quinta-feira, 29 de julho de 2010

ALICE NASCEU


Oi gente....

Ela nasceu, 2570g e 45 cm...

bjos

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Quem sabe não é o início...

Bem, hoje acordamos com algumas situações diferentes...
Daniela não me queria por perto. Queria o pai, disse que estava morrendo de saudades... Depois pediu pela Dinda e pela prima...
Um tempinho depois começaram as contrações com cólicas... Sim, a Dani sentiu que hoje a mãe precisava de um tempinho...
Agora estou aqui, esperando que as contrações se aproximem para receber minha Alice, anjinha protetora da mamãe!!!!

Voltamos com notícias!!!!
Beijos

segunda-feira, 26 de julho de 2010

A impontualidade do amor...


Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente a tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar.
Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha.
Triiiiiiiiiiiimmm!
É sua mãe...
Quem mais poderia ser?
Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada.
Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver.
Por que o amor nunca chega na hora certa?
Agora, por exemplo... ... que você está de banho tomado e camisa jeans.
Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema.
Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio.
O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina.
Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio uma locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida.
O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa.
O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste.
Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro.
Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole.
O amor está em todos os lugares, você que não procura direito.
A primeira lição está dada: ... o amor é onipresente. Agora a segunda: ...
Mas é imprevisível.
Jamais espere ouvir "eu te amo" num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. O amor odeia clichês.
Você vai ouvir "eu te amo" numa terça-feira, às quatro da tarde... depois de uma discussão e... as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. ...

Idealizar é sofrer !

Amar é surpreender !

(Martha Medeiros)

sábado, 24 de julho de 2010

Mães Más...


O texto abaixo foi publicado há um tempo atrás, por ocasião da morte estúpida de Tarcila Gusmão e Maria Eduarda Dourado, ambas de 16 anos, em Maracaípe - Porto de Galinhas. Depois de 13 dias desaparecidas, as mães revelaram desconhecer os proprietários da casa onde as filhas tinham ido curtir o fim de semana. A tragédia abalou a opinião pública e o crime permanece sem resposta.

MÃES MÁS
Dr. Carlos Hecktheuer, Médico Psiquiatra.
"Um dia quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães, eu hei de dizer-lhes:
Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.
Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.
Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e os fazer dizer ao dono:
- "Nós pegamos isto ontem e queríamos pagar".
Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.
Eu os amei o suficiente para os deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.
Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração. Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes NÃO, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em alguns momentos até odiaram).
Essas eram as mais difíceis batalhas de todas. Estou contente, venci... Porque no final vocês venceram também! E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães; quando eles lhes perguntarem se sua mãe era má, meus filhos vão lhes dizer:
Sim, nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo...
As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer cereais, ovos, torradas.
As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvetes no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas
Ela insistia em saber onde estávamos a toda hora (tocava nosso celular de madrugada e "fuçava" nos nossos e-mails).
Era quase uma prisão! Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles.
Insistia que lhe disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos.
Nós tínhamos vergonha de admitir, mas ela "violava as leis do trabalho infantil". Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalhos que achávamos cruéis.
Eu acho que ela nem dormia à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer.
Ela insistia sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade.
E quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler os nossos pensamentos.
A nossa vida era mesmo chata! Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos; tinham que subir, bater à porta, para ela os conhecer.
Enquanto todos podiam voltar tarde da noite com 12 anos, tivemos que esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aquela chata levantava para saber se a festa foi boa ( só para ver como estávamos ao voltar).
Por causa de nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência:
Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime.
FOI TUDO POR CAUSA DELA!"
Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos "PAIS MAUS", como minha mãe foi.
EU ACHO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE:
NÃO HÁ SUFICIENTES MÃES MÁS!

terça-feira, 20 de julho de 2010

Os rótulos...


Hoje, eu, a Carol Longo e a Rede Mulher e Mãe conversamos muito via Twitter sobre ser mãe solteira. Foram muitos questionamentos, sobre criar os filhos sozinha, sobre a participação dos pais na questão educacional e financeira e até sobre o apoio psicológico que o pai dá. Foi um assunto que me fez pensar muito... O dia todo na verdade! Entre a lavada da louça e uma twitada, uma cama arrumada e uma twitada, eu pensava sobre o assunto.
Quando acontece a mágoa, a tendência é nos sentirmos o último ser da Terra! Nada serve, nada presta, tudo e todos conspiram... Mas, como já disse, isso passa. Um dia a ferida fecha e fica uma enorme cicatriz, que não deve ser cutucada, mas admirada, porque ela nos trouxe aprendizados, difíceis, mas que nos acrescentaram de alguma forma, algo bom! Mas, quando a ferida está aberta, somos pobres coitados... E é aí que permitimos que pensamentos idiotas (desculpem o termo, mas é o mais apropriado) tomem conta das nossas cabeças.
Eu tive um... "Agora sou mãe solteira! Que vergonha!"...
Hoje, algumas semanas depois (minha vida tem sido contada em semanas, coisa de grávida!), sinto vergonha de ter pensado assim. Sou mãe e ponto! Independente de estado civil, sou mãe! Tento ser uma ótima mãe, mesmo sabendo que tem sido difícil manter a serenidade nesse momento, eu procuro ser a melhor mãe do mundo para minhas filhas.
E não me considero solteira, ainda uso minhas alianças de noivado, de casamento e a meia aliança de pedras brasileiras que ganhei no meu primeiro dia das mães. Uso porque me dá segurança, me sinto bem com elas! Acho que só me sentirei solteira no dia em que assinar o divórcio. Antes disso, não! Sou casada, um casamento de quase seis anos, que me trouxe muitas alegrias, principalmente minhas duas filhas. Mesmo porque, eu sinto que essa "separação estratégica" (que é como gosto de ver) me fez enxergar um marido que eu não via, me fez ver erros que eu cometia no escuro, me fez ver que toda relação precisa de muita DR (discussão da relação) para que não fique nada mal dito ou simplesmente não dito!
Mas, já fui chamada de "Mãe Solteira" e junto recebi comentários do tipo "Agora você é pepino, homem nenhum quer saber de mulher com filhos!"... Hummm... Homem nenhum que mereça a minha companhia e das minhas filhas, esses eu não quero nem de longe! Porque a sociedade vê na mulher que tem filhos e é solteira um problema. A sociedade discrimina a mulher com filhos, o que é uma pena, porque nós, mães, somos muito mais maduras e conscientes do que muitas meninas ou mulheres da nossa idade sem filhos. É uma maturidade que só a maternidade trás! E repito, independente do estado civil!
É um direito da mulher ser feliz, é um direito de toda mãe ser feliz, ser amada e respeitada por um parceiro que a mereça e a faça bem! Como disse uma amiga "Se a mãe está bem, a família fica bem!"... Toda mãe deve ser respeitada, independente do estado civil, do número de filhos que tenha ou da condição em que vive com o parceiro!
Eu tenho vivido bem com o pai das minhas filhas (meu "ex-marido"). Acho até estranho quando questionam nossa relação, porque acredito que seja o melhor para mim e para as meninas (sim, nesse momento estou sendo bem egoísta... Acho que posso!). E, ele, tem sido um paizão e um "ex-maridão"! Muito mais presente e companheiro do que antes, mais sensível e participativo... Isso me faz ter certeza que não sou "mãe-solteira", mas uma mãe descobrindo que existe vida amorosa fora da maternidade. E de verdade! Nada de clichês! Descobrindo que um tempo para a relação é mais que necessário e que um terremoto não trás só destruição, mas nos faz acordar e ver que a vida é mais do que RÓTULOS!
E, aproveitando o puxão de orelha, volto a divulgar o manifesto pela maternidade, afinal, rotular a mulher vai contra tudo que eu penso! Assinem o manifesto e ajudem a transformar nossa sociedade. É o que deixaremos para nossos filhos, valores... Bons valores!
Beijos

segunda-feira, 19 de julho de 2010

E a educação...


Minha vida toda estudei em escolas públicas. Escola municipal até a quarta séria e, da quinta ao ensino médio, escola estadual. Sim, eram escolas muito boas. A participação dos pais no cotidiano escolas era cobrado pelos professores de amas escolas. Os alunos os quais os pais não se interessavam pela vida acadêmica dos filhos, não ficavam muito tempo nas escolas, porque os alunos não se adaptavam. O primeiro era a Escola Municipal Desembargador Marçal Justen e a segunda Colégio da Polícia Militar do Paraná.
Meus amigos da rua viviam tirando sarro de mim e do meu irmão, porque éramos os únicos que não estudavam em escola particular e, sim, o conteúdo era um pouco mais fraco do que o deles. Enfrentamos muitos momentos de "zoação" quando voltávamos do colégio fardados, com boina e sapato preto muito bem engraxado. Nossos amigos nem usavam mais uniforme.
Nunca nos incomodamos, para nós era natural usar meias brancas com o uniforme de educação física e usar rabo de cavalo com prendedor branco. Crescemos assim! Meus pais conheciam os pais da escola e eram muito participativos na nossa vida. Tomavam os pontos nas vésperas de provas, olhavam nossos cadernos (quando cheguei na idade de escrever bilhetinho, meu pai numerava as páginas do meu caderno para ter certeza que eu não arrancava páginas para isso!), conferiam lápis ou lapiseiras, borrachas (aff, borracha riscada ou estojo sem borracha era briga na certa)... Meus pais eram muito rígidos, mas isso para nós era normal! Achávamos estranho ver nossos amigos irem pra escola com cadernos na mão e um lápis ou caneta, sem uniforme, com pulseiras e penduricalhos...
Mas, mencionei isso, porque li o resultado no Enem de 2009 e fiquei chocada! As melhores escolas do país são particulares...
Isso me revolta. Educação não é dever do Estado? O que o estado está fazendo que não é capaz de oferecer educação de qualidade para nossas crianças e adolescentes? Onde nosso dinheiro está sendo colocado que não garante boa formação para os professores?
Trabalhei por seis anos como professora de ci6encias e biologia para em escolas do Estado e desisti. Larguei os Bets quando recebi uma carta do Governo do Estado impondo que todos os alunos com média igual ou superior a 4,0 deveriam ser aprovados pelo conselho de classe. Traduzindo: TODO O TRABALHO DO ANO JOGADO NO LIXO! Foi o que senti. Parecia que tudo que eu tinha feito ao longo do ano letivo não tinha significado nenhum, afinal, alunos que mal compareciam à aula seriam aprovados. E nunca mais dei aulas. É triste ver que um país do tamanho do nosso priorize informações como "Caso Bruno" e deixe de lado a Educação. porque é fato, nossos alunos sabem tudo que está acontecendo com o Goleiro do Flamengo, mas não tem a menor idéia do que acontece dentro de sua própria escola. E, a culpa não é deles. Eles simplesmente aprenderam que a vida é assim, e caem, como a maioria da população, no conformismo.
O negócio é trabalhar em casa, com nossos filhos, para garantir nossa gotinha no oceano! Pago escola porque não confio a educação da minha filha ao governo, mas não basta pagar a escola, temos que nos mobilizar em casa para que nossos filhos tenham consciência de que só nós podemos fazer a diferença!


sexta-feira, 16 de julho de 2010

Não come nada mesmo...


Não, Daniela nunca foi uma criança que come muito, nunca foi gordinha e nem esganiçada por nada, nem doces! Mas sempre foi saudável! Ponto! E acho que é o que importa!
Mas sabe quando as avós ficam na sua orelha com a mesma ladainha "Essa menina não come nada!", "Só a mãe vê ela comer." entre outras agulhadas? E sabe quando você tem vontade de falar "%@#$%*&^#@$%^%"? Pois é... Há quatro anos engulo esse blá blá blá! Não, não tenho vocação para Madre Teresa, mas sou educada e relativamente paciente!
Ontem fiz uma sopinha daquelas que minha família AMA! Modéstia parte, minhas sopas, minhas polentas, minhas macarronadas, minhas dobradinhas e muitos outros pratos são de lamber os beiços! Mas a sopa é preferência aqui em casa. "Dani, não demore que fiz sopa hoje!" e a resposta é "Ebaaaaaaa!!!!!!"... "Daniela, vamos fazer uma sopinha da mamãe?" e a resposta é "Vamos, eu corto a batata salsa e a cenoura!". E comem, muito bem obrigada!
E, ao telefone com uma das avós...
EU: "Ah, eu tô aqui fazendo uma sopinha pra Dani! Tá frio demais!"
AVÓ: "Mas ela não gosta de sopa."
EU: "Ela adora sopa! Come dois pratos fundos com pãozinho!"
AVÓ: "Ahhhh, mas lá em casa ela pediu sopa, fiz uma de conchinhas e ela deu duas colheradas e disse que não gostava!"
EU: "Era sopa com legumes de verdade ou era de pacote?"
AVÓ: "De pacote, né!"
EU: "É verdade, ela não gosta! Ela gosta da sopinha temperadinha da mamãe! Ela não gosta desses de pacote, nem miojo ela curte!"

Tóin!
E aí? Julgam que ela não come nada, mas oferecem um tipo de comida de astronauta para uma criança que, só ontem, comeu uma caixa de morangos, uma banana caturra e duas fatias de mamão. Almoçou um prato de macarrão ao sugo. Lanchou seis bisnaguinhas com manteiga.
Coitadinha, não come nada!

Agora, deixando as reclamações de lado e partindo para as preocupações...
Tenho muito medo desses comentários maldosos com minha filha. Tenho medo que ela passe a comer compulsivamente na casa das avós só para não aguentar essas enchessão. E tenho medo que ela se torne uma criança/adolescente complexada por ser magrinha, ou que engorde demais por contas desses comentários. Sério! Tenho medo! Porque acredito que ela come o quanto basta a ela. Ela não emagrece, mas engorda pouco! Corre e pula o dia todo, gasta muita energia! AMA chocolate e come o quanto eu e o pai permitimos...
Juro, quando eu for avó vou ter um pingo de bom senso! Acho que essa questão de "só é saudável se tem dobras" é muito relativa! Tem tanta criança, cria de Farinha, com dobrinhas que um dia serão, ou obesos mórbidos, ou hipertensos. Minha filha é saudável, e acho que isso é o que importa! A quantidade do que ela come, não é tão importante quanto a qualidade!

E, avós de plantão! SE LIGUEM! Achar neto gordo que come se nunca mais fosse comer na vida, é coisa de antigamente! tentem não contribuir para o desenvolvimento de mais obesos, bulímicos e anoréxicos do futuro! Mesmo porque, mãe sabe melhor do que as avós o que faz com os filhos!
Beijos

quinta-feira, 15 de julho de 2010

O que falta? De verdade...

E estamos entrando na reta final! 36 semanas e 4 dias de gestação da Alice. A anciedade começa a bater na minha porta e ainda falta muita coisa! Sei que é difícil acreditar, vindo de uma mãe de segunda viagem... Mas falta!
Ainda não procurei o balde para dar banho na minha caçulinha - AMO chamar a Alice de caçulinha, porque olho para a Dani e penso "Minha filha mais velha." bobo, mas me toca! -, não comprei os sutiãs de amamentação, nem as cintas pós parto. Não fiz chá de fraldas e não sei se farei! Ou seja, tenho que correr contra o tempo para resolver esses detalhezinhos.
Mas, acredito que deixei tudo tão para o final, porque nessa gestação "coisas" de bebê não me atraíram! NADA! Eu não olhava com olhar de "Vou comprar tudo compulsivamente!"... Eu só olhava! E nem desejava! A única coisa que tenho desejado desde o início da gestação é um parto natural, respeitoso e lindo! Fora isso, me viro com o restante! Mas, voltando à realidade, "coisas" são necessárias quando se tem um bebê recém nascido. Ou não!
Lembro que quando tive a Dani compramos TUDO, qualquer coisa que se entitulasse "para bebê", eu comprei. Menos o que poderia ser essencial, um sling por exemplo! Comprei jogo de mamadeira -?????-, comprei jogo de escovas para mamadeira -?????- e mais um monte de tralhheiras que depois nos desfizémos nem sei como. Hoje decidi buscar listas na internet e ver o que realmente está faltando para minha caçulinha nascer com tranquilidade!
Uma das coisas é fralda! Quase não temos fraldas, ou seja... CHÁ DE FRALDAS URGENTE!
O primeiro item da lista é o mais complicado, porque do tamanho que estou, tudo que não queria era organizar uma festa! Mas, não tem jeito não! Vamos ter que nos esforçar um pouquinho e correr!
*Ps.: Eu iria usar fraldas de pano, mas algumas mudanças repentinas me fizeram desistir e teremos que apelar, pelo menos por enquanto às desconfortáveis, perfumadas e cheias de químicos fraldas descartáveis!
Depois preciso ver o que falta de utilidade de verdade! Um balde é essencial! Mas a Tummy Tub, que é o verdadeiro balde para banho no bebê é MUITO caro, completamente fora da minha realidade. então, no fim de semana, vou correr as casas de utilidades domésticas e procurar um balde que seja confortável e adaptável para minha baixinha! Segundo item da lista, definido!
Carrinho temos o que era da Dani, e também temos o berço desmontável que era da Dani e passou para a prima Ana Clara, e vai voltar para as origens! As toalhas, tenho duas com fraldas, mas outras que uma mãe, amiga da escolinha me deu, então, vamos improvisar com as fraldas brancas que tenho aqui! O cortador de unhas, pode ser compartilhado com a irmã!
Agora, o desespero: não temos fraldas de boca! Isso é muito útil! Mas não comprei nenhuma. E nem tenho como improvisar. O negócio é correr na feirinha de domingo e comprar lá, que é mais barato e são lindas! Acho que umas 8 fraldinhas já resolve... Vamos ver!
Ops... Também não temos cueiro! Lá vou eu correr atrás de cueiro também! Usei muito com a Dani, levava para todo lado para forrar qualquer superfície que fosse colocá-la, então, é útil!
Roupinhas esla tem muitas, não estou preocupada com isso! A bolsa dela também será reaproveitada da irmã, vou lavar e deixar cheirosinha para a pequena! O enfeite da porta - muito útil! - ela ganhou da Tia Avó.
E o frio na barriga voltou... Não fiz as lembrancinhas! NADA! Prevendo um fim de semana bem corrido aqui!
Ganhei da Isa, dinda da Dani uma "minhoca" para dormir, que também serve de apoio para amamentação, que também serve para colocar o bebê deitadinho, como um moisés! TUDO DE BOM! Então, itens para amamentação já estão ok! Tenho 3 pares de protetores para os seios laváveis, talvez uma concha de amamentação seja uma boa! Vamos pensar!
Cobertor, edredon e lençois comprados... hummm... Acho que não falta nada!
Agora é só correr, e muito, para que no dia P esteja tudo dentro dos conformes para a chegada da minha Alice!
E, por favor... SUGESTÕES!!!!!!
Beijos

segunda-feira, 12 de julho de 2010

O gosto cinematográfico da minha filha...

"Nossa, a Dani tem uma cultura de cinema bem ampla, né! Ela sabe os nomes de muitos filmes e muitos personagens!"
Meu pai comentou isso depois de ouvir toda a descrição de de algum dos filmes que a Dani assiste. E, feliz ou infelizmente, não pude deixar de concordar. Ela tem uma cultura bem ampla no quesito filmes. Ela adora ir na locadora e adora ir ao cinema! Desde seus dois anos de idade a levamos ao cinema e ela sempre assistiu aos filmes na íntegra, sem dormir e nem incomodar os vizinhos de poltrona!
Esse comentário foi feito há alguns dias... Mas ontem me perguntei se isso é bom ou ruim!
Vou explicar: A Dani adora filmes de desenhos, Tinker Bell, Bolt, Barbie - todas... Mas ela também AMA Harry Potter toda a saga, ela foi ver Harry Potter e o Enigma do Príncipe no cinema, Crônicas de Narnia, e agora O Senhor dos Anéis. Sim, ela vê inteiro, sem levantar e prestando muita atenção! Na verdade, já ficamos surpresos quando ela se interessou pelo Avatar. Enfim...
Mas no sábado eu estava com muita vontade de ver um suspense, fomos até a locadora e lá ela escolheu Tá chovendo hamburguer. tentei convencê-la a pegar outro, porque esse nós vimos no cinema em 3D. Ela quis e tudo bem. Eu e o Daniel alugamos Lobisomem e, como ficamos na cozinha conversando até bem tarde, decidimos assistir no dia seguinte. Ontem, domingo de muita preguiça, fomos assistir ao filme. Começou com uma carnificina... Daniela ficou olhando. Eu e o Daniel nos olhamos e esperamos... O filme rolou, eu dormi a manhã toda, estava bem indisposta e eis que acordo com o "Põe de novo, Pai!"...
Sim, ela assistiu o filme inteiro (é um suspense bem sanguinolento) e pediu BIS! Não pode ser... Quando fui ver o filme a noite, ela assistiu novamente, inteiro e fechou a noite com O Senhor Dos Anéis... Ahhhh, não posso esquecer de mencionar que, durante o filme, ela me perguntava se eu vi determinada parte e se eu estava com medo, porque ela não estava!
E agora? Minha filha é uma cinéfila! Adora todos os tipos de filmes, inclusive suspense! Aff...
As professoras da escola que não leiam, mas no fundo, acho bem legal que ela curta ver filmes assim, de qualquer gênero!
Mas não pensem que não estou aqui, com a pulga atrás da orelha, pesquisando o quanto isso pode ser ruim para o desenvolvimento dela, ou o quanto pode ser impressionante para ela!
Não sei... Enquanto não descubro, vou ali com ela ver pela milésima vez Toy Story 2.
Beijos

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Como assim, só R$1,50?

Ontem eu e a Dani fomos ao cinema assistir Toy story 3. Chegamos no shopping e a fila estava gigantesca, saindo de dentro do shopping. Sabendo dos meus direitos de gestante, fui até o caixa preferencial e estava fechado. Tudo bem, ainda tenho a preferência e me enfiei no primeiro guichê que ficou vago. Comprei os ingressos e corri pegar a pipoca. Mas, a fila também estava imensa... Novamente, empinei minha barriga de 35 semanas e 4 dias e furei a fila. Nesse exato momento a bandejinha com nachos sorriu para mim. Nossa, minha boca se encheu de água e eu entrei em transe. Fui despertada por um "Mãe, quero fazer xixi. Tô quase fazendo na calça!" ... Ok, hummm... Segura aí filha que a gente já vai!
E a bandejinha com nachos continuava me assediando!
- Moça, quero um refrigerante médio, uma pipoca pequena e uma bandejinha de nachos.
- Refrigerante só temos A e B, o nachos não tem chedar e se você levar a pipoca média no cartão do Itaú paga meia, R$6,50.
- Mãe, quero fazer xixi!
- Tá, me dá o refrigerante de limão mesmo e a pipoca média. Vou pagar no débito do Itaú!
- Ai moça, mas os cartões não estão passando!
- ... (hummmmm????)... Tá, mas se eu pagar em dinheiro tenho o desconto? Porque eu QUERO pagar com o cartão de débito do Itaú.
- Ah, tudo bem, eu dou desconto!
- Obrigada...
- Mãe, quero fazer xixi!
...Corremos, eu Daniela, pipoca, refrigerante, bolsa e mochila para o banheiro. Xixi feito, lanche comprado, vamos para o cinema!

Vou contar que achei um tanto triste o filme, em vários momentos quase chorei! A Dani adorou, quer ver novamente. Quem sabe agora ela não vai ver 3D!
Mas a noite não tinha acabado por aí! Tínhamos combinado com o Daniel que ele nos pegaria na saída do cinema, e ele estava lá fora nos esperando. Já era bem tarde, então vamos direto embora, mesmo porque eu já estava no meu limite (a tarde fui com a Tia assistir O Pequeno Nicolas). Vamos pagar o estacionamento e...
- Moça, fomos ao cinema. Não tem desconto no estacionamento? Tem sim! Só que você tem que pedir no guichê do cinema.
- Hummm, ok, já volto!
Corremos ao guichê que já havia fechado e um funcionário passou o ticket do estacionamento para nos dar o desconto. Voltamos ao guichê para pagar o estacionamento e...
- Vixi Moça, não passou o desconto! Vamos lá que eu vejo isso.
Voltamos aos guichês do cinema e passamos novamente o ticket. Voltamos ao guichê do estacionamento e...
- Ai moça, não passou de novo. Acho que está com problemas o sistema novamente!
- Tá, mas você não tem como dar o desconto?
- Não porque não aceita no sistema. Mas você teria só R$1,50 de desconto!
... Luciana, Daniel e Daniela... Cara de paisagem e sorriso de Monalisa...
- Tá, mas eu tenho direito a esse desconto, não tenho? Então vocês acabaram de ganhar R$1,50 meu porque o sistema está ruim? Obrigada! (Daniel)
E fomos embora, nos sentindo completamente lesados. Afinal, não tinha o refrigerante que eu queria, não tinha cheddar no nachos e não ganhamos o desconto ao qual tínhamos direito!

Assistir filme no Shopping Estação, R$11,00...
Tirar dinheiro no 24h porque o sistema Cielo não funciona, R$15,00
Lanche no Cinema UCI, R$12,00...
Tirar dinheiro no 24h porque o sistema Cielo não funciona, R$15,00
Estacionamento do Shopping Estação, R$4,00...
Sentir-se lesado por grande empresas que ganham fortunas ludribriando o cliente... não tem preço!

sábado, 3 de julho de 2010

Deprimida...

... É assim que estou! Não, não quero tomar remédios, não quero ir para terapia nenhuma, não quero dinheiro... Quero minha vida de volta! Quando foi que tudo isso começou? Quando foi que minha vida degringolou que eu não vi! Tenho a impressão de que não vivi nada nestes últimos anos. Minha cabeça quer apagar tudo, porque lembranças doem. Lembranças tristes doem, lembranças felizes doem.
Medo... Tenho sentido muito medo! Medo da hora H. Medo de estar sozinha quando entrar em trabalho de parto. Medo de estar sozinha num hospital. Medo de ter medo de parir. Medo de amarelar e pedir uma cesárea. Medo dessa falta de apoio. Medo de acordar de manhã e ver que tudo está assim, que não foi só um sonho. Que realmente sou carta fora do baralho e TENHO que aceitar com um sorriso no rosto. Medo das marcas que deixei ontem quando minha filha me viu chorar no chuveiro e tentou argumentar sobre tristeza, aos 4 anos de idade! Medo de todos os traumas que minha Alice vai carregar pela gestação infernal que ela passou. Medo de perder o controle e fazer coisas que poderei me arrepender mais tarde.
Eu só queria voltar a ser a mãe que ama ver a filha sorrir. Que ama quando a filha chega na cama de manhã com um sorriso lindo e diz "Mãe, faz meu café?". A mãe que juntava todos os brinquedos feliz porque a filha brincou muito e não fica com raiva por ter que juntar brinquedos. A mãe que conversava sem mágoas ou rancores com as filhas. Que cantava coisas felizes e não se prendia a letras depressivas que a fazem lembrar o inferno que a vida dela está.
Eu só queria minha vida de volta! Só isso... Porque sinto que ela me foi tirada, arrancada de mim sem dó. Como posso cuidar das minhas filhas se eu estou perdida, não sei mais quem eu sou, não tenho nada e nem sei por onde começar! Tenho que seguir, mas meu corpo não responde. Minha cabeça não pensa. Chorar é tão bom, mas não o tempo todo! Me olho no espelho e me vejo deformada, inchada, vermelha... Estou cansada, cansada de ouvir que tenho que pensar na Alice, porque não posso pensar em mim. Ninguém pensa em mim? Em como me sinto? "Tem que arrumar o quartinho!" "Tem que pegar o berço!" "Tem que...". Eu tenho que ficar bem, antes de tudo isso! Não estou bem para pensar em quartinho, pintura, arrumação! Porque eu não posso sofrer? Porque as coisas não podem acontecer ao MEU tempo? Porque tudo e todos estão à minha frente. Eu estou triste, eu estou sofrendo muito! Não quero mais ter que dizer para todos que está tudo bem. Não está!
Sei que não sou mais uma menina, mas preciso de colo, carinho, atenção! Porque quem está pagando não sou só eu. Minhas filhas sentem e sofrem, junto comigo! Eu só queria pegar as duas e sumir, cair no mundo sem olhar para trás, sem culpas, só nós três! Ninguém que nos machuque, que nos magoe, humilhe ou faça sofrer!
Eu só quero voltar a erguer a cabeça e olhar nos olhos da minha filha, sorrir sinceramente e dizer que a amo mais que tudo na minha vida! Eu só quero poder fazer isso sem ter que correr para o quarto chorar depois!
Eu quero minha vida de volta...

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Manifesto pelas Mães










Nossos filhos são o que deixaremos de mais importante no mundo. Nossa família é a base que eles têm, o que eles vêem e ouvem em casa será refletido na sociedade. Isso é fato! Se algumas mães optam por maternar em tempo integral, merece e deve ser apoiada, pois ela está fazendo isso em nome dos filhos e da sociedade. Se uma mãe opta ou precisa retornar ao trabalho após a licença maternidade, ela deve ser amparada e apoiada em sua decisão, porque novamente é em prol dos filhos e da sociedade.
Se você é a favor da valorização da maternidade, assine o manifesto pela maternidade, vamos lutar pela transformação da nossa sociedade!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Escolhas...

Ah a maternidade! Cobranças e mais cobranças. Cobranças dos familiares, cobranças dos amigos, cobranças da escola, cobranças dos (ex)maridos, cobranças nossas! Porque a maternidade vem atrelada a um conceito de perfeição, que é utópico, mas que nem nós mesmas o vemos assim.
A Ana Claudia escreveu um post sobre as cobranças acerca da maternidade. Uma frase me marcou muito e, se a autora estiver lendo, me diga de onde li: "Se é pobre e fica em casa, é folgada. Se é rica e fica em casa, é madame. Se trabalha e não fica com os filhos, é ausente!"
Estou em casa e isso tem um preço: dependência. E isso é o que mais pesa. Em muitos casos o casal sabe lidar com a questão de um manter a casa e o outro ajudar como pode. Mas em muitos casos é muito difícil para o homem assumir o papel de provedor completamente! E isso é necessário quando a mulher decide por maternar até que os filhos estejam realmente preparados para entrar neste mundo maluco (digo isso porque tudo que mais queria agora era colocar a Daniela na minha barriga novamente para que ela não presenciasse nada do que tem presenciado).
A sociedade é cruel, nos cobra independência, mas também nos cobra a perfeição da maternidade. Acredito que toda mãe é perfeita para seu filho, independente da escolha que fez. Eu senti necessidade de ficar com a Dani em casa e percebi o quanto isso fez bem a nós duas, há até pouco tempo. Agora tenho me questionado, o quanto aguentarei as cobranças sociais e as minhas próprias cobranças. Porque deixar de se prover e depender de outra pessoa é humilhante, para não entrar em outros detalhes. É como uma amiga falou hoje para mim: "O mais humilhante é você ter que pedir permissão para comprar uma calcinha."... Mas quando o casal está de acordo, o marido até incentiva a mulher a cuidar das crias da melhor forma possível, incentiva a abrir mão de uma carreira e aceita a queda do padrão financeiro da família. Conheço um casal que vive muito bem, obrigada dessa forma. Outro casal está fazendo terapia de casal para tentar lidar com a questão de apenas o homem ser o provedor, pois ambos mantinham a casa até o nascimento do bebê.
Minha realidade não se encaixa em nenhuma das anteriores. Não sou mais parte de um casal, e como abri mão de tudo, TUDO pela família, agora estou pagando um preço alto. Acho que sou muito orgulhosa, sei lá... mas juro que nessa situação eu preferia manter a nossa casa sozinha, a ter que nos expor a esse cúmulo. Porque não faço mais parte da vida do outro, minha filha faz e sempre fará. Não sou obrigação de ninguém, ela é responsabilidade de ambos! Mas sinto que meu papel está perdido dentro de casa. Fico pensando no que minhas filhas pensarão da mãe, dependendo do pai delas. E nessa hora, sinto muita vergonha! O outro já tem uma vida e eu continuo dependente dele...
E por isso estou me questionando se foi a decisão mais acertada. O preço que estou pagando é muito alto, e, futuramente prejudicará minhas filhas. Eu sei disso! Mas será que, mesmo tendo a mãe pertinho delas 24h por dia elas iriam gostar de ver a mãe subjugada?
É muito complicado!
Beijos

Os sonhos...

... Nos carregam em momentos especiais! Como é bom sonhar, é um escape. Acho que por isso que dizem que, nada como uma noite bem dormida para nos fazer esquecer, ou passar por cima das coisas ruins! Essa noite sonhei com pessoas que me fizeram muito feliz... em 2001! Sim... há 9 anos e meio! Ir para a praia era tudo que eu mais queria na minha vida, sempre! Eu e minha amiga Ana Bassan. Tínhamos nossos "interesses". Eu tinha 20 aninhos, corpinho surfista, moreninha, roupas de grife surfista (que eu comprava com meu dinheirinho), cabelos lisos com luzes. BONS TEMPOS!
E no meu sonho estavam os pivôs das nossas idas semanais (sim, porque já trabalhávamos, então pegávamos o ônibus em Curitiba nos finais de tarde de sexta e voltávamos nas noites de domingo). Foi muito engraçado, porque me vi com 20 anos, curtindo tudo e mais um pouco! Me deu uma saudade, peguei minha caixa de lembranças onde guardei apenas as folhas da minha agenda desta temporada e... Aqui estou! Não vou postar detalhes... Mas quero mostrar que a vida é feita de momentos, às vezes de palavras, às vezes de atitudes. Mas tudo isso marca, de formas boas ou ruins, marca! E quero mostrar apenas as marcas boas que tenho!
01/01/2001 - "Quando se sentir derrotado, lembre-se: entre milhões de espermatozóides você foi o escolhido."... Eu e minha amiga tomamos coragem e ligamos para os beach boys - engraçado né, hoje vejo que nem ligávamos para nada, só ligamos e desejamos Feliz Ano Novo!, recusamos um convite para sair - tínhamos que ser difíceis - e passamos a noite falando sobre o que tínhamos feito!
Passávamos muitas noites em claro planejando o dia seguinte - nunca dava certo! Ahhhh a maturidade, agora vejo que não devemos perder tempo com o futuro. Ele chegará!
02/01/2001 - Surpresa: os "beach boys" vieram nos buscar de surpresa! A Ana estava sonolenta bateu a cabeça no portão (mico I) e depois, na casa dos meninos ela quebrou um copo (mico II), muito truco e muita cerveja depois, dia amanhecendo e... BINGO!
03/01/2001 - Barzinho em Santa Terezinha com os "beach boys" e o inesperado, colegas da faculdade (sim, eu tinha um namoradinho em Curitiba, ele era da faculdade e... outro post). Noite perfeita... HAHAHA, hoje lembro que chovia muito dentro do barzinho e que eu e a Ana estávamos em pânico com nossas escovas e chapinhas!
04/01/2001 - Sim, novamente as Cinderelas foram convidadas a sair! E novamente foi perfeito! não fosse o fato de ser sábado e a última badalada da meia noite estar próxima! "Amor de verão não sobe a serra!"... HAHA... Subiu!
05/01/2001 - "Se podemos sonhar, podemos realizar nossos sonhos!" - e acabou! Os dias mais perfeitos tinham acabado!

Hoje com quase trinta, me vejo no filme Grease curtindo um verão...
Essa foi a segunda melhor temporada da minha vida! Foi perfeita. Perdeu o posto de melhor temporada quando, no final de 2006 uma coisinha cabeluda, gordinha, com sorriso banguela e de biquinis com fraldão roubou meu coração e decidiu comer areia e beber água do mar! Essa sim, foi a melhor temporada da minha vida!
Mas como foi importante curtir cada dia, cada sofrimento da adolescência, cada coração partido, cada sorriso dos "beach boys"... Músicas que marcaram, "Infinita Highway - Engenheiros do Hawaii", "Eu e a Tábua - Gabriel O Pensador", "Chico Science"...
Foi importante porque me ajudou a amadurecer, a tomar decisões que marcaram minha vida. Hoje, todos os quatro estão ou estiveram casados, têm filhos, uma vida adulta... Se são felizes, cada um ao seu modo, sim! Mas, garanto, que nenhum de nós esqueceu cada maluquice que fez! E foram muitas! Sempre saudáveis, nada que fizesse mal a ninguém! fomos adolescentes felizes e curtimos cada momento... Sim, tevémos muitos momentos felizes e infelizes, mas sempre plenamente vividos!
Talvez eu tenha sonhado com isso para lembrar como eu era aos meus 20 anos, de certa forma madura, responsável e acima de tudo, sabia respeitar o próximo... RESPEITO! É o que falta nessa geraçãozinha que esta aí! Uma pena que os pais não tenham comnseguido passar valores familiares e muito menos princípios... Uma pena! Quem paga é a sociedade!

Beijos