segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Essas pessoinhas...

...Que chegam em nossa vida sem serem convidadas. Que chegam abalando, causando, provocando todos os sentimentos controversos...
Essas pessoinhas que amamos acima de tudo...

Há onze dias ela chegou, sem fazer cena, sem melindres. Simplesmente chegou, antes do esperado. Acho que ela entendeu quando postei no Facebook "Mala da Catarina pronta!"e resolveu que queria olhar pessoalmente o que a mãe tinha preparado para ela.
Acho que resolveu que não queria participar da Feira de Natal dentro da barriga, ou que queria era ver de pertinho a apresentação da Daniela do circo.
Essa é a Catarina, minha guerreirinha que desde o primeiro momento em minha vida, causou...
Causou medo, tristeza, pavor, susto, e... ALEGRIA! Demorou, mas nos entendemos e nos aceitamos e hoje, nos amamos muito! Como pode um amor infinito multiplicar por três, assim... Simplesmente aumenta, chega a doer de tanto amor!

Era madrugada de quarta-feira, dia 28 de novembro. Acordei e fui fazer xixi. Senti muita dor e avisei ao Dani que poderia ser outra infecção urinária. Disse que ligaria para a médica e pediria uma guia para exame. Voltei a dormir, mas acordei às 6h à mil. Arrumei a cozinha para o café, arrumei a cama, ajeitei a casa... Quando comecei a sentir muita dor na lateral esquerda das costas. Tinha certeza que era rim e liguei pro Dani voltar do trabalho na hora, pois eu estava tendo vertigens de dor. As meninas acordaram bem nessa hora e, a minha mocinha, Daniela, correu se trocar e colocar o crocs na Alice, pegou pãozinho e deu pra Alice também. Eu já não pensava mais, só urrava de dor. Tinha contrações sem nenhuma dor, mas a dor nas costas já tinha irradiado para a barriga. A Daniela me disse "mãe, vou abrir a porta e se você desmaiar eu vou chamar os visinhos!". Nossa, ela amadureceu em minutos.

Quando o Daniel chegou, me levou para o carro e uma moça ajudou a descer as meninas. Eu pedi para ir ao Hospital Santa Cruz, mas a dor era tanta que mudei de idéia e pedi que fossemos ao Nossa Senhora das Graças por ser mais perto. A partir daí eu tenho flashs. A médica que me atendeu era grosseira, me mandou parar de gritar durante o toque porque não adiantava. Ela pediu o contato da minha médica (aquela querida que me deu o pacote cesárea eletiva + laqueadura), falei o nome e ela conseguiu o contato - PS: Eu só tinha celular e carteira na mão porque a Daniela pegou para mim antes de sair de casa. Lá a UTINeo estava lotada e, caso fosse necessário não teria como alojar a Catarina.
A médica mandou que fossemos para a Maternidade Nossa Senhora de Fátima, pois ela deixaria de sobreaviso que eu estava indo para lá e aí... Lembro de pouca coisa.
Eu, em alguma sala, em algum momento me vi sozinha e liguei para minha mãe.
Em algum momento, foi visto que eu estava em trabalho de parto, sem dilatação e com uma dor que não era normal.
Em algum momento eu senti uma dor imensurável quando ouvi que teria que fazer a cesárea para poder me tratar...
E de repente uma dor, uma queimação, a anestesia descia pelo meu corpo como ácido, senti ela passando pelas minhas veias... Foi horrível! Eu chapei, não parecia eu, meu corpo... E, em algum momento o anestesista me ergueu e via aquela cabecinha pequenininha, redondinha, com pouco cabelo (meu parâmetro é a Dani que nasceu com os cabelos que tem hoje). E então, eu vi a Daniela no corredor do quarto me dando as boas vindas e contando que a Catarina era linda e ela estava muito feliz!
Então, entrou o pediatra avisando que ela seria removida para a UTI pois estava com dificuldade para respirar. Chorei muito! Sempre disse que não tinha vocação pra mãe de UTI, que minhas bebês tinham é que ficar embaixo da minha asa desde sempre! Mas... Novamente minha vida e das minhas filhas estava fora do meu controle! E só me restava chorar muito!
Consegui conhecer minha atrevidinha às 23h, depois de tomar banho, com muita dor, muito sofrida! Chorei rios, cantei e ela dormiu segurando meu dedo e ouvindo o hino que eu e a Daniela ensaiamos para sua chegada: "Bem vindo meu novo ser, cercado de proteção. De tanto amor, tanta Paz dentro do meu coração. É como se eu tivesse esperado toda vida pra te embalar!" Mas, o máximo que eu podia era colocar a mão sobre ela. Então, a enfermeira me lembrou que estava fora do horário e que eu deveria sair. Doeu muito sim! Não descansei, estava com muita dor, no corpo e na alma!
No dia seguinte, respeitando os horários de visitas, fui ver minha pequena. Estava com os cabelinhos raspadinhos, com um acesso na cabecinha, com os bracinhos, mãozinhas, pézinhos, pescocinho roxos, tudo furadinho... Ai, como doeu! Ela estava com a sonda alimentar e dormindo. Nossa, como chorei! Não podia pegar no colo, cheirar... Só ollhar e acariciar pelos buracos do berço. E assim, passamos o segundo dia. No terceiro dia, consegui o direito de pega-la no colo e, a tarde, era a visita dos irmãos. A Dani olhou para ela, acariciou, cantou nosso Hino e disse "Mãe, como a gente fala quando quer chorar dde feliz? Que está?" "Emocionada, Filha!" "É, estou emocionada! Ela é linda" e, ouvindo a voz da irmã, Catarina (lembram que ela veio para causar...) arrancou a sonda alimentar! E, para a minha felicidade, a enfermeira que me via chorar o tempo todo, perguntou se eu queria amamentar! E... Foi lindo! Ela sugou forte! Mamou como um bebê de 40 semanas, mamou bastante e recusou o complemento! Avisei que voltaria em todos os horários de amamentação para amamentar mas... Se eu atrasasse cinco minutos, ao invés das enfermeiras ligarem perguntando por mim no quarto, elas davam MAMADEIRA com NAN pra minha pequena! Isso aconteceu três vezes. No mesmo dia ela foi colocada na Fototerapia (icterícia ABO) e a acesso foi fechado. Ela ficou dois dias na UTINeo fazendo fototerapia. Quando surtei! Falei que queria ela no quarto comigo, que pelo Estatuto da criança e do adolescente nos duas tínhamos o direito de ficar juntas e que eu não ficaria indo com horário marcado amamentar. No sábado, recebi alta e consegui que colocassem ela no quarto comigo. Aí...
A recepção do hospital ligou algumas vezes no meu quarto, dizendo que eu tinha que ir acertar minha alta pois tinha uma cobrança de R$1500,00 de honorários médicos e que eu tinha que pagar em dinheiro ou cheque, se eu não pagasse eles não me dariam alta e eu teria que pagar diárias do hospital (que incluiam quarto, enfermagem...) e minha bebê continuaria "como se estivesse na UTI". Lógico, o plano continuaria cobrindo a UTI mas não cobria mais o quarto que sairia mais barato! Pagamos contrariados por N razões, mas principalmente porque esse valor era devido à médica e não ao hospital. Bem, tudo certo, Daniel foi dormir com as meninas em casa, pois elas estavam muito carentes! Eis que, 1h da madrugada entra um segurança em meu quarto perguntando se estava tudo bem, pois estava chovendo MUITO! Cinco minutos depois o quarto desabou na minha cabeça, chovia cachoeira no quarto, foi o tempo de tirar a mochila com o ipad da cama e chover por tudo. Sai pedindo ajuda e imediatamente chegou uma enfermeira com uma chave de quarto para me realocar com a Nina (e ela mamando). Esperei que elas voltasse e levasse minhas coisas e fui para o novo quarto.
Sabe aqueles quartos de hospital de filme de terror? Azulejos azuis, torneiras antiquissímas, box plástico, armário sem prateleiras, alto sem ter como guardar as coisas, uma cadeira de churrasco sem braço, a cama chiava quando eu apertava o botão para subir ou descer.O "bercinho" era de ferro, muito estranho... Um horror. Na mesma hora liguei na recepção e pedi para mudar de quarto, pois estava sozinha, com muita dor e no banheiro não tinha barras de apoio e no quarto não tinha cadeira segura para apoiar meu peso. Fui informada que não tinha outro quarto mas que no dia seguinte era para tentar novamente. No dia seguinte, fui falar com a pediatra que viu que Nina estava muito amarelinha e retornaria para a Foto. Avisei que queria ela no quarto e que se o hospital não me trocasse de quarto eu pediria remoção para o Santa Cruz, pois lá tinha estrutura para alojamento conjunto. Isso começou as 9h da manhã. Depois de muito stress, fui trocada de quarto às 21h, após ouvir das enfermeiras do corredor "As mães vem pro hospital querendo que seja hotel cinco estrelas"e uma outra no telefone dizendo "Não sei o que tá ruim no quarto, ela quer trocar por outro melhor, sei lá!"...
Fomos para o novo quarto, pequeno mas aconchegante e seguro e lá passamos a noite mais tranquila de todas, com Nina ao meu lado! No dia seguinte, depois de estar bem branquinha e ganhando 35g só mamando na mamis, ela recebeu alta! E eu, recebi o melhor presente de todos, muitos elogios da pediatra!

Hoje, onze dias depois ainda resolvo problemas com o hospital, e com certeza não deixarei passar impunemente todo o stress que passei no momento em que eu precisava de paz! E, em casa com minhas três meninas e meu amor, comemoro os 2cm que minha pessoinha ganhou nesses dias e seus 77g ganhos por dia!

Viva minha Catarina, essa menininha forte de tudo!

sábado, 29 de setembro de 2012

E fez-se a luz!

Hoje, 29 de setembro, se tornou um dia histórico na minha vida familiar!
Completamos exatamente um mês de Família Fly! RSRSRS
Pode parecer bobeira, mas de verdade, mudou nossas vidas! E resolvi, depois de um mês, compartilhar algumas dicas bem úteis e práticas, que podem ser aplicadas em qualquer lar!
Bem, comecei com o básico. A primeira dica do grupo é deixar a pia brilhando, a da cozinha e a do banheiro. Simples e que faz uma baita diferença. Aqui lavo a louça em três momentos apenas: Café da manhã, almoço e jantar. No restante do dia, só lavo se inventar alguma coisa que junte louça, senão deixo para lavar tudo de uma vez.
Depois, estabeleci uma rotina para o período da manhã. Essa rotina é sagrada, até porque o dia transcorre mais tranquilamente se resolver essas coisinhas cedo! Eu levanto, arrumo a cama, troco a roupa, troco as meninas, arrumo a cama delas e venho tomar café e dar café para elas. Nessa sequencia! Assim, ganho um tempo enorme, caso precise fazer algo fora do planejamento como ir até a rua (já estou trocada e elas também!). Depois lavo a louça (tarefa que não demora mais de 10 minutos), reservo 15 minutos (cronometrados no timer) para guardar TUDO que está fora do lugar em seu lugar, espano o pó, passo aspirador e limpo o vaso sanitário. Pronto, a casa está limpinha e prontinha para receber visitas!
Outra super dica, faca listas de TUDO! De compras, tarefas diárias, tarefas semanais... TUDO! Pose não parecer, mas é pior um papel escrito por você te encarando na sua geladeira ou no seu painel do que alguém te cobrando alguma tarefa que você vai esquecer! No papel você anota tudo e vai riscando à medida que vai concluindo cada tarefa! Dá uma satisfação riscar as tarefas cumpridas! Eu fiz algumas listas que acompanho diariamente: faço lista de compras e só vou ao mercado com ela, lista de limpeza diária para conferir se fiz tudo o que tenho que fazer todos os dias, limpeza semanal, limpeza mensal e limpeza sazonal. Faço minhas listas no domingo e já defino uma data para executar a tarefa. É uma cobrança que funciona muito bem!
E, por fim, defini um mantra que aprendi no grupo: "Não queira arrumar, limpar e organizar tudo na sua vida de uma vez, ela não se tornou um caos de um dia para o outro!". Por isso, diariamente executo alguma tarefa mais pesada e que protelei ao máximo nos últimos tempos! Por exemplo: Limpei todos os armários e gavetas da cozinha, lavei as janelas do apartamento todo, joguei e doei muitas coisas que não tinham lugar (o que não tem lugar é entulho!)... Enfim, defini metas e as segui!
Não, não é fácil, exige força de vontade e muita dedicação! Eu aprendi a focar minha vida, foco é tudo! E, hoje, parece que tudo está fluindo! Tarefas chatas que eu odiava, acabei incorporando na minha rotina e não durmo sem elas!

É isso! Boa sorte para você que vai iniciar o mundo fly! Ele funcionou comigo, por isso acredito que irá funcionar com todos!

Beijos

domingo, 23 de setembro de 2012

Das lutas solitárias pelos filhos...

Ai, ai... Momento reflexão...

Como é IMPOSSÍVEL seguir o que acreditamos nesse mundo. E vou contar, dói! Dor física mesmo, você ver um filho seguindo o curso da massa, sem pensar, simplesmente porque todo mundo faz/pensa assim.
O pior é sem suporte nenhum, sozinha, argumentando e se sentindo a "mãe de merda", que por desejar que o filho seja questionador, se auto-observe desde pequeno para, no futuro ter consciência de suas escolhas, acaba tendo que tomar atitudes/decisões que o ferem.
E, hoje, fiquei pensando na merda do consumismo. Na merda do valor estético. Na merda do mundo mesmo. Uma criança de seis anos que acredita que PRECISA combinar roupas, calçados, presilhas... Que mundo é esse? 
Posso fechar minhas crias na minha bolha? Porque juro, dói isso. Ouvir esses argumentos da minha filha. Principalmente, porque eu defendo que criança e consumo não combinam e não deveriam nem se conhecer, por acreditar que a sociedade que deveria proteger está transformando minha filha em mais uma consumidora compulsiva. Que estará individada antes de receber o primeiro salário, que vai gastar mais do que ganha.
E, aí entra a "mãe de merda", porque mesmo explicando, argumentando contra essa compulsão, argumentando contra esses valores deturpados, falsos, não tenho força diante da força do consumo. Que coisa triste, não? A voz de uma mãe não tem nenhum valor ou força, mas os apelos consumistas agem como lavagem cerebral, com poucas palavras ou imagens fazem a criança acreditar que ela será pior que as outras se não tiver, comprar, combinar, comer...
E, aí, hoje passei o dia mal. Me sentindo hipócrita.
Essa semana uma das lições de casa era "O que é sustentabilidade?". Difícil definir, mas usei alguns exemplos, o das fraldas biodegradáveis que compramos, o uso e reuso de roupas e calçados por elas e pela prima, o fato de cuidarmos da nossa casa. E, expliquei que ter o que precisamos é sustentabilidade, mais que isso é exagero e gasto desnecessário. E...
Que teoria linda! Mas, infelizmente, não podemos colocar em prática! A sociedade, a mídia, o consumo, a escola, quem deveria proteger a infância, não permite! Porque julga uma criança de SEIS ANOS por não seguir esse ou aquele apelo consumista.

"O que está acontecendo? O mundo está ao contrário e ninguém reparou?". 

Conversei muito com a Dani, expliquei muita coisa para ela. Ela chorou muito, ficou muito triste.
E eu também, chorei e estou aqui, desolada, cansada dessa luta! Porque sozinha, já me senti derrotada!
Mas não vou desistir, porque acredito que um dia, nem que demore, ela vai se questionar! Ela vai olhar além da beleza, da competição e ver pessoas, mundo, natureza, amor...
Um dia...

domingo, 16 de setembro de 2012

Primeira Feira do Empreendedorismo Materno de Curitiba

Vou contar, ou recontar minha história pós Alice.
Quando me descobri grávida da minha Alice, decidi que era mais do que hora de me dedicar às minhas meninas integralmente. Daniela sempre mostrou que era importante para ela que eu estivesse perto, mas $problemas$ me impediam de largar tudo e maternar minha filhota mais velha. Me enchi de coragem e joguei tudo (quase nada) para o alto, decidi cuidar da minha família!
Ao final da gestação, surgiu a oportunidade de compra da Carinho de Pano. Negociamos muito, e, quando a Alice tinha quatro meses, fechamos o negócio. Eu e uma amiga que eu adoro, que ainda não é mãe mas acredita no potencial do sling, compramos a empresa! De cara, muito trabalho, horas sem dormir e, entre uma mamada e outra, entre um lanche, um almmoço, um cafuné e um cheiro, muito trabalho!
Finalmente eu me realizava! Estava plenamente feliz, afinal estava trabalhando e maternando minhas filhas, cuidando da casa e do marido, tudo em tempo integral! Claro, inexperiente, foram muitas dificuldades. Hoje estamos colhendo muitos frutos lindos na empresa! Parceirias, clientes que gostaram tanto dos produtos que se tornaram assíduos, clientes que gostaram tanto das ideologias da empresa que se tornaram grandes amigos e pessoas que se despiram de muitos preconceitos e apoiaram nossas causas! Lindo de ver e viver!

Mas, esse post, além de situar acerca do início da Carinho de Pano em minhas mãos, veio com um lindo convite!
Acontecerá em Curitiba no dia 22 de setembro de 2012 a PRIMEIRA FEIRA DO EMPREENDEDORISMO MATERNO DE CURITIBA. Um evento lindo, no qual mulheres que optaram por maternar e desenvolver diferentes estilos de atividades remuneradas estarão reunidas em um espaço aconchegante, contando suas histórias, divulgando seus produtos e serviços.
Convido todos a prestigiar esse evento que, acredito, ser o primeiro de muitos!

Beijos


terça-feira, 11 de setembro de 2012

E hoje foi dia de copinhos de tomate recheados

E, como já contei em outro post, terça é dia de aula particular de matemática com a Vovó aqui em casa. E, faz algumas aulas que a Dani tem curtido de monte! Agora ela tem se familiarizado com os números (pavor da mamãe) e isso tem ajudado muito!
Há uns quinze dias, a vovó me perguntou o que fazíamos em casa para apresentar a ela os números e, choquei quando minha resposta foi NADA! Pois é, temos números em tudo, mas para nós, adultos, tudo se tornou tão banal que não damos a esses carinhas a real importância que eles tem! Então, resolvi que incorporaria em casa alguns métodos de colocar os números na vida das meninas diariamente. Não tem sido fácil, é trabalhoso, mas como já defendi milhões de vezes aqui, não quero só ter filhos, quero ser mãe, maternar e garantir o melhor para as meninas. E, essa dedicação tem se mostrado o melhor caminho!
E, eis que para hoje, eu tinha programado que faríamos a receita dos Copinhos de Tomates Recheados com Ovos, afinal de contas, para que serve o Facebook, senão para nos mostrar coisas supimpas! Amei a receita e decidi que era bem simples pra Daniela mandar ver!
Avental vestido, lá vamos nós separar e contar os ingredientes! Vou contar em detalhes, pois acho que para quem procura métodos de trabalhar matemática em casa, é uma mão na roda!

- Comprei duas bandejinhas com quatro tomates orgânicos cada. Na receita que fizémos em casa, coloquei que precisaríamos de seis tomates e a Dani calculou quantos de cada bandeja tiraríamos (ela está aprendendo na escola e com a Vó diferentes formas de formar um mesmo número). "Vamos usar todos de uma bandeja e dois da outra mãe, os outros dois que sobram pode guardar!" #morrideorgulho
- Na receita coloquei seis fatias de queijo muzzarela, mas expliquei que como as fatias eram muito grandes teríamos que diminuir, mas que precisávamos de seis ainda assim. Sugeri cortar e ela disse: "Mãe, corta três fatias ao meio, assim fica seis menores!" #morrideorgulho Ela cortou as fatias e deixou separadinhas.
- Expliquei que precisávamos de uma colher de sopa para medir a manteiga temperada e ela correu pegar a colher e medir no nosso "medidor".
- Seis ovos separados, hora de começar!
- A Dani lavou os tomates, eu cortei as tampas, tirei os recheios (sementes), colocamos os ovos dentro, temperamos e levamos ao forno. Enquanto os ovos assavam, a Daniela copiou a receita para seu "Primeiro Caderno de Receitas". Decidimos que amanhã faremos uma macarronada com os recheios dos tomates (desperdício mínimo!).
- Tirei os tomates do forno e ela colocou as fatias de queijo sobre cada um, e depois o queijo ralado (uma colher de SOPA). Voltamos os tomates ao forno! "Nossa mãe, o cheiro está delicioso e minha barriga roncou!"
- Bem, como o papai se atrasou, tivémos que enrolar um pouco! Logo que o queijo dourou, desliguei o forno, já tinha preparado torradinhas para acompanhar e fizémos um suco natural de laranja para estreiar nossa nova jarra de vidro (ninguém merece jarra de plástico!).



 Eis que nosso almoço ficou leve, nutritivo e delicioso! Feito pelas mãozinhas mais delicadas desse mundo!
















Beijos!!!!!!

domingo, 2 de setembro de 2012

Aprendendo a ensinar!

Faz uma semana que meus dias tem sido mais que especiais! Na sexta passaada participei de um encontro de mães empreendedoras, mediado pela Lênia Luz do blog Empreendedorismo Rosa. Ouvi muitas histórias de mulheres seguindo profissionalmente adaptações para conciliar maternidade X trabalho. Foi maravilhoso! Mas, o mais legal foi uma dica da Lênia: se informar sobre o programa Fly que auxilia na organização da casa em todos seus aspectos (financeiro, alimentar, de limpeza...).
Na mesma noite pesquisei e encontri o grupo do Yahoo no Brasil. Desde então tenho seguido o grupo e aplicado as técnicas na minha casa! O resultado é inacreditável! Organização, limpeza, astral! Tudo!
E, desntro dessa organização, tem sobrado tempo para fazer coisas com as minhas meninas.
Hoje cedo fomos ao Bosque do Papa e depois voltamos para preparar o almoço. O prato seria panqueca e, como a Daniela tem tido dificuldade em matemática (história para outro post), a vó (que está trabalhando com ela duas vezes na semana) sugeriu que ela preparasse receitas para ver como os números estão em todos os lugares.
Foi uma delícia! Comparamos os tamanhos das colheres, as desenhamos para que ela pudesse ver qual colher usar nas receitas, contamos quantas colheres de faronha cabiam dentro de um copo americano, medimos quantos mLs tem um copo americano e contamos quantas panquecas conseguimos fazer com a nossa receita. O resultado foi de muitas panquecas deliciosas e um caderno de receitas que escrevenos na primeira folha "Meu Primeira Caderno de receitas". Ela amou! Fazia tempo que não via a Dani se dedicar a algo como
hoje, concentrada, caprixosa! Adorei! Agora vou pensar na próxima receita para o cadernonho dela e decorar para que, como ela mesma disse "possa usar para cozinhar para os filhos dela!" ...
#morrideamor

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

O amor tarda mas não falha

E cá estamos nós, no auge das 23 semanas de gestação. E eu, na porta da escola, esperando minha menina sair da aula de circo, com Alice dormindo na cadeirinha do carro e sentindo a Nina (Catarina) chutar o ipad.
E, pela primeira vez, desde que as duas tirinhas vermelhas me surpreenderam, me sinto plena e feliz! Parece ue agora, estou "preparada" para ser mãe de três. Agora ue sinto os fortes chutes da Nina, agora que Alice já nos deu seu primeiro susto de sapequice (ela enfiou uma miçanga no nariz e tive ue rodar hospitais para achar um que tirasse o adereço do nariz dela) e agora que eu e a Daniela entramos em acordo com o nome.
E, agora estou preparada para pensar estruturalmente na nossa casa, na nossa vida pós Nina! A minha sensação é que será mais do mesmo, sem muitas novidades, a não ser um lindo parto e mais uma linda vida ue virá me encantar com um sorriso banguela cheirando leite que eu tanto amo!
Agora, é só esperar que minha caçulinha chegue, cheia de amor e doçura!
Que seja bem vinda minha Catarina!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

A ditadura do parto!

Em uma atitude desesperada e arbitrária, o Cremerj (Conselho Regional de Medicin do Rio de Janeiro) proibiu a entrada de doulas ou pessoas sem formação na área da saúde para auxiliar as gestantes em trabalho de parto, bem como proibiu que médicos assistam partos domiciliares.
Depois desse tiro no pé ue o Cremerj deu, é lógico que as maiores interessadas no assunto, as mulheres, estão novamente se unindo para lutar pelo direito de ter uma doula emaeu trabalho de parto e, novamente para gritar seu direito de escolha do locar do parto! Novamente mulheres irão às ruas gritar "Ueremos humanização no parto!".
O movimento acontecerá em diversas cidades do país dia 5 de agosto! Assim ue souber os locais e horários de cada cidade posto aqui!
Eu apoio!

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Minha mãe foi embora sim, por quê?

Não lembro o porque, sei que fui uma das razões. Hoje, sei que ela não estava feliz e digo que maternidade não é sinônimo de felicidade!
Terceira filha indesejada (acidentes acontecem), essa sou eu! e, nessa hostória, qualquer semelhança é mera coincidência (not)!
Ela foi embora, pegou suas coisas e sumiu no mundo! Lembro de algumas vezes em que estive com ela e, nenhuma delas é uma lembrança agradável. Mulher fria, interessada em pensão do ex-marido que havia ficado com a guarda dos três filhos. Não lembro de manifestação de afeto, carinho, palavras amáveis, elogios. Lembro da ângustia que sentia quando ia encontrá-la.
Meu pai, homem bom! Um pai perfeito! Fazia de um tudo pelos filhos! Sempre muito presente, cozinhava, lavava e passava! Um super homem, respeitado em seu trabalho, delegado, rígido na educação dos filhos. Perfeito mesmo! Quem tem um pai como ele não precisa de mãe!
Ele casou-se e eu ganhei uma mãedrasta e dois irmãos caçulas. Uma mulher linda, carinhosa, dedicada, trabalhadora, um exemplo!
Mas sempre que me perguntavam da minha mãe biológica a resposta era a mesma: "Não sei, mas foi o melhor que ela fez por mim!". E foi! Tive todas as oportunidades que ela jamais me ofereceria, tive amor e carinho que ela não conseguiria me dar.
Mas, durante toda minha vida eu a odiei! Sempre! Eu odiava por ela ter me rejeitado, por nunca ter me ligado, por não querer saber de mim ou da minha vida!
Certa vez, quando eu estava com 22 anos, ela ligou! A tratei mal, disse que ela não era minha mãe e desliguei o telefone. Antes, ela me disse que sabia que eu fazia faculdade, era professora, estava namorando e feliz. Senti mais ódio ainda, porque se ela sabia de tudo aquilo, porque nunca me ligou? Porque nunca fez contato?

Há três meses me descobri grávida de um terceiro filho! Gestação não planejada, um susto! E, pela primeira vez em minha vida, senti remorso e comprendi minha mãe biológica! A vida não acontece como queremos!
E, temos dois caminhos a seguir. O da força de encarar os problemas, as adversidades, as conbeanças e os inúmeros momentos de desespero ou o da fraqueza em ue a fuga se torna tentadora!
Ela fugiu! Foi embora sem olhar para trás...

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Os brindes que ganhei hoje...

Hoje vi a obstetra que solicitou meus exames pré-natal pela primeira vez! Foi um encontro inesquecível!
Ela gostou tanto de mim que me deu alguns brindes!
De cara, ao saber que essa é minha terceira gestação e que minhas duas filhas entraram nesse mundo por cesárea, ganhei uma vale laqueadura! Afinal, segundo ela, eu não posso nem pensar em ter mais filhos, com meu útero retalhado assim.
A lista de brindes não pára por aí! Ela foi tão generosa, que me ofereceu a possibilidade de marcar a cesárea já (com 12 semanas de gestação) para o dia 19 de dezembro (a DPP é 26) para que eu pudesse passar o Natal com as minhas filhas! Owmmmmm, um doce!
E, ainda na lista de brindes, ganhei uma plástica na minha cicatriz, afinal ela é horrível!
Lógico, que para ganhar tudo isso a mãezinha tem ue fazer a "lição de casa": - passar protetor todos os dias sem falta; - usar creme (o que ela me deu uma amostra grátis de preferência) todos os dias para não ter nemhuma estria; - tomar as vitaminas todos os dias.

Agora, cá estou eu, desolada! Ingrata não??? Tantos mimos e eu infeliz por querer muito um parto natural!
Sou uma pessoa horrível, pois queria muito que esse bebê tão desejoso da vida, entrasse nesse mundo capitalista e cruel de forma amorosa, no tempo dele, pela melhor via de nascimento.
Meu sonho???
Que esse bebê nasça em casa, no aconchego da nossa casa! Cercado do amor da família dele, amparado pelo pai! Que receba todo o sangue que a ele é destinado pelo corte do cordão somente uando parar de pulsar e, que depois do trabalho de parto ele mame e descanse, aconchegado comigo na nossa cama!
Que sonho cruel! Pelo que ouvi hoje, 0,5% de chance de alguma complicação parece algum muito mais relevante do que 3% de chance de morrer com uma hemorragia uterina.

O mundo está ao contrário e ninguém reparou????

Neste sabado e domingo acontecerá em várias cidades do Brasil a Marcha pelo Parto em Casa grupo<\a>

verifique se acontecerá na sua cidade e participe! Nossos bebês merecem nascer com amor!

sábado, 9 de junho de 2012

A mãe que tenho me tornado...

Alguns assuntos a respeito da maternidade são um tanto polêmicos. A forma como eu materno minhas crias é muito diferente da forma que muitas outras mulheres cuidam das suas.
Quando a Dani nasceu, há seis anos, eu seguia um fluxo de massa. Muitas vezes senti ou pensei diferente, mas todo mundo fazia assim, porque eu faria diferente?
Quando ela tinha seus dois anos eu compreendi coisa. Entendi vazios e escolhas. Há quatro anos me tornei uma mãe maternal, que olha, sente, tenta ouvir e se ouvir. Que questiona e nada contra a corrente. Não é fácil, gasta muita energia, demanda tempo e paciência com as mãezinhas que se sentem julgadas quando faço alguma afirmação baseada em evidências, principalmente no quesito amamentação e parto (tive duas cesáreas!?). Mas, hoje, entendo que a revolta das mãezinhas é pela falta de esclarecimento das decisões que elas não puderam/quiseram tomar. Já fui assim!
Desenvolver o maternar foi maravilhoso, mas não é fácil! Porque lidamos com respostas que saem do comum! Quando preciso chamar a atenção das meninas, tenho que estar completamente presente e consciente de que tudo o que for dito ficará marcado de uma forma boa ou ruim, depende da abordagem.
Ainda tenho muitas falhas! Preciso brincar mais com as meninas, me entregar, ouvi-las de coração aberto, sem pré-conceitos ou julgamentos, apenas crianças! Preciso ter mais paciência, e criar mais com elas!
Espero um dia olhar para as meninas e sentir que elas são pessoas mais humanas, sensíveis e que não são mais excessões na multidão!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Momentos de reflexão...

Bem, a necessidade de escrever, desabafar, os inúmeros acontecimentos dos últimos tempos, muitas dúvidas e questionamentos... Estou de volta! Esse ano tem sido de sucesso! Muitas coisas boas acontecendo, estabilidade $ é tudo de bom, amor, filhos... Pois é, muitos filhos. Está à caminho mais um descendente do Clã Ivanike Isolani! Estou grávida de 9 semanas. Uma gravidêz nada planejada que gerou uma série de sentimentos contraditórios. Mas o tempo... Sempre ele! Tem dado conta de baixar a poeira e deixar à vista as belezas de se ter três filhos. E agora, tudo começa novamente, mas diferente do que foi a gestação da Dani e da Alice. Uma Lu mais madura, forte, decidida, empoderada será a genitora desse novo bebê. E, junto com a descoberta da gravidez, veio um diagnóstico de descolamento da placenta, que me rendeu muitos dias de repouso absoluto. Simmmmmmm, estou me vendo louca! Pensa em uma pessoa que não pára o dia todo, trabalha, puxa a filharada para cima e para baixo, faz mercado, anda muito, de repente deitada o dia todo. Complicado né! Mas nada impossível! Minha sogra, minha cunhada e minha tia têm me dado todo o apoio e suporte de que eu preciso para aguentar firme esse momento! Marido está se vendo louco, fazendo a parte dele e a minha (que é muito maior que a dele)! Mas... Entre mortos e feridos se salvarão todos! Mas meu desabafo é pelo direito de sentir. Como é difícil se deixar sentir. E como é difícil as pessoas aceitarem que você sente. Esses dias li um post da Alessandra Pilar sobre as dificuldades de parecer a gestante do comercial de margarina que TODAS aparentam ser. Tá... Tenho duas filhas e planos, muitos planos para o próximo ano. De repente estou grávida no acidente, tendo que adiar por mais MUITO tempo meus planos, cuidando de três filhos, administrando mais uma vida. Sim, tem tudo de lindo que um filho trás, amor, carinho, cheiro, amamentação... Mas até chegar lá existe o luto das perdas. E por que cargas d'água não podemos viver esse luto? Nossa, só não fui apedrejada em praça pública por ser gestante, mas fui muito julgada por não estar transpirando felicidade como as mães da Meu Bebê. Claro que sei que dou conta, claro que sei que tudo se ajeita, mas eu posso sofrer pelo que mudou? E, pela primeira vez, me permiti sentir! Chorei muito, sofri muito, fui enchovalhada de críticas (afinal, nessa sociedade machista e misógina, a culpa por uma gravidez não desejada é da mulher) e, ainda lido com a revolta de alguma(s) pessoa(s). Ok! O fato é que esse comrtamento além de me fazer muito mal e me deixar triste, não vai mudar o fato de que estou grávida! Hoje, meu maior sofrimento é esse repouso absoluto mais que necessário, que me faz ficar longe das minhas atividades e limitas as minhas relações dentro de casa. Mas isso é preciso e indiscutível! Ah, agora notícias do "Wolverine" (carinhosamente chamado assim por ser um espermatozóide mutante que ultrapassou a barreira do lastex)! Ele tem um coraçãozinho que parece tambor de escola de samba e a DPP é 26 de dezembro! Que tipo de mãe tem flho no pós natal, a pobre criança vai traumatizar porque todos vão presentear no Natal e pronto! #alouca Bem, em breve volto com mais novidades! Beijos

domingo, 15 de abril de 2012

Porque o dragão era apenas um cavalo alado...


Alguns caminhos não tem volta. Isso é um fato!
Quando decidimos que queremos nos transformar então, já era!
Nestes últimos dias, algumas coisas tem chegado à mim como se fossem uma premonição, eu sabia que chegariam e viriam para abalar.
Desde que recomecei meus trabalhos internos, muita coisa mudou. Minha vida se transformou em um eternó (isso não é ruim, de forma alguma) e, a partir dessas observações sobre mim, comecei a repensar minha forma de viver e ver... Queria muito que minha vida se resolvesse com um estalar de dedos, mas...
Hoje, aconteceu algo que eu temia, há dois anos, que fosse acontecer. TIVE (e ainda bem que tive) que resolver um "problema" que vinha se arrastando em minha vida e que, mais dia menos dia, se tornaria uma úlcera na melhor das hipóteses. Sempre tremi, ajoelhei, implorei que o dia que esse problema teria que ser enfrentado jamais chegasse. Mas eu sabia que chegaria, e sempre esperei estar preparada para lidar com ele.
Acredito que não poderia ser em hora melhor. Meu medo, era abrir meu coração e sentir que esse medo seria usado contra mim, porque eu criei mentalmente uma impressão de uma pessoa e a tomei pelas suas atitudes que me afetavam. Mas, sabe quando no fundinho, você pensa que deve estar errada, que aquilo foi pontual e ninguém pode ser assim (pelo menos eu quero acreditar que não) tão frio, calculista, insensível e tudo de ruim... Pois é.
Depois de duas horas de muita conversa, praticamente uma terapia de casal (não somos um casal, mas foi mais ou menos assim), consegui compreender muitos dos sentimentos dessa pessoa e mostrar a ela os meus. Assim, saímos ambas esclarecidas e desejosas de felicidade.
Foi sofrido demais, tocar uma ferida que jamais cicatrizará, lembrar de dorer f'ísicas e psiquicas, pensar o quanto as pessoas foram cruéis em momentos em que eu só queria/precisava de um colo... Doeu. Mas foi um aprendizado, e este, levarei comigo para o resto da vida!
E o que o Dragão tem a ver com isso?
Ontem a tarde, encontrei uma parábola yogi para crianças. Basicamente ela contava a história de um principezinho que cresceu ouvindo histórias sobre um Dragão que vivia em uma caverna nas montanhas. Cada um que tentava combater o Dragão fugia antes de enfrentá-lo ao ver sua sombra. Um voltou dizendo que o Dragão cuspia fogo, outro contou que ele tinha sete cabeças, outro contou que, além de cuspir fogo e ter sete cabeças, ainda tinha 14 asas e 14 pernas. Um monstro. No caminho da caverna o principezinho pediu ajuda a uma feiticeira, para saber como ele derrotaria o temido Dragão. Ela disse a ele que levasse uma espada de prata e repetisse a frase que ela sussurrou ao ouvido dele. Sem crer muito que aquilo ajudaria, o principezinho seguiu seu caminho. Quando ele entrou na caverna, viu a sombra do monstro, ficou apavorado, era mesmo assustador. Mas tinha decidido que não sairia dali sem derrotar a fera. E, quanto mais medo ele sentia, pior era a imagem da fera em sua mente. Eis que ele lembrou-se das palavras da feiticeira. Ele empunhou sua espada de prata e as repetiu como um mantra "O que a mente cria, só o coração destrói", "O que a mente cria, só o coração destrói", "O que a mente cria, só o coração destrói", "O que a mente cria, só o coração destrói". À medida que ele repetia a frase, ele sentia uma claridade maior invadindo a caverna e, ao chegar ao encontro da fera, viu que ela nada mais era do que um cavalo alado que, na sombra projetada na caverna ficava enorme. #ficaadica

"O QUE A MENTE CRIA, SÓ O CORAÇÃO DESTRÓI"

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Primeira Fraldada Curitiba

Na quarta feira, dia 15, faremos a primeira fraldada em Curitiba!
Um evento que acontece em diversas cidades do Brasil com o objetivo de divulgar o uso das fraldas de pano modernas. Afinal, um bebê usa em torno de 5.500 fraldas do nascimento ao desfralde e, o tempo de decomposição das fraldas descartáveis é de 400 anos. Por essa razão, cada vez mais família têm optado pelo uso das fraldas de pano modernas.
Elas têm o design de uma falda descartável e, também, a praticidade!
Se você ainda não conhece, ou se conhece e tem dicas preciosas para quem quer iniciar o uso das fraldas de pano, participe da nossa Fraldada!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Beber não é crime, estuprar é!

Ahhhhh, o BBB...
Eu era uma jovem que curtia esse tipo de programa, super alienadinha. Assisti ativamente os 3 primeiros e, depois, passei a me informar apenas nas redes sociais.
Esse último, eu ainda não tinha assistido nenhum episódio, mas, pela apresentação dos participantes, já se via que eles iam botar pra quebrar!
E, eis que no domingo me deparo com o escândalo via Twitter "Estupro no BBB" #Danielfora e outras hashtags. Fui me informar e, Boom! Não é que o cara abusou sexualmente da moça! E ainda olhava ao redor para ver se tinham algum outro "Brother" vendo! Hein?????
Resolvi assistir o programa de domingo ( que deve ter tido um pico de audiência, afinal, todos queriam a retratação da Re Globo ao vivo!) para ver o que ia dar, afinal, durante todo o domingo #Danielfora fico entre as hashtags mais populares do twitter. E... Nada!
O Boninho coagiu a moça a dizer que não rolou nada, o cara mentiu para ela afirmando que não rolou nada e ok!
Mas aí, quando a puliça entra na jogada, pra tentar resolver o bafão, Boninho expulsa o cara!
E aqui estou eu, pelo terceiro dia consecutivo digerindo essa porcaria toda. E você se pergunta, por quê?
Porque sou mulher e mãe de duas meninas lindas. Porque estou enojada de muitos homens e mulheres machistas que continuam dizendo que ela bebeu, dormiu só de calcinha e camisola, dançou sensualmente e pediu para isso acontecer!
#paremomundoqueeuquerodescer
Porque a nossa maldita sociedade misógina e machista continua culpando a mulher por todos os erros do mundo! Aí, quero ver se caboclo vai achar que a culpa foi da namorada se ela encher a cara e for estuprada por piazada no caminho do banheiro da boate. Porque beber não é crime, apesar da bebiba alcoólica ser uma droga lícita. Mas estuprar ou molestar é! E aí? O cara está fora da casa do BBB solto, a Rede Globo que foi conivente com toda a ação se isenta de toda essa podridão e, a moça, aos olhos da sociedade mereceu! Aff... Já estão vendendo passagens para a Lua?
E sabe quando tudo isso começa? Quando Papai e Mamãe do futuro estuprador fica dizendo "aí filhão, vai passar o rodo na mulherada!", "vai lá e dá um beijo na boca da amiguinha!", "meu filho é tão lindo que vai ser o pegador!" ... É aí que são dormados os "Danieis" da vida! Que não tem respeito por mulher nenhuma, quem dirá pel própria mãe! Afinal, em uma sociedade em que o homem pode tudo e a mulher nada, é o mínimo que podemos esperar! Triste, muito triste! E falo como uma mulher que veio de família extremamente machista!
Sim, se minha família ler esse post, dirã que a Luciana barraqueira está indignada. Pois é, nadar contra essa corrente de coisas ruins da sociedade dá nisso!
E, agora que vimos a força que as Redes Sociais tem, que tal começar m #Sarneyfora...

Beijos

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Verdade! Eu não sou perfeita!

Depois de 12 dias de merecidas "férias" - não, mãe não tem férias, tem momentos de descanso! - voltei para a loucura do dia a dia e da cidade grande.
Praia com a família. Como é difícil se relacionar com pessoas que tem visões e conceitos tão diferentes. Mas ao mesmo tempo é enriquecedor. Exercitar o poder de respeito a opinião dos outros, a paciência e encarar as críticas de forma construtiva (não que elas tenham vindo com essa intenção :/).
Pela primeira vez consegui delegar os cuidados das minhas filhas. Ahhhh, dormi até tarde e deixei que os tios e tias se esbaldassem de brincar/cuidar/atender as minhas molecas. Lógico que vieram cheios de "você não ensina!" ou "Você não faz!"... Normal né, vindo de quem pensa de forma completamente diferente de mim.
Foi bom, muito bom deixar de ter o controle de tudo. Foi muito bom ter um momento meu, tomar banho relaxada, sabendo que tinha quem cuidasse para mim. E perceber que, ninguém precisa cuidar como eu cuido. Que essas diferenças é que são a magia, com os tios e tias é de um jeito, com a mãe é de outro, e com a vó e o vô é de outro! Lindo isso! Não tive avós para saber como era na casa da vó. E adoro ver essas diferenças com as meninas.
O resultado desses dais todos de bajulação e desejos realizados prontamente foi que ontem a Dani estava super carente. Chorou que queria a vó, chorou que queria o vô, chorou que queria o pai! Haja argumento para tanto chororô!
Mas é assim... Não sou uma mãe perfeita, mas modestamente, estou na lista das 100 mais!
rsrsrs