domingo, 31 de maio de 2015

É só um momento...

E as fichas que não deixam de cair nunca.
São momentos em que eu preferia que fossem apenas dias quaisquer. Nada importante, só mais um dia como todos os outros.
Mas a vida segue. E temos que seguir. Com o nó na garganta, o sorriso no rosto, pensando que ninguém é obrigado a compreender os fantasmas que nos assombram.
E não é mesmo. Cada um sofre como pode, cada um sente como pode, cada um segue como pode.
E, cada vez que esses dias "especiais" se aproximam, a vontade de sumir aumenta. Vontade de ficar fechada no meu mundinho de faz de conta. Aquele mundinho perfeito. Mundinho onde escuto vozes, onde vejo sorrisos, onde ouço conselhos, onde a vida segue perfeita. Onde a saudade não existe, onde as regras são minhas, onde posso viver do meu jeito...
E a tal crise de meia idade. Não é que essa porra existe mesmo!
Quando cheguei nos trinta, já me senti diferente. Mas um diferente bom, maduro. Como se todas as surras da vida já tivessem sido dadas.
Mas agora, a cada trinta e poucos que completo, parece que as porradas da vida aumentam. É um teste de resistência... Não aguenta, pede pra sair!
Por que vida?
Mas que merda é essa?
Nunca vou entender, tantas coisas que não fazem sentido.
Até ano passado, eu amava fazer aniversário. AMAVA! Mas parece que esse ano eu só quero fugir. Sumir, ficar sozinha até o dito dia passar!
Desculpa aí sociedade, infelizmente não sei perder. Não sei lidar com ausência. Odeio saudade que não passa. Odeio não ter o que quero. E queria passar uma semana trancada num quarto vendo filminho chalalá, comendo gordices e chorando litros.
Mas não dá né... A vida real berra que precisa de mim! E aí, o peso dos trinta e tantos sobe nos ombros com uma força que QUASE me curva!
Mas passa, dizem que passa,..
E se não passar, o jeito é seguir. Seguir com o nó na garganta, o sorriso no rosto e a vida como tem que ser.

E é isso, bem vindos 3.4!