quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Blogagem Coletiva: MÃE x MERCADO DE TRABALHO

É fato: entidades públicas e privadas não têm condições de das subsídios para mães maternarem e trabalharem simultaneamente. Uma pena! Vamos começar com a licença maternidade de quatro meses. Levando-se em consideração que o bebê deve ser amamentado exclusivamente no peito até o seis meses de vida, nossa licença maternidade chega a ser um ultraje!
E aí, a mãe que tem apenas quatro meses para maternar após o nascimento do filho se vê num beco sem saída, num mato sem cachorro, e todos os ditos que couberem a
essa situação.
Bate o desespero e mais dúvidas e culpas se apoderam dessa mulher que, tudo o que mais precisava e queria, era estar com o filhote em casa, amamentando, curtindo, amando...
Muitas vezes existe a possibilidade de largar tudo, adiar o sucesso profissional e ficar em casa curtindo a cria por mais um ano, ou dois.
Muitas vezes essa possibilidade é impensável, pois parar de trabalhar implica em perder uma renda para a família. E muitas vezes, essa renda é de suma importância para manter um padrão de vida básico.
E outras vezes, a opção é usar a criatividade e desenvolver atividades que permitam à mulher ter uma renda e ainda cuidar da famíllia. Sobrecarrega? SIM! MUITO! Mas é a chance de seguir a amamentação exclusiva até os seis meses, é a possibilidade de cuidar da casa e da família e ainda traba
lhar fazendo coisas que gosta sem abdicar de nenhum papel.

Essa foi minha opção!
Quando a Dani nasceu (há quase 5 anos) eu voltei a trabalhar quando ela tinha apenas 3 meses. Pensem em uma mãe culpada, desesperada, insegura. Fui alvo de muitas críticas (nada construtivas) que contribuíram com todo o clima de dificuldade que se criou na minha cabeça. Dani foi para a escolinha com 9 meses (foi horrível), saiu com 1 ano e meio e tive que parar de trabalhar. Voltou aos 2 anos e, com 2 anos e 9 meses saiu novamente da escola e, novamente, tive que parar de trabalhar. Nas duas situações ela precisou da mãe ao lado dela. Ela deu sinais que, se eu não abdicasse da minha carreira seria cobrada no futuro.
E nos dois momentos foi a melhor opção.
Quando engravidei da Alice, de cara decidi parar de trabalhar fora de casa. Trabalhei os nove meses e
m casa, fazendo bicos, mas pertinho da Dani e cuidando da minha gestação como se fosse a última (e será!). Agora, depois de cinco meses que Alice nasceu estou na ativa novamente.

E aproveito esse post para contar que assumi o comando da Carinho de Pano, empresa especializada em slings e artigos para bebês. Estou realizada e feliz, pois estou trabalhando muito ao lado da minha família!

E, finalizando o post, deixo meu conselho: SIGA SEU CORAÇÃO! Se a necessidade impedir que você fique 20h ligada à cria, não se culpe. Tente fazer o melhor possível do tempo que passa ao lado dos seus. Nem tudo pode ser como queremos, mas temos que fazer o possível para que tudo seja feito com amor e carinho!

Beijos

3 comentários:

  1. É isso aí Lú, vc com certeza fez a escolha certa!! Afinal, essa fase das crianças passa tão rápido e se vc não curtir o momento se arrepende depois!!
    Beijos da Mona.

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  2. Parabéns Lu! Concordo plenamente que algo urgente precisa ser mudado! E parabéns também pela Carinho de Pano, fico maravilhada com os caminhos que a maternidade nos proporciona, não é? Parabéns pela coragem em acreditar na importância de maternar... Nossos bebês agradecem...

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  3. Oi Lu, que legal esse post! Minha vida profissional mudou totalmente depois que o Antônio (meu pequeno) nasceu!
    Não participei da blogagem coletiva mas vai aí o meu post sobre esse tema também:
    http://diasdemamis.blogspot.com
    Sou de Curitiba e nova por aqui...meu blog esta como meu filhote...engatinhando!!!
    Bjuuuu
    Laiz

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