segunda-feira, 1 de agosto de 2011

#SMAM - Semana Mundial de Aleitamento Materno


O texto abaixo surgiu em um debate vitual sobre amamentação. Mães reais contaram suas experiências sobre amamentação e expuseram suas opiniões sobre o tema. Aqui está o excelente resultado!

#SMAM


Só com leite, engordavam acima da “média”

Eu amamentei meu dois filhos exclusivamente até 8 meses. Eles não bebiam nem água, só peito mesmo.

Com quatro meses já recebia incentivo até da pediatra para introduzir novos alimentos.

Na família, era olhada como “A estranha”…rs…

Meu segundo filho, mamou até 2 anos e meio e desmamou espontaneamente sem nenhum problema ou forçação de barra. Mas confesso que já estava um pouco cansada e ele grande, pesado para colo, enfim…foi tudo na hora certa para os dois… Fiquei feliz com isso pois não tive que desmamá-lo contra vontade.

Uma coisa interessante é que durante a amamentação exclusiva, os dois mantiveram peso e tamanho acima da média para a idade. Eram gorduchos.

Depois da introdução de novos alimentos, o peso caiu drásticamente e foram sempre magrelos, abaixo da média.

Sobre doenças, não percebo nada de diferente neles. Acho que eles adoecem normalmente o que me não me incomoda. Acho normal adoecer, faz parte da vida.

Não me arrependo e tenho certeza de ter feito o melhor pela saúde deles.

Não acho que eu possa escolher não amamentar. Não considero que tenha este direito se escolhi ser mãe e só eu tenho este alimento para dar.

É triste ver mães que poderiam amamentar e não conseguem porque não recebem apoio ou incentivo e são empurradas às fórmulas sob o terrível argumento que não vale a pena tentar ajuda ou continuar tentando introduzir seu leite. Já é comprovado que a maioria dos casos de insucesso na amamentação, podem ser revertidos com ajudas simples, como a pega correta da boquinha no seio.

Gêmeas nas “divinas tetas” por seis meses as diziam que eu não teria leite

minhas primeiras filhas, gêmeas, mamaram exlusivamente no peito até os seis meses, e continuaram mamando até os 3 anos e meio, qdo engravidei e elas desmamaram naturalmente. foi uma estória bem gostosa de amamentação, apesar das dificuldades do começo, qdo passei por seis pediatras diferentes no primeiro mês de vida, pq TODOS me diziam q eu jamais teria leite suficiente p dois bebês e q elas iriam passar fome por causa de um capricho meu… a estrela tinha uma dificuldade de pega e fazê-la mamar foi bem trabalhoso nas primeiras semanas, foi um processo cansativo, mas depois que a coisa engrenou foi só curtição… era uma delícia colocá-las uma em cada peito, eu me sentia poderosa, quase uma deusa de divinas tetas, rsrs…

eu tb acho que amamentar não deveria ser opção. ter filhos é opção. a partir do momento q uma mulher opta por ter filhos, acho q há um mínimo q ela não tem o direito de optar por não prover. a amamentação, no mínimo pelos primeiros seis meses, entra aí.

Em nenhum momento pensei em desistir!

Eu não tive a menor dificuldade em amamentar minha filha. O peito quase caiu no início, por alguns dias senti dor, o peito rachou, sangrou, em algumas mamadas eu chorei de dor, mas em nenhum momento passou pela minha cabeça desistir. Fui com fé e logo tudo se resolveu, sem precisar recorrer a ninguem.

Hoje sei que, além de acertar a pega (não era o meu problema), ajuda muito variar a posição em que o bebê pega o peito. É meio doido, mas resolve o problema e bem rapido.

Laurinha mamou 2 anos e meio, com 1 ano e meio passei a regrar pra começar a reduzir, pois ela mamava muito e em livre demanda e não comia nada. Foi dificilimo pra mim, pois amava amamentar, mas reduzindo aos poucos foi bom porque ela acabou deixando naturalmente.

Não acho que usar de alguma psicologia pra ajudar a mulher que tá totalmente perdida é infantilizá-la ou passar a mão na cabeça, ha’casos e casos de mulheres que ainda não despertaram, mas todas merecem ser ajudadas: algumas aproveitarão essa ajuda, a muitas outras talvez não. Sobre ser radical, ouço isso às vezes, mas nem sempre acho justo. Em alguns casos até acho, e acho que o papel de quem quer ir contra um sistema, quem questiona e se compromete com uma forma de viver precisa ser radical sim, porque se não fora nada mudará.

Falta a sociedade toda entender que isso é qualidade de vida a longo prazo

Triste é ver toda uma cadeia de fatos que levam ao “não-amamentar”: vamos pensar numa mãe com a saúde normal, com o índice vergonhoso de cesariana no Brasil já começa o start da cadeia, sem o passar pelo trabalho de parto essas mães realmente não tem a descida do leite como deveria ser, sem contar que na cesariana é difícil o bebê que mama na primeira hora, dai ela vai no pediatra normalzão ele faz o que na primeira consulta? Complemento. Pra que ele vai ensinar a pega, como estimular a produção, a cura das fissuras, depois tem que acompanhar essa mãe e tal, se ele pode dar uma receita de NAN? E dai o trem já está ladeira abaixo e sem freios. Quando a mãe consegue ir longe com 3/4 meses o pediatra manda introduzir alimentos.

Porra, meu mamilo quase soltou do resto do peito, sangrou, colou a casquinha no sutiã, e porque eu insisti? Eu não me fiz de tadinha, chamei uma especialista que veio corrigir a pega, fui nos encontros de amamentação, troquei idéias. Sei que a dor é uma coisa muito subjetiva, mas uma vai lá e aproveita pra parar com uma coisa que talvez não faça sentido pra ela, a outra corre atrás.

É tão anormal pra mim esse ciclo artificial-medicamentoso sendo que o peito tá lá. Falta o médico entender. Falta a sociedade toda entender que isso é qualidade de vida a longo prazo, o que na nossa era imediatista fica bem complicado.

E o colostro saiu pelos bicos como um chafariz

na hora em que o médico puxou…..os meus seios inflaram e o colostro saiu pelos bicos como um chafariz…..parece loucura……o médico colocou a Débora em cima do peito e ali mesmo ela sentiu as primeiras gotas de vida…….me emocionei e todos choraram na hora…..

o peito era a alimentação primordial(como eu disse em um email anterior,ela foi para a creche com 3 meses…….mais ficava lá a tarde toda dormindo e só acordava qd eu chegava com os seios latejando……..limpava-os e ali mesmo me entregava a ela……e Paulo sempre ao meu lado……embevecido……confesso:o mamilo doeu nas primeiras horas,porém o PRAZER…..isso msm,eu sentia prazer em amamentar,em estar com aquele ser e nada ,nem ninguém iria me tirar isto….não ía a festas,não saiamos sem ela………ela estava sempre perto…….um dia,ela ía fazer dois anos,a minha sogra ficou sem paciencia em esperar eu voltar de uma reunião de pais,comprou uma mamadeira e deu um nescau morninho…….e a Débora largou o peito …..pois aí,so queria nescau….

Quando fiquei grávida do Daniel,tive leite até o oitavo mês……e na hora em que ele nasceu(a bolsa estorou a meia noite e ele nasceu as 3 da manhã com o msm tamanho e peso que a irmã)eu não tinha leite……fiquei desesperada,porém,o pediatra que assistiu o meu parto,me acalmou e de repente,sem mais nem menos,o meu leite desceu…..seti uma dor forte nas accílas e o coloctro gotejou…..Dr.Fábio pegou o Daniel e colocou para mamar….o bico calejado,nem sangrou….

já Daniel,eu tive que tirar o peito qd ele estava com um pouquinho mais de dois anos,pois eu estava abaixo do meu peso,parecia um travesti de tão magra e cansada………senão,ele teria largado sozinho……

Quantas vezes você pariu na vida?

Esse papo de “menos mãe” também me cansa profundamente.

Aliás, quando essa conversa começa, eu saio do papo porque não tenho não tenho mais paciência de argumentar.

Um tecla que sempre bato e na sua história ela fica ainda mais clara é que nós mães, somos vítimas , sim!

Quantas vezes você pariu na vida?

Quantas crianças seu pediatra já atendeu?

Quantas crianças foram cuidadas por essa agente de saúde?

Olha a diferença de experiência que ele tem e o quanto de terror eles podem fazer sobre nós com anos de argumentações que nós não temos.

Buscar informações é uma alternativa, mas e o tempo hábil para isso? A criança precisa ganhar peso, no parto o TP precisa engrenar…são (no máximo) nove meses para aprender em troca de anos de experiência de profissionais desumanos , em sua maioria.

Quanta pressão VOCÊ sofre?

Caraca…é difícil não ceder.

As mulheres que enfrentam, são poucas e sabe lá Deus de onde sai tanta determinação…

Eu acho que nós não temos escolha, amamentar é um dever, sim.

Mas quando as coisas não acontecem redondinhas, é uma luta inglória.

Se as mães tem o compromisso de amamentar, mais ainda os profissionais tem OBRIGAÇÃO de apoiar e não é isso que acontece.

Aprendi a escolher minhas batalhas

eu acho importantíssimo a gente ter cuidado e psicologia pra falar com as mulheres, tirar a culpa da jogada e falar em crescer e assumir responsabilidades. o que acho que não se deve fazer é dourar a pílula. diante de uma mulher que repete “não tive leite, não tive leite”, passar a mão na cabeça e dizer: ‘é, é verdade, nem toda mulher tem leite, amamentar não é pra todas, paciência’, pq isso não é verdade. e não vai ajudar em nada. a gente ter cuidado com a experiência do outro, tratar as questões do outro com carinho e atenção, não significa ser condescendente, certo?
agora, depois de mais de 5 anos de “ativismo”, eu aprendi a escolher muito minhas batalhas. se a pessoa não dá um sinal de q está a fim de olhar mais fundo pra própria experiência e se questionar, eu não abro a minha boca. tb não vou passar a mão na cabeça, só me abstenho de tocar no assunto com a pessoa.

Eu ordenhava leite e deixava, mas ela não tomava.

A Dani mamou no peito até os cinco meses. Com três meses eu voltei a trabalhar e ela ficava com o pai. Eu ordenhava leite e deixava, mas ela não tomava com ele. Só tomava comigo. O pediatra orientou que colocasse na mamadeira, e eu tbm não me informei sobre outras formas de oferecer meu leite que não fosse o peito. Ela chorava a tarde toda porque só mamava quando eu chegava. E mamava até vomitar, tadinha!

Passei quatro anos me informando, lendo e abraçando as causas da maternidade responsável, consciente. Quando decidi engravidar novamente, já sabia tudo que faria de diferente: queria um parto natural, em que meu bebê fosse respeitado desde antes de nascer, amamentação em livre demanda e exclusiva até que eu e minha filhota estejamos preparadas para o início da introdução de alimentos, cama compartilhada… Tudo que fui recriminada com a Dani!

Alice nasceu de cesárea necessária, mas meu consolo é que na primeira hora ela mamou! Ela mamou como um bezerrinho, linda! Amamento ela sempre que ela busca o peito. Minhas brigas com as avós já começaram, porque elas não admitem que eu pegue ela do colo delas SÓ porque ela procurou o mama e mamou só faz uma hora! “Ela vai ficar obesa!”…

Hoje, fechei minha família para palpites! Faço cara de paisagem, dou um sorriso de Monalisa e sigo com meus ideais! Porque eles não compartilham do meu ponto de vista, e já cansei de tentar mostrar a importância do respeito com a criança e com a mãe!

Texto escrito a 12 mãos por:

Ana Cláudia Bessa http://www.futurodopresente.com.br,

Luciana Isolani , http://lucianaivanike.com.br,

Mariana Tezini projetomacieira.blogspot.com ,

Monique fustcher http://www.mimirabolantes.blogspot.com ,

Renata Matteoni http://rematteoni.wordpress.com ,

Renata Penna blogmamiferas.com.br.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

1 ano depois...


Hoje amanheceu um lindo dia de inverno. Sol forte, céu azul, perfeito. Como há um ano atrás!
Todos sempre me diziam que o segundo filho era mais fácil, que nada era tão assustador quanto o primeiro filho, quando tudo é novidade.
Há um ano, morria uma Luciana fraca, cheia de medos, que se intimidava com o menor comentário negativo, desacreditada, cheia de dúvidas.
Há um ano, renasci.
Forte, segura, mulher! Mudei muito sim, graças a uma gestação diferente do que eu havia sonhado, graças a pessoas que se revelaram, graças a um parto que não aconteceu, graças a um serzindo que abalou minha vida completamente!
Porque Alice chegou para me mostrar que não existem padrões quando falamos em filhos, chegou para me mostrar que não importa o quanto estejamos cansados, descabelados, irritados, o amor é a única forma de agüentar todos os perrengues da vida, todas as noites mal (não) dormidas, todas as atitudes não esperadas, todos os choros desesperados… O amor me fez seguir por esse ano. O amor que aprendi a sentir por mim, o amor que fortaleci por aqueles que me inspiram.
Alice, com seu olhar delicado mas penetrante, que nos impede de desviar o olhar dela, me mostrou que tudo posso, que ninguém pode mais em minha vida do que eu.
Alice foi a lição que a vida me deu, uma lição difícil de ser feita, uma lição que nenhuma fórmula pronta servia para resolver, uma lição cheia de "morais da história", uma lição que nunca acabarei!
Um bebê especial, com muitas necessidades especiais, que fez minha vida muito mais especial. Um bebê que aceitou desde a barriga, ser minha cúmplice. Que me acompanha em TODOS os lugares, que compartilha do meu (mau) humor, das minhas alegrias, dos meus sentimentos mais profundos. Que me alegra e emociona com seu sorriso quase banguela, que me faz chorar de emoção com seu olhar brilhante de encantamento com as graças da irmã e que abala todos os meus dias de mãe. Nada é fácil com ela, mas ao mesmo tempo tudo flui com ela. Essa é nossa conexão eterna!
Há um ano eu renascia!
Obrigada minha pequena, obrigada por ser minha filha!
Te amo mais que tudo em minha vida!

domingo, 17 de julho de 2011

Pressão...

Sorry pessoas pelo sumiço!
Mas minha vida anda a mil por hora, e hoje resolvi que iria desabafar por aqui!
Sabe aquela angustia, dor no peito, dificuldade para respirar que dá quando estamos sufocados com tantos acontecimentos, tantas pressões? Estou assim. No nível de dormir mal, não ter fome, vontade de chorar e tudo o mais!
Sim, acompanhado de uma TPM daquelas, de bebê que sente tudo isso e acorda três vezes a noite para mamar, saudade do marido que está longe... Ai, ai... É a vida!
Mas tem acontecido muita coisa na minha vida. Não diria coisas ruins, mas diria fortes, aprendizados difíceis...
Sabe quando você fica de saco cheio de todas as pessoas darem palpite na sua vida. Tá, pode ser por bem (ou não), mas chega aquele momento em que você respira, conta até dez e pensa "Não vou xingar!" e solta um sereno "não!". Já não sei mais de onde tirar forças para o sereno "Não!"
É uma implicância com a Dani porque é difícil para comer. E aí que ela é só a menina que não come. Que todos querem que passe o dia todo comendo "Agora uma maçã, agora isso, comeu tudo, quer o que agora?". Raras vezes "Como está a escola?" ou "Do que você gosta de brincar!". sempre tudo voltado a comida. E sabe quando você sente que daqui há uns anos terá uma filha dopada de remédios para tratar um transtorno alimentar, tudo por conta dessa pressão? Ela fica ansiosa em ter que comer na frente dos outros para agradar. E associa ser linda e querida a comer tudo. Pode?
Eu fico arrasada com isso. As pessoas não tem o menor senso em lidar com ela. Ela é super sensível, fica magoada com muita coisa e ainda tem que aguentar essa pressão. E tem apenas 5 anos.
Juro, não sei mais como lidar com isso. Uma vontade louca de pegar as duas e sumir no mundo. Ir para onde ninguém saiba que ela é difícil de comer, onde ninguém saiba que a Alice é super apegada a mim e chora quando se sente sozinha, onde a Alice não seja a chorona e a Daniela não seja a que não come. Ir pra onde elas sejam apenas a Daniela e a Alice. Sem rótulos, sem implicâncias, sem cometários sarcásticos sobre elas.
Aí, vou fazer visitas já esperando as tiradas, o entrouxamento de comida na Dani, o "Nossa, a Alice está calminha hoje!", ou "ela tá com fome, ela tá com sono, tá com a fralda suja..."... Alô, a filha é minha, sei se ela está suja, ou com fome ou com sono. E se for, eu resolvo!
Tudo o que eu falo é digno de um cometário maldoso, sempre insinuando que não sei o que é certo ou melhor para elas. Sempre um mal agoro, "Ela vai ficar doente, ela vai isso, ela vai aquilo!"...
E, para completar, tenho vivido um momento horrível, chegou a hora de entender que pai e mãe não são eternos. Meu pai anda super mal, com um problema grave e irreversível de saúde. Meu pai sempre foi meu ídolo, meu colo, meu porto seguro. Sempre que fico triste, chateada é para ele que corro. Ele não julga minhas meninas, sempre quer ser o vôzão (tudo bem que na forma de chocolates, balas e mimos!), mas não implica, "não quer mais Dani, então deixe!", não fica chantageando ela do tipo "Ah, mas se não comer tudo, não isso!" ou, "Olhe que lindo, fulano comeu tudo!". Se ele vê que Alice está naqueles dias em que chora muito, nem tenta pegar. segundo ele "Ah, ela grita que dá vontade de jogar fora!" RSRSRRS. E estou aqui, desesperada, pensando que não sei quem eu vou ser sem ele. Que pode ser daqui a uns dias, meses ou anos, mas um dia ele vai faltar! E aí? Quando eu precisar de um colo ou de uma bronca, quem vai dar?
Pois é, tem sido bem difícil! Tudo ao mesmo tempo!
E agora fico aqui, me perguntando o que fazer? Como proteger minhas meninas de tudo isso? Até onde as pessoas tem o direito de atormentar nossa vida? Até onde eu tenho que suportar isso? Até quando vou suportar isso?
Será que um dia respeitarão meus direitos? Vou deixar de ser o monstro que não dá de comer, que não cuida, que só tem defeitos e vou ter o direito de errar? O direito de chorar? O direito de mandar tudo à merda e sumir por um dia?


sexta-feira, 24 de junho de 2011

Para o bebê, o melhor leite é o da mãe!


E, completamos 11 meses de amamentação. Seis meses e meio de amamentação exclusiva e, se tudo continuar nesse ritmos, um mínimo de dois anos e meio a três de amamentação prolongada!
Porque não adianta, o melhor leite para um bebê é o materno! Eu não acredito que as fórmulas são iguais ao leite materno, que bebê que toma mamadeira não desmama, ou que a mãe foi incapaz. Toda mulher (salvo raras exceções) podem amamentar. é uma insistência que muitos médicos têm de dizer que o bebê recém nascido chora de fome, que o leite da mãe não sustenta e por isso ele acorda várias vezes a noite, entre outras crendices da classe do jaleco branco.
Bebê não mama só porque tem fome de leite. Bebê tem fome de carinho, calor de mãe, aconchego, cheiro. Bebês são muito mais pele e toque do que manipuladores insensíveis que fazem a mãe de "chupeta".
Por isso, hoje, dia da Blogagem Coletiva Para o bebê, o melhor leite é o da mãe!, vamos levantar a bandeira branca pelo direito do bebê ser amamentado no peito, onde e quando quiser. Vamos nos unir pelo laço dourado da amamentação e seguir, alimentando de amor, afeto e muito leite de mãe os nossos bebês, que crescerão vendo esse ato como o mais natural que existe!

Imagem: Silvia Falqueto

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Mãe Empreendedora

Sim, essa sou eu! Uma mãe empreendedora.
Faço meus horários, cuido das minhas crias, cuido do meu marido, tento cuidar da casa (rsrs) e trabalho muito. Comecei há pouco tempo, mas sinto que a cada dia melhoro em algum ponto.
Mas o fato é que tenho lido, estudado muito mesmo para atingir meus objetivos (que nesse momento é fazer da Carinho de Pano uma marca conhecida entre mães.
E não é fácil, é preciso muita ralação, muita pesquisa para conseguir promover campanhas que atinjam meu público.
E, nessas minhas pesquisas, descobri o blog Mães Empreendedoras, que tem esclarecido muitas das minhas dúvidas, me incentivado e auxiliado a conciliar a maternidade com o empreendedorismo.
O negócio é divulgar e torcer para ganhar um exemplar e poder aprimorar meus estudo nesse mundo novo, mágico e dinâmico do empreendedorismo materno.
Para participar, acesse o blog e veja o regulamento AQUI.
E boa sorte!!!!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Que futuro terão nossos filhos?

Aproveitamos o sentimento de indignação e tristeza que nos abalou nos últimos dias para convoca-los para uma mobilização pelo futuro das nossas crianças. A tragédia absurda ocorrida na escola em Realengo (Rio de Janeiro) é resultado de uma estrutura complexa que tem regido nossa vida em sociedade. O problema vai muito além de um sujeito qualquer decidir invadir uma escola e atirar em crianças. Armas não nascem em árvores.

A coisa está feia: choramos por essas crianças, mas não podemos nos deixar abater pelo medo, nem nos submeter aos valores deturpados que têm regido nossa sociedade propiciando esse tipo de crime. Não vamos apenas chorar e reclamar: vamos assumir nossa responsabilidade, refletir, trocar ideias e compartilhar planos de ação por um futuro melhor. Então, mães e pais, como realizar uma revolução que seja capaz de mudar esses valores sociais inadequados?

Vamos agir, fazer barulho, promover mudanças!Acreditamos na mudança a longo prazo. Precisamos começar a investir nas novas gerações: a esperança está na infância. Vamos fazer nossa parte: ensinar nossos filhos pra que façam a deles.

Se desejamos alcançar uma paz real no mundo,

temos de começar pelas crianças. Gandhi

O que estamos fazendo com a infância de nossas crianças?

Com frequência pais e mães passam o dia longe dos filhos porque precisam trabalhar para manter a dinâmica do consumo desenfreado. Terceirizam os cuidados e a educação deles a pessoas cujos valores pessoais pensam conhecer e que não são os valores familiares. Acabamos dedicando pouco tempo de qualidade, quando eles mais precisam da convivência familiar. Assim, como é possível orientar, entender, detectar e reverter tanta influência externa a que estão expostos na nossa longa ausência? Estamos educando ou estamos nos enganando?

O que vemos hoje são crianças massacradas e hiperestimuladas a serem adultos competitivos desde a pré-escola. Estão constantemente expostos à padronização, competição, preconceito, discriminação, humilhação, bullying, violência, erotização precoce, consumo desenfreado, culto ao corpo, etc.

O estímulo ao consumo desenfreado é uma das maiores causas da insatisfação compulsiva de nossa sociedade e de tantos casos de depressão e episódios de violência. Daí o desejo de consumo ser a maior causa de crime entre jovens. O ter superou o ser. Isso porque a aparência é mais importante do que o caráter. Precisamos ensinar nossos filhos que a felicidade não está no que possuímos, mas no que somos. Afinal, somos o exemplo e eles repetem tudo o que fazemos e o modo como nos comportamos. E o que ensinamos a nossos filhos sobre o consumo? Como nos comportamos como consumidores? Onde levamos nossos filhos para passear com mais frequência? Em shoppings?

Quanto tempo nossos filhos passam na frente da TV? 10 desenhos por dia são 5 horas em frente à TV sentados, sem se movimentar, sem se exercitar, sendo bombardeados por mensagens nem sempre educativas e por publicidade mentirosa que incentiva o consumo desde cedo, inclusive de alimentos nada saudáveis. Mais tempo do que passam na escola ou mesmo conosco que somos seus pais!

Porque os brinquedos voltados para os meninos são geralmente incentivadores do comportamento violento como armas, guerras, monstros, luta? A masculinidade devia ser representada pela violência? Será que isso não contribui para a banalização da violência desde a infância? Quando o atirador entrou na escola com armas em punho, as crianças acharam que ele estava brincando.

Nós cidadãos precisamos apoiar ações em que acreditamos e cobrar do Estado sua implementação, como o controle de armas, segurança nas escolas, mudança na legislação penal, etc. Mas acima de qualquer coisa precisamos de pessoas melhores. Isso inclui educação formal e apoio emocional desde a infância. É hora de pensar nos filhos que queremos deixar para o mundo, para que eles possam começar a vida fazendo seu melhor. Criança precisa brincar para se desenvolver de forma sadia. É na brincadeira que elas se descobrem como indivíduos e aprendem a se relacionar com o mundo.

Nós pais precisamos dedicar mais tempo de convivência com nossos filhos e estar atentos aos sinais que mostram se estão indo bem ou não. Colocamos os filhos no mundo e somos responsáveis por eles! Eles precisam se sentir amados e amparados. Vamos orientá-los para que eles sejam médicos por amor não por status, que sejam políticos para melhorar a sociedade não por poder, funcionários públicos por competência e não pela estabilidade, juízes justos, advogados e jornalistas comprometidos com a verdade e a ética, enfim!

Precisamos cobrar mais responsabilidade das escolas que precisam se preocupar mais em educar de verdade e para um futuro de paz. Chega de escolas que tratam alunos como clientes.

Não temos mais tempo a perder. Ou todos nós, cedo ou tarde, faremos parte da estatística da violência. Convidamos todos a começar hoje. Sabemos que não é fácil. E alguma coisa nessa vida é?

Vamos olhar com mais atenção para nossos filhos, vamos ser pais mais presentes, vamos cobrar mais da sociedade que nos ajude a preparar crianças melhores para um mundo melhor!

Nossa proposta aqui é de união e ação para promover uma verdadeira mudança social. A mudança do medo para o AMOR, do individualismo para a FRATERNIDADE e para a EMPATIA, da violência para a GENTILEZA e a PAZ.

Ana Cláudia Bessa www.futurodopresente.com.br

Cristiane Iannacconi www.ciclicca.blogspot.com

Letícia Dawahri http://sorrisosdaalma.blogspot.com

Luciana Ivanike http://lucianaivanike.blogspot.com

Monique Futscher www.mimirabolantes.blogspot.com

Renata Matteoni www.rematteoni.wordpress.com

quinta-feira, 24 de março de 2011

Revolta de uma cidadã...


Sei que hoje em dia andar a pé se tornou um exercício raro. Pessoas que não possuem carro ou realmente muito dispostas e ajudar a preservar nossa atmosfera e diminuir os congestionamentos é que se aventuram.
Eu ando todos os dias, levo a Dani na escola e a busca a pé, faço mercado (que é perto de casa), compro frutas e verduras, sempre eu, Dani, Alice e o inseparável sling.
E vou contar, é complicado ser pedestre (pelo menos em Curitiba)! Por várias vezes quase fomos atropeladas, sendo que estávamos agindo corretamente. só atravesso na faixa e espero o sinal de pedestre ficar verde para atravessar a rua. Só ando nas calçadas, enfim... Tudo que um bom pedestre deve fazer para se proteger.
Os motoristas não respeitam. Então, deixo aqui um pedido aos motoristas que estão lendo esse post:
-Liguem o pisca quando estiverem em uma esquina esperando para virar. Geralmente o pedestre olha, vê que o carro não está dando sinal e atravessa. E o Zé Graça do motorista vira em cima do pedestre e nem se desculpa.
-Sinal verde para o pedestre não significa que o motorista pode arrancar com o carro só porque não virá nenhum carro no sentido contrário. Aguarde seu sinal abrir para então, arrancar com seu veículo.
-Calçada não é estacionamento. Pedestre anda na calçada e carro anda na rua. Se você vai esperar alguma coisa, espere nas vagas destinadas para carros, porque se você pára sobre a calçada o pedestre é obrigado a andar pela rua, colocando a vida em risco.
-Nos dias chuvosos dê a preferência para o pedestre. Lembre-se, você está abrigado dentro de seu carro, o pedestre estará, no máximo, com um guarda-chuvas.

E tenho o dito!

Beijos

terça-feira, 22 de março de 2011

Racismo também é papo de mãe!



#InfânciaSemRacismo, essa é a tag usada para identificar as discussões via Twitter sobre a semana de combate ao racismo. E, como mãe e cidadã, me senti na obrigação de participar da Blogagem coletiva que a Ceila nos convocou! E, confesso que o tema "preconceito" mexe comigo de uma forma muito pessoal enquanto mãe.
Deixo aqui meu relato como forma de combate ao preconceito na infância!

Quando a Dani tinha dois aninhos, a colocamos em uma escolinha que se dizia construtivista. A Dani sempre foi um bebê com um tempo diferente da maioria. Até seus dentinhos demoraram a aparacer (o primeiro estourou aos 11 meses). Enfim, ela é assim! E, comecei a me incomodar com alguns comentários da professora. "A Dani é introspectiva!", "A Dani não faz o que pedimos nas atividades (aos 2 anos?!)", "A Dani não interage!"... As atividades sempre vinham para casa com alguma observação: "Mamãe, a Daniela não quis ligar o coelho na cenoura!", "Mamãe, a Daniela não quis colar algodão nas nuvens!"...
Um dia a professora deixou escapar que ela não participava da educação física porque ia de crocs para a escola (ela transpira muito no pézinho e tem muitas frieiras). Fui na escola e questionei a pedagoga sobre o caráter das "aulas de educação física, que até onde eu sabia, na idade dela, não tinham caráter competitivo e sim lúdico. A pedagoga disse que não sabia do afastamento dela. Depois veio me informar que o motivo principal para o afastamento das aulas era o sopro que ela tinha no coração. Fiquei indignada, pois no início das aulas, levamos na escola um laudo da cardiologista dela informando que ela DEVERIA participar de todas as atividades esportivas. Fiquei muito triste em imaginar a minha filha sentadinha na quadra, olhando os amigos brincarem por que estava de crocs ou porque tinha sopro no coração.
Outras situação muito chatas aconteceram. Mas a gota d'água foi no dia da Bandeira. Ela veio feliz da vida com sua bandeirinha pintada, balançando de um lado para outro. Eis que reparei que atrás da bandeira estava escrito "Mamãe, a Daniela só pintou a bandeira porque eu segurei na mão dela!"...
Ãh? Hein? Como?
Imaginem uma leoa tendo seu filhote ameaçado por um outro animal. Foi assim que fiquei. Rodei a baiana, dei um chilique, enviei uma carta para a escola e minha filha NUNCA MAIS pisou lá.
Fiquei imaginando que aquela frase era só uma gota, imaginei o quanto de terrorismo foi feito com ela por não querer pintar a bandeira. Eu preferia que a bandeira viesse em branco. Minha filha foi agredida (porque forçar ela a pintar a bandeira na minha opinião foi uma agressão!) além de toda discriminação que já tinha sofrido. Sofri muito, chorei muito. eu tinha escolhido aquela escola para ela. Ela não curtia ir para a escola e agia daquela forma como uma auto-proteção.
Foram muitos rótulos que colocaram nela. Foram muitos desenhos com julgamentos. Foram muitas avaliações a taxando de apática e introspectiva.
Mudamos de escola (ela passou dois anos em uma escola Waldorf) e mudou da água para o vinho! Em uma semana! Ela era respeitada! Como todas as crianças, como todas as pessoas do mundo, ela era diferente, e tudo bem ser diferente! Porque ninguém é igual! Ninguém pensa igual! E viva as diferenças!

Bora lá pessoal, participar dessa ação proposta pela Unicef de combate ao preconceito na infância! Vamos proteger nossas crianças! Vamos proteger nosso futuro!

Beijos

sábado, 19 de março de 2011

Lembra a falta de tempo?

Pois é, ela continua...
Correria, Alice doentinha, Dani super hiper mega ultra blaster fofa, marido correndo também, e a vida de mompreneurs continua. Nesse exato momento me vejo em frente ao notebook, conferindo e respondendo e-mails, separando
pedidos, lendo blogs que adoro, atualizando o facebook, lendo muito sobre carregadores de bebês e assistindo Lazy Town (que confesso odiar!). E, no meio dos meus muitos e-mail (deixo a imagem do meu e-mail para provar que realmente não tem dado tempo de ler NENHUM e-mail).
E, em meio a esse mundo de coisas a fazer, eis que lembrei com muito carinho de um comentário que recebi, da Maribel, do Um Blog de mãe um selinho muito fofo, que está postado acima! Puxa, fazia um bom tempo que não recebia selinhos. E sempre curti selinhos, memes, blogagens coletivas e tudo que me faz ter contato com outros blogs. Tudo bem que meu blog tem estado um tanto de lado (o que me dói, pois amo esse meu espacinho!), mas sempre que me sinto inspirada, é para cá que eu corro! E ter esse reconhecimento de pessoas tão queridas, como a Maribel me faz ter mais vontade de devanear! Então, deixo aqui emu agradecimento à Mari e aproveito para indicar oferecer esse selinho a outros cinco blogs que, por mais que às vezes não consiga comentar, me fazem sorrir sempre!


meus filhos, minha vida Blog que adoro, da Jo Centeno!
Um Dia de Cada Vez Blog da Isa Isolani, minha cunhada, relata a vida da mãe que a Isa é e as peripércias da minha afilhada fofa e gostosa Ana Clara (sim, sou dinda coruja!).
Lili Fala Tudo AMOOOOOOOOOOOO, o blog da Lili me faz sorrir e muito!
Viagem de mãe Blog da Roberta, que adoro e conta sua jornada como mãe do Arthur (lindo).
Em casa com os filhos O blog da minha colega de facul, amiga e companheira nessa jornada maluca que é a maternidade, Ninon, que está entrando no mundo fabuloso da blogosfera!
Gi & Me O blog da Gi, que também está entrando no fabuloso mundo da blogosfera e que tem posts super engraçados e descontraídos de assuntos super importantes!

Tá, foram seis blogs... Mas são os que eu super curto!
Isso aí gente! Bora lá curtir esses blogs e se divertir com esse bando de mãe que ama seus filhotes e faz da maternidade sua maior conquista diária!
Beijos
Fundadora - Mulher & Mãe - CLIQUE AQUI