quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Vínculo...

Amei o tema da Blogagem Coletiva da Rede Mulher e Mãe. Porque tenho pensado muito nos vínculos que criamos com os filhos e em como criamos. A verdade é que já começamos a nos entender na gestação.
Tive duas gestações completamente diferentes. Uma tranquila demais e outra conturbada demais. Dois extremos com resultados completamente diferentes.
Eu e a Dani sempre fomos muito ligadas. Eu sentia quando algo acontecia com ela. Eu sentia que ela já estava acordada mesmo em silêncio. Mas ela sempre foi muito PAI, parecida fisicamente e até na forma de brincar, agir, conversar... A Dani dormia sozinha em seu quarto com um mês de vida, ficava quietinha olhando tudo e pouco chorava. Chorava quando tinha cólicas, fome ou estava com a fralda suja. Até hoje é independente, gosta de brincar sozinha, inventa suas brincadeiras e se diverte assim. Lógico, adora ter a compania dos pais, mas quando não é possível, se diverte sozinha mesmo no seu mundinho colorido!
Alice é o oposto da Dani. Mama muito, mama segurando minha blusa ou sutiã, qualquer coisa que garanta que ao dormir a mãe ficará grudada nela. Dorme de rostinho colado ao meu, suando, mas sem desgrudar. Quando acordada, se não tem a mãe em seu campo de visão, dirigindo o olhar diretamente para ela e conversando com ela, chora desesperadamente. Se a mãe se ausenta ela abre o berreiro, e não adianta a Dani tentar colocar chupeta, o pai embalar no colinho: o chororô só pára quando ela cai nos braços da mãe e até suspira!
O vínculo que tenho com as duas é forte, porém é diferente. Alice não gosta de dormir com a mãe cantando para ela, mas a Dani pede pra mãe cantar ou contar histórias. são crianças diferentes com necessidades diferentes.
A Dani tem um forte vínculo com o pai, ama de paixão o Papaizão dela, sente saudades e fala das saudades quando o pai viaja (hoje ela falou que estava morrendo de saudades dele). E esse vínculo já existe há tempos, não foi criado depois do nascimento da Alice.
É isso! Filhos diferentes, vínculos diferentes, amor igual, enorme e incondicional!

Beijos

Ser mãe para minhas filhas...



Nós estamos sentadas almoçando quando minha filha casualmente menciona que ela e seu
marido estão pensando em 'começar uma família'.
'Nós estamos fazendo uma pesquisa', ela diz, meio de brincadeira.
'Você acha que eu deveria ter um bebê?'

'Vai mudar a sua vida,' eu digo, cuidadosamente mantendo meu tom neutro.
'Eu sei,' ela diz, 'nada de dormir até tarde nos finais de semana, nada de férias espontâneas.. .'

Mas não foi nada disso que eu quis dizer.
Eu olho para a minha filha, tentando decidir o que dizer a ela.
Eu quero que ela saiba o que ela nunca vai aprender no curso de casais grávidos.
Eu quero lhe dizer que as feridas físicas de dar à luz irão se curar,
mas que tornar-se mãe deixará uma ferida emocional tão exposta que ela
estará para sempre vulnerável.

Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se
perguntar 'E se tivesse sido o MEU filho?'
Que cada acidente de avião, cada incêndio irá lhe assombrar. Que quando
ela vir fotos de crianças morrendo de fome, ela se perguntará se algo
poderia ser pior do que ver seu filho morrer. Olho para suas unhas com amanicure impecável, seu terno estiloso e penso que não importa o quão
sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reduzí-la ao nível primitivo da
da ursa que protege seu filhote. Que um grito urgente de 'Mãe!' fará com
que ela derrube um suflê na sua melhor louça sem hesitar nem por um instante.

Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos ela investiu
em sua carreira, ela será arrancada dos trilhos profissionais pela
maternidade. Ela pode conseguir uma escolinha, mas um belo dia ela
entrará numa importante reunião de negócios e pensará no cheiro do seu
bebê. Ela vai ter que usar cada milímetro de sua disciplina para evitar
sair correndo para casa, apenas para ter certeza de que o seu bebê está bem.
Eu quero que a minha filha saiba que decisões do dia a dia não mais
serão rotina. Que a decisão de um menino de 5 anos de ir ao banheiro
masculino ao invés do feminino no McDonald's se tornará um enorme
dilema. Que ali mesmo, em meio às bandejas barulhentas e crianças
gritando, questões de independência e gênero serão pensadas contra a
possibilidade de que um molestador de crianças possa estar observando no
banheiro.

Não importa o quão assertiva ela seja no escritório, ela se questionará
constantemente como mãe.

Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da
gravidez ela perderá eventualmente, mas que ela jamais se sentirá a
mesma sobre si mesma. Que a vida dela, hoje tão importante, será de
menor valor quando ela tiver um filho. Que ela a daria num segundo para
salvar sua cria, mas que ela também começará a desejar por mais anos de
vida -- não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos
realizarem os deles.

Eu quero que ela saiba que a cicatriz de uma cesárea ou estrias se
tornarão medalhas de honra.

O relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar, mas não da
forma como ela pensa. Eu queria que ela entendesse o quanto mais se pode
amar um homem que tem cuidado ao passar talco num bebê ou que nunca
hesita em brincar com seu filho. Eu acho que ela deveria saber que ela
se apaixonará por ele novamente por razões que hoje ela acharia nada
românticas.

Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a conexão que ela sentirá
com as mulheres que através da história tentaram acabar com as guerras,
o preconceito e com os motoristas bêbados.

Eu espero que ela possa entender porque eu posso pensar racionalmente
sobre a maioria das coisas, mas que eu me torno temporariamente insana
quando eu discuto a ameaça da guerra nuclear para o futuro de meus filhos.
Eu quero descrever para minha filha a enorme emoção de ver seu filho
aprender a andar de bicicleta. Eu quero mostrar a ela a gargalhada
gostosa de um bebê que está tocando o pelo macio de um cachorro ou gato
pela primeira vez. Eu quero que ela prove a alegria que é tão real que
chega a doer. O olhar de estranheza da minha filha me faz perceber que
tenho lágrimas nos olhos.

'Você jamais se arrependerá', digo finalmente. Então estico minha mão
sobre a mesa, aperto a mão da minha filha e faço uma prece silenciosa
por ela, e por mim, e por todas as mulheres meramente mortais que
encontraram em seu caminho este que é o mais maravilhoso dos chamados.
Este presente abençoado de Deus... que é ser Mãe.'

Autor Desconhecido

domingo, 17 de outubro de 2010

Saudades de mim...

No filme Marley e Eu tem uma frase da Jennifer Aniston que me marcou muito: "Ninguém nos fala o trabalho que dá ter filhos, casa, família..."
Na verdade até falam...
Mas quem é que quer saber da parte trabalhosa da brincadeira de amadurecer? E que atire a primeira pedra aquele ou aquela que nunca teve vontade de fechar os olhos e correr SOZINHA (O) e sem rumo. Fugir da maluquisse do dia a dia, escapar das brigas e choradeiras, fugir de um trabalho de última hora...
Não é fácil administrar uma vida adulta. E eu que achava que meus problemas adolescentes eram os maiores do mundo. Aquela espinha horrorosa que apareceu bem no dia da festa americana acabou com minha vida social... E para ajudar a infelicidade da minha vida, aquele paquera não foi na festa.
Nada comparado a ter uma filha que não gosta de comer, outra com renite aos 2 meses, um peito empedrado que arde loucamente, contas a pagar, marido em pleno UP profissional que precisa viajar ou apenas se ausentar por muito tempo...
Mas, pensando bem, esses são problemas? Talvez sejam porque eu os incorporei assim na minha vida. OPS! Hora de refletir e rever conceitos! Tirar esse baixo astral da cabeça e redirecionar meu radar para locais que me façam perceber que existem coisas maiores na vida do que viver de problemas (que já vem solucionados).
É isso aí! Aos poucos tentando retomar a vida social na web!
Beijos