domingo, 27 de junho de 2010

Quando foi que minha filha cresceu?

Nasceu pequenina, cabeluda, choro forte e alto. Mamava muito, chorava para tomar banho, até a mãe descobrir as maravilhas da shantala, que ela adorava!
Era trocada, ninada, um bebê como todos, dependente de tudo! Sempre teve o pai e a mãe ao lado dela, sempre atentos e preocupados com seu desenvolvimento físico e psicológico. Sempre teve muito amor e carinho, pais eternamente presentes na vida dela, o pai trabalhava muito, mas sempre esteve presente. A mãe sempre foi a primeira a ver tudo. O primeiro sorriso, o primeiro dentinho. Os pais sofreram nos intermináveis dias de adaptação da escolinha, choravam todos os dias ao deixá-la na escola.
Optaram por deixá-la em casa por mais um tempinho. tentaram novamente, mas perceberam que escola tradicional não era muito a praia dela. Ela começou a "estudar" em uma escola com pedagogia waldorf e se adaptou de forma inacreditável! E assim, resumidamente, ela cresceu!
Foi muito rápido, 4 anos e 3 meses já... Hoje ela toma banho sozinha, se veste sozinha, escolhe as roupas que quer vestir, negocia seus desejos, quer dormir no sofá sozinha, não chama a mãe com tanta freqüência para ajudar no banheiro, dorme na casa das avós, abre a geladeira e, se a màe bobear até se serve do que quer comer sozinha.
ELA é a Dani, a mãe sou EU! E hoje fiquei muito feliz por receber em breve a Alice, ter novamente um bebê dependente em casa. Porque tenho me sentido inútil! Minha filhota faz tudo sozinha, elabora raciocínios complexos e conversa como se fosse uma adulta miniatura! LINDA!
Mas... Quando foi que ela cresceu que eu não percebi?

Amadurecimento...


Como esse blog é novo, acho que devo contar que estou grávida de 33 semanas e 5 dias da Alice e sou mãe da Daniela de 4 anos. Daniela nasceu de uma cesárea eletiva, por medo, desinformação, pessoas erradas na hora errada e diagnóstico de DCP (desproporção céfalo pélvica) - ela nasceu com 42cm e 2,375Kg - que, depois, soube não existir.
Depois que a Dani nasceu muita coisa mudou em minha vida. A maternidade me proporcionou um amadurecimento de dimensões que eu nem sei descrever...
Pesquisei muito sobre as causas da minha cesárea, tentei entender porque ainda sentia um vazio enorme dentro de mim, mesmo tendo minha filha nos braços, porque ainda sentia seus movimentos em meu ventre se ela já tinha 4 meses de nascimento, entre outros questionamentos.
Nunca quis ter filha única, sempre sonhei em dar um(a) irmão(ã) pra Dani por ter sido muito apegada aos meus irmãos e, como tenho diferença de idade de 4 anos pro meu irmão do meio, sempre achei essa uma ótima diferença. Engravidei e será essa a diferença de idade entre as meninas. Porém, muitas coisas mudaram dentro de mim. Hoje sei que só terei uma cesárea se for realmente indicada, que minha filha nascerá de um parto que espero ser natural e que será meu renascimento como mãe e como mulher.
Mas hoje fiquei me perguntando, porque devemos cometer erros para aprender?
Vendo uma mãe de primeira viagem, com seu bebê de 50 dias fiquei meio chocada (mas talvez, na época em que ganhei a Dani não tivesse ficado), algumas coisas me incomodaram muito, mas como minha intimidade com a mãe era zero, achei melhor apenas observar e tirar minhas conclusões.
Fiquei olhado o bebê dormir amarrado no bebê conforto. Primeiro que me deu uma vontade de pegar no colo e aninhar, ele estava tão "solto" ali. Ahhh um sling wrap ali, ele iria adorar! Depois que o bebê acordou a avó pegou e foi trocar (a mãe não dá nem banho nele, é a avó quem dá) e quando eles voltaram do quarto o bebê chorava. A avó insistiu em fazer dormir, mas ele não queria. E a mãe dizia que ele queria mamar mas que ainda não era hora de mamar...
Pronto, já fiquei com cara de paisagem e sorriso de Monalisa. É um BEBÊ de 50 dias, ele já precisa saber a HORA de mamar? E se na mamada anterior ele não tiver saciado a fome e a fome veio mais CEDO... E , depois de muito choro (baixinho, mas choro) a mãe cedeu e deu o peito para ele...UFA! Eu já estava a ponto de dizer "Dá logo o peito então, já que ele quer mamar!"...
Será que é mania de algumas mães de primeira viagem regular peito? Quanto mais ele sugar, mais leite terá. Sei lá... Mas fiquei pensando que, quando tive a Dani cometi muitos erros desse tipo! Ainda bem que hoje penso diferente... Minha filhota Alice é que será muito privilegiada por essas minhas mudanças!

Imagem: arquivo pessoal: Dani no Natal!
Beijos

quarta-feira, 23 de junho de 2010

E um novo ciclo de inicia...

- Coisas ruins acontecem e não há nada que possamos fazer para mudar, certo? (Timão)
- Certo! (Simba)
- Errado! Quando o mundo vira as costas pra você, você vira as costas para o mundo! (Timão)


Esse é um diálogo entre dois personagens do desenho que, confesso, assisti milhões de vezes, O Rei Leão. Timão tenta "ajudar" Simba a resolver um grande problema e mostra que a melhor forma de fazer isso é dando as costas para o mundo.
Engraçado que, no momento em que nos vemos diante de uma situação que nos deixa acuados, essa é a primeira reação. Abandonar tudo e todos, querer sumir, "Parem o mundo que eu quero descer.". Mas passado o primeiro momento de desespero, raiva, medo, rancor, frustração, vem a bonança! Pode demorar, horas, dias, meses, anos... Mas ela chega, em algum momento chega! E com ela, vem a sensação de força, mais um obstáculo superado. Chegar até aí, é sofrido, mas gratificante!
Não lembro de, nas últimas semanas, ter tido muitos momentos bons. Uma pena, porque sei que tive sim momentos felizes, mas que foram apagados pelos acontecimentos ruins. Quem sabe, agora, eu não consiga relembrá-los e agradecer à pessoa que me deu todos esses momentos felizes esquecidos.
Minha filha, Daniela - será muito mencionada aqui - foi a peça chave para meu renascimento. O mundo pode cair, mas ela está sempre aqui do meu ladinho, amorosa, dedicada, presente... Sempre! Ela me deu a força que eu precisava para olhar para trás com desdém e seguir em frente. Não foi fácil... Não está sendo fácil... Por muitas vezes me senti vencida pela tristeza, pela dor da perda, pela mágoa... E em todas as vezes que me perdi ela estava aqui, com seu sorriso lindo, me dizendo "Eu cuido de você de manhã mãe, porque de tarde eu tenho aula!". Como pude pensar em dar as costas para ela? Como fiquei irracional!
Como disse minha querida amiga virtual @marimercer, um ciclo se fecha e outro se inicia. É assim...
Fechei um ciclo, e deixo aqui o vestígio de como ele foi bom enquanto durou. Mas acabou! E agora, inicio outro. Um ciclo que começará com a chegada de Alice, minha outra força e que, com ela, seremos três... As Três Mosqueteiras, Luciana, Daniela e Alice... Lutaremos juntas a favor da felicidade e contra toda forma de mal que possa existir!
E, aqui, eu recomeço minha história esperando que seja tão feliz quanto aquela que contei até pouco tempo atrás...