sábado, 24 de dezembro de 2011

"Mãe, né que o Menino Jesus mora no céu?"

"Hummmmmm, não filhinha!"
Juro, essas perguntas que remetem a símbolos religiosos me dão mais arrepios do que os "De onde eu vim?", "Como papai me colocou na sua barriga?"...
E não é porque eu não saiba o que responder, mas é porque dentro de nosso Estado laico, ainda é impossível você ter a liberdade de educar um filho sem os preceitos religiosos da massa.
Quando a pergunta surgiu eu respondi de cara que não, o Menino Jesus não mora no céu! Ela me olhou com um olhar de interrogação, como se dissesse "Ué, mas minha vó, meus amiguinhos, minha profe, ou quem quer que seja me disse isso!"... Complicado não é?
E então, expliquei que a história do Menino Jesus é uma história de um livro chamado Bíblia, que as pessoas contam para simbolizar o Natal. Assim como as histórias que lemos antes de dormir ou no meio do dia. E que qualquer dia eu mostrava o livro na casa do Vô pois é ilustrado e ela entenderia melhor.
Ok, ela virou e foi brincar. Para ela bastou essa explicação.
Mas um dia, ainda explicarei que o Natal é ma festa de origem pagã, quando era comemorado o solstício de inverno, e tinha o nome de Natal por ser o "nascimento do Sol", entre outras lendas de muitas outras civilizações antes de se tornar uma festa cristã. Os cristãos aproveitaram a data para converter os pagãos que estavam sob o domínio do Império Romano, fazendo assim do dia 25 de dezembro o nascimento de Jesus somente 300 anos depois de Cristo. Ou seja... Os símbolos natalinos também têm origem pré-cristã.  Para os Ortodoxos, o Natal é dia 6 de janeiro (como assim?...)
Então, tudo bem se eu, ao invés de desejar  Feliz Natal, eu desejar Boas Festas... Afinal, vamos celebrar o Sol!

Boas Festas a todos!!!!!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Sem limites...

Bem, vou compartilhar uma experiência que vivi neste sábado que passou, foi intensa e reveladora.

A vida nos coloca diante de pessoas e situações, das quais muitas vezes queremos fugir, e outras das quais não queremos nos afastar jamais! Através de uma pessoa a qual eu nunca quis em minha vida, mas a invadiu de forma perturbadora, conheci o Rodrigo Silva, idealizador do projeto Formação Humana. Facebook é um mundo maravilhoso, nos coloca em contato com idéias e ideais fantásticos. O Formação Humana é uma dessas idéias cercadas de ideais. Me encantei com as propostas, a descrição é apaixonante. Corrobora com tudo o que acredito, corrobora com a forma como quero viver e quero que minha família viva. De forma humana, natural (não, não sou radical! Tomo refrigerante, como chocolates, vemos TV... Mas quero que minha família faça escolhas conscientes, mesmo que não sejam as mais acertadas, que sejam embasadas!), feliz, íntegra.
Eis que o Rodrigo veio para Curitiba, e trouxe esse trabalho maravilhoso que é o Formação Humana. Bem, não me sinto preparada para falar das práticas que envolveram o trabalho que realizamos, mas sinto uma grande necessidade de compartilhar os resultados desse trabalho.

Trabalhamos o sábado todo, de uma forma linda. Ri muito, me emocionei. Pensei e senti muitas coisas que estavam adormecidas. Para participar do workshop eu precisei deixar as meninas com uma babá e foi a primeira vez que deixei a Alice com alguém que não fosse o pai por tanto tempo (o dia todo). Ou seja, além de uma experiência transformadora, foi o momento em que precisei trabalhar internamente para deixar que meus pensamentos estivessem comigo onde eu estava, e não em casa imaginando o que poderia estar acontecendo sem mim. As meninas ficaram ótimas, super seguras, tudo correu muito bem em casa. Isso me tranquilizou, pois agora sei que posso deixá-las com a babá que elas ficarão bem.
Estava exausta quando cheguei, brinquei com as meninas, lemos livros, vimos filminhos, dei o jantar, banho e coloquei as duas para dormir. Tomei banho e dormi, às 21:30h. Adormeci pensando que queria que a Alice não acordasse a noite para mamar, pois eu queria muito ter uma noite inteira de sono. Dormi como há muito tempo não dormia, não lembro de ter sonhado, mas dormi muito tranquilamente. Quando acordei, parecia que tinha sido atropelada por um caminhão de concreto, meu corpo todo doía, partes do meu corpo que eu nem tinha sentido trabalhar doía. Ou seja, a experiência tinha sido intensa fisicamente. Mas eu me sentia diferente, uma vontade de ficar em casa, sentindo e pensando, curtindo uma energia que eu não tinha há muito tempo. Uma vontade louca de organizar tudo. Tudo que estava fora do lugar ou desarrumado foi arrumado, organizei minha casa, armários, gavetas... Fiz uma limpa, com um bom humor e uma serenidade deliciosos de sentir e viver. Naquela noite sonhei, muito! Tive sonhos bons e ruins, lembranças, muitas lembranças. Sonhei com pessoas que eu amo, com pessoas que eu preferia fingir que nunca existiram. Acordei bem atormentada, sentindo uma sobrecarga sentimental, um excesso de informação na cabeça e no coração. E mais vontade de arrumar, limpar, agir. Por duas noites sonhei com meu marido, nossa relação, nossa vida. E uma noite sonhei com as minhas meninas.
Bem, desde então me sinto bem, me sinto confusa e ao mesmo tempo completa. Sinto que a necessidade de organização é para finalmente organizar minha vida, minhas lembranças, minhas experiências, meus sonhos, anseios, desejos.
Tem um filme, que já assisti umas vinte vezes, Sem Limites. O foco do filme é uma droga que aumenta as sinapses e faz com que todas as informações a que a pessoa foi submetida ao longo da vida venham à tona. E, há meses, desejo ter acesso a todas as informações que tenho em mim. O que sinto é que o Formação Humana fez o mesmo efeito, revelou partes de mim adormecidas, esquecidas, deixadas de lado. Parece que agora preciso resolver todas as pendências da minha vida, que só serei plenamente feliz depois de resolver internamente tudo o que me assombra!

Bem, #ficaadica! Vou postar as atualizações dos eventos do Formação Humana aqui no blog, em meu Facebook, Twitter!
E aproveito para agradecer novamente ao Rodrigo por me ajudar a redescobrir minha vida!!!

Beijos

sábado, 26 de novembro de 2011

Devaneios sobre trabalhar e maternar


Já contei AQUI, AQUI e AQUI a loucura que é optar por um home office, decidir tomar conta do próprio negócio e se tornar uma mompreneurs. Não é nada fácil! Mas também não é nada que uma mulher não tire de letra! Modestamente falando, claro! ;)
Mas hoje, fiquei aqui pensando em tudo que realizei (só no dia de hoje). Trabalhei muito (afinal de contas, uma mompreneurs em início de carreira não tem final de semana!), passeei com as meninas no parque, comi (só bugigangas) e trabalhei mais...
Um dia que rendeu muito e, agora, estou com a caçulinha aqui no colo e escrevendo e atualizando estoque e vendo pela milésima vez Enrolados e amamentando!
Mas nem todos os dias são assim!
Trabalhar em casa exige, no mínimo, uma super responsabilidade! A Carinho de Pano tem crescido cada dia mais! Cada dia mais mães, pais, cuidadores são informados e conhecem os benefícios de se carregar os bebês junto ao corpo. Isso implica em mais gente procurando o sling que se adapta ao seu bolso e ao seu estilo de vida! O mais legal, e ver pessoas na rua usando os slings feitos pela minha empresa! Dá um mega orgulho!
E a responsabilidade está em saber dosar tudo. Tenho duas filhas com idades bem diferentes. A Dani, com seus cinco anos e oito meses, que jogar jogos de tabuleiro, Uno, brincar de Barbie e Polly (ela ainda não consegue vestir as bonecas sozinha, então várias vezes no dias tenho que largar tudo e ir brincar de boneca - o que não é tão ruim!). E ela também precisa de atenção, muitas vezes, mas do que a Alice. E, entre uma paradinha aqui e outra ali, se passaram horas em que deixei de trabalhar para a empresa e fui trabalhar para a família. É, porque trabalhar em casa é assumir três turnos diários - o trabalho não acaba nunca! Alice mama no peito, e não tem hora para isso. De repente ela decide que quer um cheiro e vem puxar minha blusa. NUNCA negaria! E novamente, paro tudo e vou amamentar. Aí, marido lembra que tem um evento e precisa do terno e da camisa passada urgente. Novamente, paradinha para encarar a tábua de passar!
É assim, trabalho intenso e interminável. Ahhhh, e nem mencionei os afazeres domésticos!
Mas, mesmo nessa loucura, mesmo muitas vezes desejando sair para trabalhar, colocar um salto alto, fazer uma super maquiagem, #pausa para atender a caçula que despencou do sofá# tenho certeza que essa foi a melhor escolha que fiz na minha vida! Sim, estou plenamente realizada! Acompanho de perto a rotina da minha família, vejo tudo o que acontece com as meninas, sou sempre a primeira a saber as novidades! E isso, não tem salto alto que pague!
E, talvez, por isso mesmo é que o mercado de mães empreendedoras esteja crescendo tanto. Porque cada vez mais mulheres conseguem a realização de ter uma vida profissional aliada com a maternidade ativa e consciente!

Beijos

sábado, 19 de novembro de 2011

Me digam que não sou a única...


Bem, sabem aqueles dias em que a vida fica nebulosa? Aqueles dias em que nada se encaixa, tudo remete a uma lembrança que sua cabeça faz questão de ver apenas o lado ruim, em que o pessimismo e a negatividade tomam conta dos seus dias. Nada flui, nada dá certo, tudo é ruim e nada presta? Aí, vem aquela vontade louca de chorar desesperadamente, de correr loucamente sem olhar para trás. Aí, você quer ficar embaixo do edredom (sim, em Curitiba é possível ficar embaixo do edredom no verão!) mas o mundo conspira, você se obriga a levanter e seguir, porque afinal, a vida é uma só!

Meio deprimente, não é?

Sim, muito!

Faz umas duas semanas que me sinto assim. E é muito difícil assumir que a mudança tem que partir de mim. O pior, é saber o caminho e não poder segui-lo.

Uma fase ruim da vida, em todos os sentidos!

Tenho me sentido uma #mãedemerda, tudo me irrita. Como esposa então, prefiro nem comentar! Engordei 3Kg, tenho dependido de chocolate e coca-cola diarimente. Uma necessidade fisiológica disso!

O celular toca, atendo pensando “Tomara que seja uma mãe querendo um sling ou querendo apenas conversar!”, em dez segundos o telefone desliga porque a bateria não aguenta mais do que isso! Coisas sérias e importantes são perdidas por conta do celular (e já viram quanto custa um pré-pago, uma fortuna!).

De repente ele rsolve aguentar 30 segundos e consigo agenda um evento. Mas… Tenho que cancelar porque definitivamente não dou conta de TUDO! Não posso levar as duas meninas comigo para um workshop, sem carro, sem hora para terminar, puxando caixas e mais caixas de produtos, pensando que elas devem estar morrendo de fome, cansadas e tem que ficar ali porque não tem outro jeito!

Definitivamente, estou me sentido péssima!

Vejo mães dizendo que são felizes, que o mundo é cor de rosa e tudo peefeito, casamento sem nenhum problema, nunca se stressa, faz as unhas e ainda tem tempo de ir ao cinema! Sério, isso existe????? Não faço idéia do que é ter vida social, e isso está me deixando um lixo!

Não consigo imaginar isso não! Eu lavo, passo, cozinho, brinco, dou banho, (tento) trabalho, sou companheira, resolvo os problemas do meu mundo com uma destreza que não vejo em mais ninguém! E…

Vazio…

Tenho ficado profundamente irritada de lavar a louça e, quando termino já tenho que fazer jantar ou lanche ou qualquer outra refeição. Quem consegue viver assim? Ou então estender um varal enorme de roupa e o cesto estar eternamente cheio de roupas sujas. Ou juntar duas caixas de brinquedos e segundos depois os brinquedos estão novamente no chão.

Agora me digam, quem aqui, que definitivamente não tem vida, consegue acordar e sorrir? Quem aqui consegue sorrir de pensar em passar uma hora e meia andando de ônibus só para levar 20Kg de tecidos no lombo para a produção (isso só ida, sem contar a volta!). Quem aqui consegue ficar feliz de pensar que ficará sozinha por três meses tendo que fazer TUDO sozinha (e tudo é sempre pouco!)…

Sei lá né, escolhas… Punf!

Melhor ir dormir, que amanhã tem mais…

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

#mulhernapublicidade - Blogagem Coletiva


Ando me perguntando: "Em que mundo os publicitários vivem?", "São todos solteiros?", "São filhos de chocadeira?"...
Não é possível que eles não saibam como é uma mulher hoje em dia.
Porque NUNCA vi um comercial que retrate a mulher como ela realmente é!
Ou ela é a dona de casa perfeita, que acorda penteada e maquiada, com aroma de hortelã na boca, vive sorrindo (principalmente enquanto lava a privada), ou ela é a executiva, aspirante a homem, que se dedica exclusivamente ao trabalho, sem vida social ou amorosa, totalmente bem sucedida, com sapatos salto agulha, com aparência impecável após uma jornada de 12 horas de trabalho.
Vamos combinar que não existe desodorante que aguente isso. E vamos combinar que mulher NENHUMA lava a privada sorrindo!
Essa é a razão dessa blogagem coletiva, proposta pela Silvia Azevedo abordando o assunto #mulhernapublicidade.
Quer um exemplo disso, veja o vídeo abaixo:



Saiba mais sobre a blogagem AQUI.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

O que mudou?


Hoje, li um artigo em uma revista que era um divã, um casal com um bebê de 11 meses abrindo o jogo sobre tudo o que mudou (para melhor e para pior) após o nascimento do filho.
E, é claro, como toda mulher leu esse artigo (e eu tenho certeza!) fiquei me perguntando o que mudou e se essas mudanças foram boas.
Que loucura! É muita coisa, e é muita coisa boa e muita coisa ruim.
"Quando meu marido ler isso (se ler!) vai ficar com aquela cara de ponto de interrogação. MAs tudo bem, AMAR É SURPREENDER!"
- A primeira mudança foi o sono. Sempre curti dormir até tarde e ir dormir tarde. Ver Altas Horas, esperar o marido chegar
dos bailes e casamentos às 4h da madrugada, papear e dormir junto, sabendo que no dia seguinte poderia dormir o dia todo, sem hora nem para almoçar;
- Bem, meu corpo! Esse nem preciso falar! Sempre fui o tipo mignon, miúdinha, saradinha, sem barriga e com peitos super proporcionais ao meu corpo. Usava calça 36 tranquilamente, sutiã 44 e vivia com as unhas feitas. Mas aí, tudo mudou! Descobri o que é precisar deitar para vestir um jeans (não, não imaginem a cena, é ridícula!). Posso dizer que meu sutiã agora e tamanho "Meu primeiro sutiã", acho que por isso tenho abusado dos tops! Unha, cabelo, depilação... Tudo luxo! Me sinto outra mulher quando consigo dar um tapa no visu! Ahhhhhh, sem contar as rugas, marcas de expressão e cabelos brancos...
- Festas, baladas, cinema... O que é isso? Ainda existe? Quais são os points da cidade? Juro, ando tão por fora que não faço nem idéia quais as marcas de cerveja que vendem hoje na night! Isso me faz muita falta...
- E claro, se a balada me faz falta, amigos também fazem! Não sou uma pessoa sem amigos, longe disso! Mas mudaram meus interesses, mudou meu foco. Amigos sem filhos não querem saber que na semana passada Alice engoliu uma bexiga e que ela saiu no cocô. Ou qu
e a cama compartilhada faz bem para a família toda. Na verdade eles nem sabem o que é cama compartilhada (pelo menos não com filhos!). E os que tem filhos, com o mesmo foco e interesses são como eu, atarefados, cheios de trabalho e funções familiares. Ou seja, quando rola um encontro, tento aproveitar ao máximo porque sabe lá quando teremos outra oportunidade para saber se só na nossa casa filho acorda bem na hora H.
- E por falar em Hora H... Nossa, como mudou! De picante, longa,
a qualquer hora do dia ou da noite, a hora H passou a quase inexistente. Tudo bem, que hoje, no auge dos meus trinta anos, com a experiência da primeira filha, as coisas são diferentes. Abandonei a cinta antes dos três meses. Bem como os sutiãs de amamentação (abomináveis). Uma pena que os seios em formato perfeito só durem os primeiros meses pós parto... Aos poucos tudo se adapta, e o sexo é uma coisa que mudou. Ahhhh, sem contar que o aliado é o escuro. De lei, luz apagada!
- Humor, o que é isso? Paciência, hein? Tolerância zero! Como pode o pavio encurtar tanto, coisas tão banais incomodarem tanto...
- Amor pelo maridinho! Engraçado... Que atire a primeira pedra quem, depois que os filhos nasceram, não pensou em largar tudo e viver sozinha essa nova fase. MUITAS VEZES! Mas o amor é mais forte...

A verdade é que tudo mudou! Eu mudei, deixei de ser filha e passei a ser mãe. Não sou mais só a esposa, sou mãe. Não sou só eu, somos nós! Sinto falta de sair, sinto falta de namorar a qualquer hora, sinto falta de um cinema...
Mas tudo isso é compensado por um sorriso, um cheiro, um carinho, um colo. Tudo isso é compensado pela saudade que sinto da Dani quando dorme na casa da vó, a saudade que sinto quando Alice dorme mais de duas horas seguidas durante o dia, a saudade que sinto do marido quando sai ou viaja... Pela certeza do amor sincero que recebo todos os dias.
E, na moral, mudar é tão bom!

Beijos
-

Rsrssrsrsrsrs

Bem, hoje é segunda, dia em que a Dani dorme na casa da Tia-avó. Alice dormindo, marido também...
E eu aqui, tomando absolut com suco de uva! Na verdade não sei se esse drink tem um nome mais chique. Mas está gostoso.
Resolvi soprar o pó justo hoje, justo agora...
Hoje que resolvi que iria "bebermorar" a minha felicidade! Jusro hoje que decidi que apagaria "o" fantasma da minha vida! Justo hoje que... É hoje!!!!
Hoje que estou super feliz! Hoje que estou plena e serena! Hoje que tenho certeza que acertei nas minhas últimas escolhas e decisões!
De junho de 2010 a abril de 2011 eu era perseguida pelo fantasma da falta de escrúpulos, da falta de respeito, do desafeto, da maldade, da crueldade... De tudo que há de ruim no mundo! Sim, os jovens de vinte e poucos anos de hoje em dia não tem o menor respeito pela vida/ família/ dignidade alheia. E, muitos homens se deixam levar por essa falta de responsabilidade social!
Uma pena, porque cada vez mais, o mundo se perde! Cada vez mais vemos casamentos acabados por imaturidade.

Hoje estou aqui, comemorando o início de uma vida cheia de amor, paz e prosperidade! Cheia de amor próprio, paz de espírito e prosperidade na vida!!!!!!

Beijinhos

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

#SMAM - Semana Mundial de Aleitamento Materno


O texto abaixo surgiu em um debate vitual sobre amamentação. Mães reais contaram suas experiências sobre amamentação e expuseram suas opiniões sobre o tema. Aqui está o excelente resultado!

#SMAM


Só com leite, engordavam acima da “média”

Eu amamentei meu dois filhos exclusivamente até 8 meses. Eles não bebiam nem água, só peito mesmo.

Com quatro meses já recebia incentivo até da pediatra para introduzir novos alimentos.

Na família, era olhada como “A estranha”…rs…

Meu segundo filho, mamou até 2 anos e meio e desmamou espontaneamente sem nenhum problema ou forçação de barra. Mas confesso que já estava um pouco cansada e ele grande, pesado para colo, enfim…foi tudo na hora certa para os dois… Fiquei feliz com isso pois não tive que desmamá-lo contra vontade.

Uma coisa interessante é que durante a amamentação exclusiva, os dois mantiveram peso e tamanho acima da média para a idade. Eram gorduchos.

Depois da introdução de novos alimentos, o peso caiu drásticamente e foram sempre magrelos, abaixo da média.

Sobre doenças, não percebo nada de diferente neles. Acho que eles adoecem normalmente o que me não me incomoda. Acho normal adoecer, faz parte da vida.

Não me arrependo e tenho certeza de ter feito o melhor pela saúde deles.

Não acho que eu possa escolher não amamentar. Não considero que tenha este direito se escolhi ser mãe e só eu tenho este alimento para dar.

É triste ver mães que poderiam amamentar e não conseguem porque não recebem apoio ou incentivo e são empurradas às fórmulas sob o terrível argumento que não vale a pena tentar ajuda ou continuar tentando introduzir seu leite. Já é comprovado que a maioria dos casos de insucesso na amamentação, podem ser revertidos com ajudas simples, como a pega correta da boquinha no seio.

Gêmeas nas “divinas tetas” por seis meses as diziam que eu não teria leite

minhas primeiras filhas, gêmeas, mamaram exlusivamente no peito até os seis meses, e continuaram mamando até os 3 anos e meio, qdo engravidei e elas desmamaram naturalmente. foi uma estória bem gostosa de amamentação, apesar das dificuldades do começo, qdo passei por seis pediatras diferentes no primeiro mês de vida, pq TODOS me diziam q eu jamais teria leite suficiente p dois bebês e q elas iriam passar fome por causa de um capricho meu… a estrela tinha uma dificuldade de pega e fazê-la mamar foi bem trabalhoso nas primeiras semanas, foi um processo cansativo, mas depois que a coisa engrenou foi só curtição… era uma delícia colocá-las uma em cada peito, eu me sentia poderosa, quase uma deusa de divinas tetas, rsrs…

eu tb acho que amamentar não deveria ser opção. ter filhos é opção. a partir do momento q uma mulher opta por ter filhos, acho q há um mínimo q ela não tem o direito de optar por não prover. a amamentação, no mínimo pelos primeiros seis meses, entra aí.

Em nenhum momento pensei em desistir!

Eu não tive a menor dificuldade em amamentar minha filha. O peito quase caiu no início, por alguns dias senti dor, o peito rachou, sangrou, em algumas mamadas eu chorei de dor, mas em nenhum momento passou pela minha cabeça desistir. Fui com fé e logo tudo se resolveu, sem precisar recorrer a ninguem.

Hoje sei que, além de acertar a pega (não era o meu problema), ajuda muito variar a posição em que o bebê pega o peito. É meio doido, mas resolve o problema e bem rapido.

Laurinha mamou 2 anos e meio, com 1 ano e meio passei a regrar pra começar a reduzir, pois ela mamava muito e em livre demanda e não comia nada. Foi dificilimo pra mim, pois amava amamentar, mas reduzindo aos poucos foi bom porque ela acabou deixando naturalmente.

Não acho que usar de alguma psicologia pra ajudar a mulher que tá totalmente perdida é infantilizá-la ou passar a mão na cabeça, ha’casos e casos de mulheres que ainda não despertaram, mas todas merecem ser ajudadas: algumas aproveitarão essa ajuda, a muitas outras talvez não. Sobre ser radical, ouço isso às vezes, mas nem sempre acho justo. Em alguns casos até acho, e acho que o papel de quem quer ir contra um sistema, quem questiona e se compromete com uma forma de viver precisa ser radical sim, porque se não fora nada mudará.

Falta a sociedade toda entender que isso é qualidade de vida a longo prazo

Triste é ver toda uma cadeia de fatos que levam ao “não-amamentar”: vamos pensar numa mãe com a saúde normal, com o índice vergonhoso de cesariana no Brasil já começa o start da cadeia, sem o passar pelo trabalho de parto essas mães realmente não tem a descida do leite como deveria ser, sem contar que na cesariana é difícil o bebê que mama na primeira hora, dai ela vai no pediatra normalzão ele faz o que na primeira consulta? Complemento. Pra que ele vai ensinar a pega, como estimular a produção, a cura das fissuras, depois tem que acompanhar essa mãe e tal, se ele pode dar uma receita de NAN? E dai o trem já está ladeira abaixo e sem freios. Quando a mãe consegue ir longe com 3/4 meses o pediatra manda introduzir alimentos.

Porra, meu mamilo quase soltou do resto do peito, sangrou, colou a casquinha no sutiã, e porque eu insisti? Eu não me fiz de tadinha, chamei uma especialista que veio corrigir a pega, fui nos encontros de amamentação, troquei idéias. Sei que a dor é uma coisa muito subjetiva, mas uma vai lá e aproveita pra parar com uma coisa que talvez não faça sentido pra ela, a outra corre atrás.

É tão anormal pra mim esse ciclo artificial-medicamentoso sendo que o peito tá lá. Falta o médico entender. Falta a sociedade toda entender que isso é qualidade de vida a longo prazo, o que na nossa era imediatista fica bem complicado.

E o colostro saiu pelos bicos como um chafariz

na hora em que o médico puxou…..os meus seios inflaram e o colostro saiu pelos bicos como um chafariz…..parece loucura……o médico colocou a Débora em cima do peito e ali mesmo ela sentiu as primeiras gotas de vida…….me emocionei e todos choraram na hora…..

o peito era a alimentação primordial(como eu disse em um email anterior,ela foi para a creche com 3 meses…….mais ficava lá a tarde toda dormindo e só acordava qd eu chegava com os seios latejando……..limpava-os e ali mesmo me entregava a ela……e Paulo sempre ao meu lado……embevecido……confesso:o mamilo doeu nas primeiras horas,porém o PRAZER…..isso msm,eu sentia prazer em amamentar,em estar com aquele ser e nada ,nem ninguém iria me tirar isto….não ía a festas,não saiamos sem ela………ela estava sempre perto…….um dia,ela ía fazer dois anos,a minha sogra ficou sem paciencia em esperar eu voltar de uma reunião de pais,comprou uma mamadeira e deu um nescau morninho…….e a Débora largou o peito …..pois aí,so queria nescau….

Quando fiquei grávida do Daniel,tive leite até o oitavo mês……e na hora em que ele nasceu(a bolsa estorou a meia noite e ele nasceu as 3 da manhã com o msm tamanho e peso que a irmã)eu não tinha leite……fiquei desesperada,porém,o pediatra que assistiu o meu parto,me acalmou e de repente,sem mais nem menos,o meu leite desceu…..seti uma dor forte nas accílas e o coloctro gotejou…..Dr.Fábio pegou o Daniel e colocou para mamar….o bico calejado,nem sangrou….

já Daniel,eu tive que tirar o peito qd ele estava com um pouquinho mais de dois anos,pois eu estava abaixo do meu peso,parecia um travesti de tão magra e cansada………senão,ele teria largado sozinho……

Quantas vezes você pariu na vida?

Esse papo de “menos mãe” também me cansa profundamente.

Aliás, quando essa conversa começa, eu saio do papo porque não tenho não tenho mais paciência de argumentar.

Um tecla que sempre bato e na sua história ela fica ainda mais clara é que nós mães, somos vítimas , sim!

Quantas vezes você pariu na vida?

Quantas crianças seu pediatra já atendeu?

Quantas crianças foram cuidadas por essa agente de saúde?

Olha a diferença de experiência que ele tem e o quanto de terror eles podem fazer sobre nós com anos de argumentações que nós não temos.

Buscar informações é uma alternativa, mas e o tempo hábil para isso? A criança precisa ganhar peso, no parto o TP precisa engrenar…são (no máximo) nove meses para aprender em troca de anos de experiência de profissionais desumanos , em sua maioria.

Quanta pressão VOCÊ sofre?

Caraca…é difícil não ceder.

As mulheres que enfrentam, são poucas e sabe lá Deus de onde sai tanta determinação…

Eu acho que nós não temos escolha, amamentar é um dever, sim.

Mas quando as coisas não acontecem redondinhas, é uma luta inglória.

Se as mães tem o compromisso de amamentar, mais ainda os profissionais tem OBRIGAÇÃO de apoiar e não é isso que acontece.

Aprendi a escolher minhas batalhas

eu acho importantíssimo a gente ter cuidado e psicologia pra falar com as mulheres, tirar a culpa da jogada e falar em crescer e assumir responsabilidades. o que acho que não se deve fazer é dourar a pílula. diante de uma mulher que repete “não tive leite, não tive leite”, passar a mão na cabeça e dizer: ‘é, é verdade, nem toda mulher tem leite, amamentar não é pra todas, paciência’, pq isso não é verdade. e não vai ajudar em nada. a gente ter cuidado com a experiência do outro, tratar as questões do outro com carinho e atenção, não significa ser condescendente, certo?
agora, depois de mais de 5 anos de “ativismo”, eu aprendi a escolher muito minhas batalhas. se a pessoa não dá um sinal de q está a fim de olhar mais fundo pra própria experiência e se questionar, eu não abro a minha boca. tb não vou passar a mão na cabeça, só me abstenho de tocar no assunto com a pessoa.

Eu ordenhava leite e deixava, mas ela não tomava.

A Dani mamou no peito até os cinco meses. Com três meses eu voltei a trabalhar e ela ficava com o pai. Eu ordenhava leite e deixava, mas ela não tomava com ele. Só tomava comigo. O pediatra orientou que colocasse na mamadeira, e eu tbm não me informei sobre outras formas de oferecer meu leite que não fosse o peito. Ela chorava a tarde toda porque só mamava quando eu chegava. E mamava até vomitar, tadinha!

Passei quatro anos me informando, lendo e abraçando as causas da maternidade responsável, consciente. Quando decidi engravidar novamente, já sabia tudo que faria de diferente: queria um parto natural, em que meu bebê fosse respeitado desde antes de nascer, amamentação em livre demanda e exclusiva até que eu e minha filhota estejamos preparadas para o início da introdução de alimentos, cama compartilhada… Tudo que fui recriminada com a Dani!

Alice nasceu de cesárea necessária, mas meu consolo é que na primeira hora ela mamou! Ela mamou como um bezerrinho, linda! Amamento ela sempre que ela busca o peito. Minhas brigas com as avós já começaram, porque elas não admitem que eu pegue ela do colo delas SÓ porque ela procurou o mama e mamou só faz uma hora! “Ela vai ficar obesa!”…

Hoje, fechei minha família para palpites! Faço cara de paisagem, dou um sorriso de Monalisa e sigo com meus ideais! Porque eles não compartilham do meu ponto de vista, e já cansei de tentar mostrar a importância do respeito com a criança e com a mãe!

Texto escrito a 12 mãos por:

Ana Cláudia Bessa http://www.futurodopresente.com.br,

Luciana Isolani , http://lucianaivanike.com.br,

Mariana Tezini projetomacieira.blogspot.com ,

Monique fustcher http://www.mimirabolantes.blogspot.com ,

Renata Matteoni http://rematteoni.wordpress.com ,

Renata Penna blogmamiferas.com.br.