Só ollhar e acariciar pelos buracos do berço. E assim, passamos o segundo dia. No terceiro dia, consegui o direito de pega-la no colo e, a tarde, era a visita dos irmãos. A Dani olhou para ela, acariciou, cantou nosso Hino e disse "Mãe, como a gente fala quando quer chorar dde feliz? Que está?" "Emocionada, Filha!" "É, estou emocionada! Ela é linda" e, ouvindo a voz da irmã, Catarina (lembram que ela veio para causar...) arrancou a sonda alimentar! E, para a minha felicidade, a enfermeira que me via chorar o tempo todo, perguntou se eu queria amamentar! E... Foi lindo! Ela sugou forte! Mamou como um bebê de 40 semanas, mamou bastante e recusou o complemento! Avisei que voltaria em todos os horários de amamentação para amamentar mas... Se eu atrasasse cinco minutos, ao invés das enfermeiras ligarem perguntando por mim no quarto, elas davam MAMADEIRA com NAN pra minha pequena! Isso aconteceu três vezes. No mesmo dia ela foi colocada na Fototerapia (icterícia ABO) e a acesso foi fechado. Ela ficou dois dias na UTINeo fazendo fototerapia. Quando surtei! Falei que queria ela no quarto comigo, que pelo Estatuto da criança e do adolescente nos duas tínhamos o direito de ficar juntas e que eu não ficaria indo com horário marcado amamentar. No sábado, recebi alta e consegui que colocassem ela no quarto comigo. Aí...
A recepção do hospital ligou algumas vezes no meu quarto, dizendo que eu tinha que ir acertar minha alta pois tinha uma cobrança de R$1500,00 de honorários médicos e que eu tinha que pagar em dinheiro ou cheque, se eu não pagasse eles não me dariam alta e eu teria que pagar diárias do hospital (que incluiam quarto, enfermagem...) e minha bebê continuaria "como se estivesse na UTI". Lógico, o plano continuaria cobrindo a UTI mas não cobria mais o quarto que sairia mais barato! Pagamos contrariados por N razões, mas principalmente porque esse valor era devido à médica e não ao hospital. Bem, tudo certo, Daniel foi dormir com as meninas em casa, pois elas estavam muito carentes! Eis que, 1h da madrugada entra um segurança em meu quarto perguntando se estava tudo bem, pois estava chovendo MUITO! Cinco minutos depois o quarto desabou na minha cabeça, chovia cachoeira no quarto, foi o tempo de tirar a mochila com o ipad da cama e chover por tudo. Sai pedindo ajuda e imediatamente chegou uma enfermeira com uma chave de quarto para me realocar com a Nina (e ela mamando). Esperei que elas voltasse e levasse minhas coisas e fui para o novo quarto.
Sabe aqueles quartos de hospital de filme de terror? Azulejos azuis, torneiras antiquissímas, box plástico, armário sem prateleiras, alto sem ter como guardar as coisas, uma cadeira de churrasco sem braço, a cama chiava quando eu apertava o botão para subir ou descer.O "bercinho" era de ferro, muito estranho... Um horror. Na mesma hora liguei na recepção e pedi para mudar de quarto, pois estava sozinha, com muita dor e no banheiro não tinha barras de apoio e no quarto não tinha cadeira segura para apoiar meu peso. Fui informada que não tinha outro quarto mas que no dia seguinte era para tentar novamente. No dia seguinte, fui falar com a pediatra que viu que Nina estava muito amarelinha e retornaria para a Foto. Avisei que queria ela no quarto e que se o hospital não me trocasse de quarto eu pediria remoção para o Santa Cruz, pois lá tinha estrutura para alojamento conjunto. Isso começou as 9h da manhã. Depois de muito stress, fui trocada de quarto às 21h, após ouvir das enfermeiras do corredor "As mães vem pro hospital querendo que seja hotel cinco estrelas"e uma outra no telefone dizendo "Não sei o que tá ruim no quarto, ela quer trocar por outro melhor, sei lá!"...
Fomos para o novo quarto, pequeno mas aconchegante e seguro e lá passamos a noite mais tranquila de todas, com Nina ao meu lado! No dia seguinte, depois de estar bem branquinha e ganhando 35g só mamando na mamis, ela recebeu alta! E eu, recebi o melhor presente de todos, muitos elogios da pediatra!

Hoje, onze dias depois ainda resolvo problemas com o hospital, e com certeza não deixarei passar impunemente todo o stress que passei no momento em que eu precisava de paz! E, em casa com minhas três meninas e meu amor, comemoro os 2cm que minha pessoinha ganhou nesses dias e seus 77g ganhos por dia!

Viva minha Catarina, essa menininha forte de tudo!

sábado, 29 de setembro de 2012

E fez-se a luz!

Hoje, 29 de setembro, se tornou um dia histórico na minha vida familiar!
Completamos exatamente um mês de Família Fly! RSRSRS
Pode parecer bobeira, mas de verdade, mudou nossas vidas! E resolvi, depois de um mês, compartilhar algumas dicas bem úteis e práticas, que podem ser aplicadas em qualquer lar!
Bem, comecei com o básico. A primeira dica do grupo é deixar a pia brilhando, a da cozinha e a do banheiro. Simples e que faz uma baita diferença. Aqui lavo a louça em três momentos apenas: Café da manhã, almoço e jantar. No restante do dia, só lavo se inventar alguma coisa que junte louça, senão deixo para lavar tudo de uma vez.
Depois, estabeleci uma rotina para o período da manhã. Essa rotina é sagrada, até porque o dia transcorre mais tranquilamente se resolver essas coisinhas cedo! Eu levanto, arrumo a cama, troco a roupa, troco as meninas, arrumo a cama delas e venho tomar café e dar café para elas. Nessa sequencia! Assim, ganho um tempo enorme, caso precise fazer algo fora do planejamento como ir até a rua (já estou trocada e elas também!). Depois lavo a louça (tarefa que não demora mais de 10 minutos), reservo 15 minutos (cronometrados no timer) para guardar TUDO que está fora do lugar em seu lugar, espano o pó, passo aspirador e limpo o vaso sanitário. Pronto, a casa está limpinha e prontinha para receber visitas!
Outra super dica, faca listas de TUDO! De compras, tarefas diárias, tarefas semanais... TUDO! Pose não parecer, mas é pior um papel escrito por você te encarando na sua geladeira ou no seu painel do que alguém te cobrando alguma tarefa que você vai esquecer! No papel você anota tudo e vai riscando à medida que vai concluindo cada tarefa! Dá uma satisfação riscar as tarefas cumpridas! Eu fiz algumas listas que acompanho diariamente: faço lista de compras e só vou ao mercado com ela, lista de limpeza diária para conferir se fiz tudo o que tenho que fazer todos os dias, limpeza semanal, limpeza mensal e limpeza sazonal. Faço minhas listas no domingo e já defino uma data para executar a tarefa. É uma cobrança que funciona muito bem!
E, por fim, defini um mantra que aprendi no grupo: "Não queira arrumar, limpar e organizar tudo na sua vida de uma vez, ela não se tornou um caos de um dia para o outro!". Por isso, diariamente executo alguma tarefa mais pesada e que protelei ao máximo nos últimos tempos! Por exemplo: Limpei todos os armários e gavetas da cozinha, lavei as janelas do apartamento todo, joguei e doei muitas coisas que não tinham lugar (o que não tem lugar é entulho!)... Enfim, defini metas e as segui!
Não, não é fácil, exige força de vontade e muita dedicação! Eu aprendi a focar minha vida, foco é tudo! E, hoje, parece que tudo está fluindo! Tarefas chatas que eu odiava, acabei incorporando na minha rotina e não durmo sem elas!

É isso! Boa sorte para você que vai iniciar o mundo fly! Ele funcionou comigo, por isso acredito que irá funcionar com todos!

Beijos

domingo, 23 de setembro de 2012

Das lutas solitárias pelos filhos...

Ai, ai... Momento reflexão...

Como é IMPOSSÍVEL seguir o que acreditamos nesse mundo. E vou contar, dói! Dor física mesmo, você ver um filho seguindo o curso da massa, sem pensar, simplesmente porque todo mundo faz/pensa assim.
O pior é sem suporte nenhum, sozinha, argumentando e se sentindo a "mãe de merda", que por desejar que o filho seja questionador, se auto-observe desde pequeno para, no futuro ter consciência de suas escolhas, acaba tendo que tomar atitudes/decisões que o ferem.
E, hoje, fiquei pensando na merda do consumismo. Na merda do valor estético. Na merda do mundo mesmo. Uma criança de seis anos que acredita que PRECISA combinar roupas, calçados, presilhas... Que mundo é esse? 
Posso fechar minhas crias na minha bolha? Porque juro, dói isso. Ouvir esses argumentos da minha filha. Principalmente, porque eu defendo que criança e consumo não combinam e não deveriam nem se conhecer, por acreditar que a sociedade que deveria proteger está transformando minha filha em mais uma consumidora compulsiva. Que estará individada antes de receber o primeiro salário, que vai gastar mais do que ganha.
E, aí entra a "mãe de merda", porque mesmo explicando, argumentando contra essa compulsão, argumentando contra esses valores deturpados, falsos, não tenho força diante da força do consumo. Que coisa triste, não? A voz de uma mãe não tem nenhum valor ou força, mas os apelos consumistas agem como lavagem cerebral, com poucas palavras ou imagens fazem a criança acreditar que ela será pior que as outras se não tiver, comprar, combinar, comer...
E, aí, hoje passei o dia mal. Me sentindo hipócrita.
Essa semana uma das lições de casa era "O que é sustentabilidade?". Difícil definir, mas usei alguns exemplos, o das fraldas biodegradáveis que compramos, o uso e reuso de roupas e calçados por elas e pela prima, o fato de cuidarmos da nossa casa. E, expliquei que ter o que precisamos é sustentabilidade, mais que isso é exagero e gasto desnecessário. E...
Que teoria linda! Mas, infelizmente, não podemos colocar em prática! A sociedade, a mídia, o consumo, a escola, quem deveria proteger a infância, não permite! Porque julga uma criança de SEIS ANOS por não seguir esse ou aquele apelo consumista.

"O que está acontecendo? O mundo está ao contrário e ninguém reparou?". 

Conversei muito com a Dani, expliquei muita coisa para ela. Ela chorou muito, ficou muito triste.
E eu também, chorei e estou aqui, desolada, cansada dessa luta! Porque sozinha, já me senti derrotada!
Mas não vou desistir, porque acredito que um dia, nem que demore, ela vai se questionar! Ela vai olhar além da beleza, da competição e ver pessoas, mundo, natureza, amor...
Um dia...

domingo, 16 de setembro de 2012

Primeira Feira do Empreendedorismo Materno de Curitiba

Vou contar, ou recontar minha história pós Alice.
Quando me descobri grávida da minha Alice, decidi que era mais do que hora de me dedicar às minhas meninas integralmente. Daniela sempre mostrou que era importante para ela que eu estivesse perto, mas $problemas$ me impediam de largar tudo e maternar minha filhota mais velha. Me enchi de coragem e joguei tudo (quase nada) para o alto, decidi cuidar da minha família!
Ao final da gestação, surgiu a oportunidade de compra da Carinho de Pano. Negociamos muito, e, quando a Alice tinha quatro meses, fechamos o negócio. Eu e uma amiga que eu adoro, que ainda não é mãe mas acredita no potencial do sling, compramos a empresa! De cara, muito trabalho, horas sem dormir e, entre uma mamada e outra, entre um lanche, um almmoço, um cafuné e um cheiro, muito trabalho!
Finalmente eu me realizava! Estava plenamente feliz, afinal estava trabalhando e maternando minhas filhas, cuidando da casa e do marido, tudo em tempo integral! Claro, inexperiente, foram muitas dificuldades. Hoje estamos colhendo muitos frutos lindos na empresa! Parceirias, clientes que gostaram tanto dos produtos que se tornaram assíduos, clientes que gostaram tanto das ideologias da empresa que se tornaram grandes amigos e pessoas que se despiram de muitos preconceitos e apoiaram nossas causas! Lindo de ver e viver!

Mas, esse post, além de situar acerca do início da Carinho de Pano em minhas mãos, veio com um lindo convite!
Acontecerá em Curitiba no dia 22 de setembro de 2012 a PRIMEIRA FEIRA DO EMPREENDEDORISMO MATERNO DE CURITIBA. Um evento lindo, no qual mulheres que optaram por maternar e desenvolver diferentes estilos de atividades remuneradas estarão reunidas em um espaço aconchegante, contando suas histórias, divulgando seus produtos e serviços.
Convido todos a prestigiar esse evento que, acredito, ser o primeiro de muitos!

Beijos


terça-feira, 11 de setembro de 2012

E hoje foi dia de copinhos de tomate recheados

E, como já contei em outro post, terça é dia de aula particular de matemática com a Vovó aqui em casa. E, faz algumas aulas que a Dani tem curtido de monte! Agora ela tem se familiarizado com os números (pavor da mamãe) e isso tem ajudado muito!
Há uns quinze dias, a vovó me perguntou o que fazíamos em casa para apresentar a ela os números e, choquei quando minha resposta foi NADA! Pois é, temos números em tudo, mas para nós, adultos, tudo se tornou tão banal que não damos a esses carinhas a real importância que eles tem! Então, resolvi que incorporaria em casa alguns métodos de colocar os números na vida das meninas diariamente. Não tem sido fácil, é trabalhoso, mas como já defendi milhões de vezes aqui, não quero só ter filhos, quero ser mãe, maternar e garantir o melhor para as meninas. E, essa dedicação tem se mostrado o melhor caminho!
E, eis que para hoje, eu tinha programado que faríamos a receita dos Copinhos de Tomates Recheados com Ovos, afinal de contas, para que serve o Facebook, senão para nos mostrar coisas supimpas! Amei a receita e decidi que era bem simples pra Daniela mandar ver!
Avental vestido, lá vamos nós separar e contar os ingredientes! Vou contar em detalhes, pois acho que para quem procura métodos de trabalhar matemática em casa, é uma mão na roda!

- Comprei duas bandejinhas com quatro tomates orgânicos cada. Na receita que fizémos em casa, coloquei que precisaríamos de seis tomates e a Dani calculou quantos de cada bandeja tiraríamos (ela está aprendendo na escola e com a Vó diferentes formas de formar um mesmo número). "Vamos usar todos de uma bandeja e dois da outra mãe, os outros dois que sobram pode guardar!" #morrideorgulho
- Na receita coloquei seis fatias de queijo muzzarela, mas expliquei que como as fatias eram muito grandes teríamos que diminuir, mas que precisávamos de seis ainda assim. Sugeri cortar e ela disse: "Mãe, corta três fatias ao meio, assim fica seis menores!" #morrideorgulho Ela cortou as fatias e deixou separadinhas.
- Expliquei que precisávamos de uma colher de sopa para medir a manteiga temperada e ela correu pegar a colher e medir no nosso "medidor".
- Seis ovos separados, hora de começar!
- A Dani lavou os tomates, eu cortei as tampas, tirei os recheios (sementes), colocamos os ovos dentro, temperamos e levamos ao forno. Enquanto os ovos assavam, a Daniela copiou a receita para seu "Primeiro Caderno de Receitas". Decidimos que amanhã faremos uma macarronada com os recheios dos tomates (desperdício mínimo!).
- Tirei os tomates do forno e ela colocou as fatias de queijo sobre cada um, e depois o queijo ralado (uma colher de SOPA). Voltamos os tomates ao forno! "Nossa mãe, o cheiro está delicioso e minha barriga roncou!"
- Bem, como o papai se atrasou, tivémos que enrolar um pouco! Logo que o queijo dourou, desliguei o forno, já tinha preparado torradinhas para acompanhar e fizémos um suco natural de laranja para estreiar nossa nova jarra de vidro (ninguém merece jarra de plástico!).



 Eis que nosso almoço ficou leve, nutritivo e delicioso! Feito pelas mãozinhas mais delicadas desse mundo!
















Beijos!!!!!!

domingo, 2 de setembro de 2012

Aprendendo a ensinar!

Faz uma semana que meus dias tem sido mais que especiais! Na sexta passaada participei de um encontro de mães empreendedoras, mediado pela Lênia Luz do blog Empreendedorismo Rosa. Ouvi muitas histórias de mulheres seguindo profissionalmente adaptações para conciliar maternidade X trabalho. Foi maravilhoso! Mas, o mais legal foi uma dica da Lênia: se informar sobre o programa Fly que auxilia na organização da casa em todos seus aspectos (financeiro, alimentar, de limpeza...).
Na mesma noite pesquisei e encontri o grupo do Yahoo no Brasil. Desde então tenho seguido o grupo e aplicado as técnicas na minha casa! O resultado é inacreditável! Organização, limpeza, astral! Tudo!
E, desntro dessa organização, tem sobrado tempo para fazer coisas com as minhas meninas.
Hoje cedo fomos ao Bosque do Papa e depois voltamos para preparar o almoço. O prato seria panqueca e, como a Daniela tem tido dificuldade em matemática (história para outro post), a vó (que está trabalhando com ela duas vezes na semana) sugeriu que ela preparasse receitas para ver como os números estão em todos os lugares.
Foi uma delícia! Comparamos os tamanhos das colheres, as desenhamos para que ela pudesse ver qual colher usar nas receitas, contamos quantas colheres de faronha cabiam dentro de um copo americano, medimos quantos mLs tem um copo americano e contamos quantas panquecas conseguimos fazer com a nossa receita. O resultado foi de muitas panquecas deliciosas e um caderno de receitas que escrevenos na primeira folha "Meu Primeira Caderno de receitas". Ela amou! Fazia tempo que não via a Dani se dedicar a algo como
hoje, concentrada, caprixosa! Adorei! Agora vou pensar na próxima receita para o cadernonho dela e decorar para que, como ela mesma disse "possa usar para cozinhar para os filhos dela!" ...
#morrideamor

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

O amor tarda mas não falha

E cá estamos nós, no auge das 23 semanas de gestação. E eu, na porta da escola, esperando minha menina sair da aula de circo, com Alice dormindo na cadeirinha do carro e sentindo a Nina (Catarina) chutar o ipad.
E, pela primeira vez, desde que as duas tirinhas vermelhas me surpreenderam, me sinto plena e feliz! Parece ue agora, estou "preparada" para ser mãe de três. Agora ue sinto os fortes chutes da Nina, agora que Alice já nos deu seu primeiro susto de sapequice (ela enfiou uma miçanga no nariz e tive ue rodar hospitais para achar um que tirasse o adereço do nariz dela) e agora que eu e a Daniela entramos em acordo com o nome.
E, agora estou preparada para pensar estruturalmente na nossa casa, na nossa vida pós Nina! A minha sensação é que será mais do mesmo, sem muitas novidades, a não ser um lindo parto e mais uma linda vida ue virá me encantar com um sorriso banguela cheirando leite que eu tanto amo!
Agora, é só esperar que minha caçulinha chegue, cheia de amor e doçura!
Que seja bem vinda minha Catarina!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

A ditadura do parto!

Em uma atitude desesperada e arbitrária, o Cremerj (Conselho Regional de Medicin do Rio de Janeiro) proibiu a entrada de doulas ou pessoas sem formação na área da saúde para auxiliar as gestantes em trabalho de parto, bem como proibiu que médicos assistam partos domiciliares.
Depois desse tiro no pé ue o Cremerj deu, é lógico que as maiores interessadas no assunto, as mulheres, estão novamente se unindo para lutar pelo direito de ter uma doula emaeu trabalho de parto e, novamente para gritar seu direito de escolha do locar do parto! Novamente mulheres irão às ruas gritar "Ueremos humanização no parto!".
O movimento acontecerá em diversas cidades do país dia 5 de agosto! Assim ue souber os locais e horários de cada cidade posto aqui!
Eu apoio!

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Minha mãe foi embora sim, por quê?

Não lembro o porque, sei que fui uma das razões. Hoje, sei que ela não estava feliz e digo que maternidade não é sinônimo de felicidade!
Terceira filha indesejada (acidentes acontecem), essa sou eu! e, nessa hostória, qualquer semelhança é mera coincidência (not)!
Ela foi embora, pegou suas coisas e sumiu no mundo! Lembro de algumas vezes em que estive com ela e, nenhuma delas é uma lembrança agradável. Mulher fria, interessada em pensão do ex-marido que havia ficado com a guarda dos três filhos. Não lembro de manifestação de afeto, carinho, palavras amáveis, elogios. Lembro da ângustia que sentia quando ia encontrá-la.
Meu pai, homem bom! Um pai perfeito! Fazia de um tudo pelos filhos! Sempre muito presente, cozinhava, lavava e passava! Um super homem, respeitado em seu trabalho, delegado, rígido na educação dos filhos. Perfeito mesmo! Quem tem um pai como ele não precisa de mãe!
Ele casou-se e eu ganhei uma mãedrasta e dois irmãos caçulas. Uma mulher linda, carinhosa, dedicada, trabalhadora, um exemplo!
Mas sempre que me perguntavam da minha mãe biológica a resposta era a mesma: "Não sei, mas foi o melhor que ela fez por mim!". E foi! Tive todas as oportunidades que ela jamais me ofereceria, tive amor e carinho que ela não conseguiria me dar.
Mas, durante toda minha vida eu a odiei! Sempre! Eu odiava por ela ter me rejeitado, por nunca ter me ligado, por não querer saber de mim ou da minha vida!
Certa vez, quando eu estava com 22 anos, ela ligou! A tratei mal, disse que ela não era minha mãe e desliguei o telefone. Antes, ela me disse que sabia que eu fazia faculdade, era professora, estava namorando e feliz. Senti mais ódio ainda, porque se ela sabia de tudo aquilo, porque nunca me ligou? Porque nunca fez contato?

Há três meses me descobri grávida de um terceiro filho! Gestação não planejada, um susto! E, pela primeira vez em minha vida, senti remorso e comprendi minha mãe biológica! A vida não acontece como queremos!
E, temos dois caminhos a seguir. O da força de encarar os problemas, as adversidades, as conbeanças e os inúmeros momentos de desespero ou o da fraqueza em ue a fuga se torna tentadora!
Ela fugiu! Foi embora sem olhar para trás...

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Os brindes que ganhei hoje...

Hoje vi a obstetra que solicitou meus exames pré-natal pela primeira vez! Foi um encontro inesquecível!
Ela gostou tanto de mim que me deu alguns brindes!
De cara, ao saber que essa é minha terceira gestação e que minhas duas filhas entraram nesse mundo por cesárea, ganhei uma vale laqueadura! Afinal, segundo ela, eu não posso nem pensar em ter mais filhos, com meu útero retalhado assim.
A lista de brindes não pára por aí! Ela foi tão generosa, que me ofereceu a possibilidade de marcar a cesárea já (com 12 semanas de gestação) para o dia 19 de dezembro (a DPP é 26) para que eu pudesse passar o Natal com as minhas filhas! Owmmmmm, um doce!
E, ainda na lista de brindes, ganhei uma plástica na minha cicatriz, afinal ela é horrível!
Lógico, que para ganhar tudo isso a mãezinha tem ue fazer a "lição de casa": - passar protetor todos os dias sem falta; - usar creme (o que ela me deu uma amostra grátis de preferência) todos os dias para não ter nemhuma estria; - tomar as vitaminas todos os dias.

Agora, cá estou eu, desolada! Ingrata não??? Tantos mimos e eu infeliz por querer muito um parto natural!
Sou uma pessoa horrível, pois queria muito que esse bebê tão desejoso da vida, entrasse nesse mundo capitalista e cruel de forma amorosa, no tempo dele, pela melhor via de nascimento.
Meu sonho???
Que esse bebê nasça em casa, no aconchego da nossa casa! Cercado do amor da família dele, amparado pelo pai! Que receba todo o sangue que a ele é destinado pelo corte do cordão somente uando parar de pulsar e, que depois do trabalho de parto ele mame e descanse, aconchegado comigo na nossa cama!
Que sonho cruel! Pelo que ouvi hoje, 0,5% de chance de alguma complicação parece algum muito mais relevante do que 3% de chance de morrer com uma hemorragia uterina.

O mundo está ao contrário e ninguém reparou????

Neste sabado e domingo acontecerá em várias cidades do Brasil a Marcha pelo Parto em Casa grupo<\a>

verifique se acontecerá na sua cidade e participe! Nossos bebês merecem nascer com amor!

sábado, 9 de junho de 2012

A mãe que tenho me tornado...

Alguns assuntos a respeito da maternidade são um tanto polêmicos. A forma como eu materno minhas crias é muito diferente da forma que muitas outras mulheres cuidam das suas.
Quando a Dani nasceu, há seis anos, eu seguia um fluxo de massa. Muitas vezes senti ou pensei diferente, mas todo mundo fazia assim, porque eu faria diferente?
Quando ela tinha seus dois anos eu compreendi coisa. Entendi vazios e escolhas. Há quatro anos me tornei uma mãe maternal, que olha, sente, tenta ouvir e se ouvir. Que questiona e nada contra a corrente. Não é fácil, gasta muita energia, demanda tempo e paciência com as mãezinhas que se sentem julgadas quando faço alguma afirmação baseada em evidências, principalmente no quesito amamentação e parto (tive duas cesáreas!?). Mas, hoje, entendo que a revolta das mãezinhas é pela falta de esclarecimento das decisões que elas não puderam/quiseram tomar. Já fui assim!
Desenvolver o maternar foi maravilhoso, mas não é fácil! Porque lidamos com respostas que saem do comum! Quando preciso chamar a atenção das meninas, tenho que estar completamente presente e consciente de que tudo o que for dito ficará marcado de uma forma boa ou ruim, depende da abordagem.
Ainda tenho muitas falhas! Preciso brincar mais com as meninas, me entregar, ouvi-las de coração aberto, sem pré-conceitos ou julgamentos, apenas crianças! Preciso ter mais paciência, e criar mais com elas!
Espero um dia olhar para as meninas e sentir que elas são pessoas mais humanas, sensíveis e que não são mais excessões na multidão!